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terça-feira, 7 de maio de 2019

Edital de seleção de propostas para Festival Jackson do Pandeiro

Governo do Estado da Paraíba lançou, nesta terça-feira (7), edital para seleção de propostas que irão compor a programação do Festival de Artes Jackson do Pandeiro, a realizar-se no período de 25 a 28 de julho, em João Pessoa.

O objetivo do edital é selecionar 47 propostas nas áreas de música, teatro, dança, circo, literatura, cinema e cultura popular. Os cachês variam de R$ 500 a R$ 3.000, de acordo com as atividades descritas ao final da matéria. O edital está disponível no site www.funesc.pb.gov.br  junto com os formulários referentes a cada linguagem artística envolvida. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente online no período de 7 de maio a 7 de junho. O Festival tem como tema o centenário de Jackson do Pandeiro, sendo selecionadas, preferencialmente, as propostas em consonância com o mote. A divulgação dos selecionados será feita no dia 19 de junho.

Jackson do Pandeiro 

Este é o nome artístico de José Gomes Filho, nascido em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, e que passou boa parte da vida em Campina Grande. Começou a admirar a música por meio da sua mãe, a cantadora de coco Flora Maia, que colocou o filho para tocar zabumba aos sete anos. Seu primeiro sucesso, “Sebastiana”, na década de 1950, o lançou para o Brasil e para o mundo. Jackson chegou a fazer duetos e parcerias com nomes como Luiz Gonzaga, Edgar Ferreira e Rosil Cavalcanti e ganhou o título de “Rei do Ritmo”. Ele morreu vítima de embolia pulmonar e cerebral em 10 de julho de 1982, aos 62 anos, em Brasília (DF).

Exposição Fotográfica: Serão selecionadas até 04 propostas, em Fotografia, representadas por 04 autores, com o tema “Centenário Jackson do Pandeiro”, para exposição em painéis situados no Pólo “Chiclete com Banana”. Cachê: R$ 1.500,00 

Mural Coletivo em Graffiti: Serão selecionadas até 04 propostas, em Graffiti, representadas por 04 autores, com o tema “Centenário Jackson do Pandeiro”, para pintura de mural coletivo, situado no Pólo “A Ordem é Samba”. CACHÊ: R$ 2.250,00

● AUDIOVISUAL: Serão selecionados 12 (doze) curtas-metragens com duração de, no mínimo, 5 minutos até no máximo 25 minutos para exibição no Pólo “Jack Perry”. Cachê: R$ 800,00

● CIRCO RECREAÇÃO: Serão selecionados 3 (três) recreadores com proposta 1 horade duração para apresentação no Pólo “Sebastiana”. Cachê: R$ 500,00

● ESPETÁCULOS: Serão selecionados 2 (dois) espetáculos com no mínimo 40 minutos de duração para apresentação no Pólo “Cabeça Feita” e no Pólo “Canto da Ema” Cachê: R$ 3.000,00 

● CULTURA POPULAR: Serão selecionados 03 (três) grupos de Cultura Popular para apresentação no Pólo “Sebastiana” ou no Pólo “A Ordem é Samba”. Cachê: R$ 3.000,00


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Jackson do Pandeiro - Perfil

O pandeiro está para ele como está a flauta para Altamiro Carrilho ou o violão para Dilermando Reis.
Nascido José Gomes Filho em 31 de agosto de 1919, no antigo Engenho Tanque , Alagoa Grande, Paraíba, e virou Jackson do Pandeiro em Recife, PE. Em sua terra natal era considerada a “Rainha do Brejo”. Por lá, ele teve os rudimentos do coco da mãe, Flora Mourão, e do ambiente musical da região, maracatu, emboladas dos cantadores de feira aos pianos, além dos ritmos afros da Caiana dos Crioulos ao refinamento dos saraus promovidos no Teatro Santa Ignez. Com a morte prematura do pai a família decide partir para Campina Grande, onde Flora, Zé Jack, Severina (Briba) e João (Tinda), traçam um novo desenho para suas vidas, antes fadada ao anônimo infortúnio reservado a milhões de nordestinos: a música mudaria seus destinos. Os anos vividos em Campina Grande e João Pessoa, entre 1930 e 1948, serviram para Jackson aperfeiçoar seu dom natural.

Lá conviveu com outros formatos sonoros e instrumentos musicais. Freqüentando feiras e emissoras de rádio, o então já conhecido Jack do Pandeiro tocou bateria e firmou-se como pandeirista. O Cassino Eldorado, Campina, PB, e a Rádio Tabajara, em João Pessoa, foram suas duas melhores escolas. Descobriu seus dotes cênicos e encarnou o palhaço “Parafuso”, dos pastoris do bairro de Zé Pinheiro. Foi o irreverente “Café”, da dupla “Café com Leite”, inicialmente, formada com o cunhado Zé Lacerda que seria substituído pelo compositor Rosil Cavalcanti.

‘Comadre Sebastiana’
Mesmo antes de gravar um disco ele já era consagrado na região ao participar de uma revista carnavalesca ”A Pisada É Essa” da Rádio Jornal do Comércio, em fevereiro de 1953, cantando o coco “Sebastiana” {Rosil Cavalcanti}. A música foi uma coqueluche, e chamou atenção do então representante da Gravadora Copacabana, Genival Macedo {autor de “Meu Sublime Torrão”}, a propor contrato de exclusividade ao Jackson do Pandeiro, dono de uma voz mito peculiar. Em novembro de 1953, é lançado o primeiro disco e “Forró em Limoeiro”, de Edgar Ferreira, e a já famosa “Sebastiana”, são incluídas na estréia discográfica. No ano de 1954, ao Almira Castilho, futura esposa, ele desembarca no Rio de Janeiro para ficar alguns dias promovendo seu primeiro disco, mas passa meses. Todos queriam conhecer e ouvir o intérprete de “Sebastiana”. São Paulo não queria ficar de fora e também reivindica sua presença assim como outras capitais do país. Então Jackson resolveu morar em um grande centro e se instala no Rio de Janeiro, em 1955.

Volta a cantar nas feiras
Com o advento da Jovem Guarda e da ampliação dos espaços para a música internacional, o rock e o pop, a música nordestina vai perdendo sua força no mercado discográfico nas capitais, mas resistindo fortemente pelo interior do País. Jackson praticamente passou a sobreviver com shows em praças, feiras, circos e outros locais menos glamorosos. Nesse período, ele conseguiu manter, ao lado do radialista Adelzon Alves, um programa só de forró, que ia ao ar nas madrugadas todas as quartas-feiras, na Rádio Globo. O programa atraia uma legião “órfão” musicalmente. Isso contribuiu decisivamente para o fortalecimento de artistas já consolidados como Luiz Gonzaga ou iniciantes. Na época atendia pelo apelido de “O Velho” graças ao respeito que todos tinham por sua figura. Foi por meio de seu apoio, nomes como Antônio Barros, Genival Lacerda, Anastácia, Bezerra da Silva, Elino Julião entre outros conseguem mostrar a arte imortal do Nordeste. O compositor morreu em 10/07/1982, no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Anastácia: Eu só quero um xodó

Ela é gravada por Gilberto Gil, Gal Costa, Glórya Ryos Paula Toller, Paul Mauriart, Genival Lacerda e outros. "Eu só Quero um Xodó" até o momento tem mais de 400 regravações entre Brasil e exterior.


Lucinete Ferreira, a Anastácia, é cantora e compositora nascida no bairro de Macaxeira, em Recife - PE. Começou a cantar muito cedo, aos 7 anos cantava para as lavadeiras no açude de Apicurus, onde residiu até os 10 anos. Aos 12 anos entrou para o Pastoril Juvenil, na vila do Buriti, cuja organização era de Dona Margarida. Anastácia tinha uma participação muito expressiva, pois era uma pastora. Lá, ela encenava vários autos folclóricos mostrando sua tendência para arte. Quando tinha 12 anos se inscreveu no concurso de calouros "Clube Recreio da Fábrica", local onde sua mãe trabalhava. Foi a vencedora do concurso, sendo então, contratada pela orquestra de Otton Bezerra de Melo. Tudo ia muito bem na carreira de Lucinete, no ano seguinte foi contratada pelo SESC, no bairro de Vasco da Gama.

São Paulo

Em suas apresentações foi descoberta pelo ator Clênio Wanderley que levou-a para a rádio Jornal do Comércio, em Recife, onde integrou o elenco da emissora como cantora e comediante. Com o surgimento da televisão e a perda de popularidade do rádio, Lucinete rumou para São Paulo, em 1960. Ao chegar na capital paulista, conheceu uma das duplas mais influentes da época Venâncio e Corumba. Os repentistas a levou para um teste na gravadora Chantecler. Não demorou para gravar um compacto duplo e, em seguida, um LP onde aparecia com o pseudônimo de "Anastácia". O LP trazia a composição " Vai, Vai" de Venâncio e Corumba, e teve grande repercussão no Nordeste.

No ano de 1966 ao participar do programa Chapéu de Couro, de Jorge Paulo, ela conheceu o sanfoneiro e compositor Dominguinhos, que lhe fora apresentado pelo cantor Ary Lobo. No ano seguinte, recebeu convite de Luiz Gonzaga para abrir seus shows no Nordeste. O rei do baião convidou Dominguinhos para acompanhá-la, daí, nasceram mais de duzentas parcerias entre elas "Eu só Quero um Xodó". Os dois funcionavam como uma dupla de compositores cuja parceria frutífera findou em 1978.

Projetos

Participou de projetos importantes como Pixinguinha, ao lado de Jackson do Pandeiro e Oswaldinho do Acordeon {filho de Pedro Sertanejo}. Com Jorge Melo e Zé do Norte, participou do projeto Seis e Meia; do Festival de Itaúnas entre outros.

Alguns intérpretes

Entre discos e CD's a cantora já gravou um total de 45 discos, sendo 2 compactos além de participações em discos de outros artistas. Como compositora contabiliza mais de 500 composições sendo gravada por intérpretes como Luiz Gonzaga, Marinêz, Clemilda, Daniela Mercury, Nalva Aguiar, Waldick Soriano, Carmem Silva, Nara Leão, Fernando Mendes, Dóris Monteiro, Paul Mauriart, Timmy Thomas, Trio Nordestino entre outros.

Próximo de completar 70 anos, Anastácia está em plena forma e continua por quase todo o país cantando e contando causos. Ela está divulgando seu disco com composições de sua autoria e de Dominguinhos. No sábado, 10 de abril, ela esteve no programa "Glórya Ryos & Você", na Rádio Tô na Mídia { http://www.radiotonamidia.com.br/ }
apresentado pela radialista e cantora Glórya Ryos [ http://www.gloryaryoscantora.blogspot.com/ ] que vai ao ar todos os sábados das 10h00 às 12h00. A cantora informou durante sua participação que em breve deverá lançar um DVD e também um livro. { No alto: Glórya Ryos, Chico Freitas e Anastácia / mais abaixo: Francisco Martins e Anastácia}

Contato para shows

anastaciaforrozeira@globo.com
anastaciaforrozeira@hotmail.com

11/ 5012-5557
9338-0625
9257-4051

sábado, 5 de abril de 2014

Onde dançar Forró

Por Suzana Pertinhez

Espaço para dançar agarradinho também não falta na cidade de São Paulo. É só encontrar um par e aproveitar um forró para se divertir. Aprenda a dançar e caia no ritmo.

Uma das diversas opções na cidade é entrar no Remelexo, casa localizada em Pinheiros, zona Oeste de São Paulo. Além da agenda de shows que mantem o espaço sempre bem animado, o local dispõe de aulas de dança e capoeira para os mais interessados no gingado. A casa funciona todos os finais de semana e vira a madrugada, garantindo diversão para noites inteiras.

Canto da Ema. 

O Canto da Ema, também em Pinheiros, tem programação garantida para toda a semana, exceto às segundas. O nome da casa é uma homenagem à música de João do Vale interpretada por Jackson do Pandeiro, importantes nomes do forró. Em shows com trios e bandas, o repertório passa por Elba Ramalho, Dominguinhos, Trio Nordestino e muito mais.

No local, ainda é possível participar de aulas de dança para deixar o corpo mais a vontade com o ritmo. Para os alunos, é garantido 50% de desconto no ingresso para o baile, além de não ser necessário pegar fila.

Restaurante Andrade. 

Se a ideia é aproveitar uma boa música em conjunto com uma boa culinária, o Restaurante Andrade é uma boa opção. O local oferece comida típica nordestina e todos os jantares são acompanhados de música ao vivo, além de possuir outros shows programados.

Em funcionamento desde março de 1980, o restaurante prima pela qualidade dos pratos servidos. As receitas foram aprimoradas com temperos e misturas regionais. 
Recanto do Nordeste. Foto: divulgação. 
Também é possível encontrar um bom forró no centro da cidade. No bairro da Liberdade, o restaurante Recanto do Nordeste é o ponto de encontro de quem gosta da culinária regional e música ao vivo. 

O espaço funciona todos os sábados e conta com uma pista de dança para soltar o esqueleto.

Serviço:

Remelexo
Horário de funcionamento: sextas e sábados, das 23h às 5h; domingos, das 10h às 2h.
End.: Rua Ferreira de Araújo, 1076 - Pinheiros - zona Oeste.
Tel.: (11) 3034-0212.
Preço: mulheres, de R$ 10 a R$ 20; homens, de R$ 13 a R$ 26.
www.remelexobrasil.com.br

Canto da Ema
End.: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 364 - Pinheiros - zona Oeste.
Tel.: (11) 3813-4708.
Preço: mulheres, de R$ 8 a R$ 20; homens, de R$ 11 a R$ 18.
www.cantodaema.com.br

Restaurante Andrade
Horário de funcionamento: terças a sextas, das 12h às 15h e a partir das 19h; sábados, das 12h às 16h
e a partir das 19h; domingos, das 12h às 17h.
End.: Rua Artur de Azevedo, 874 - Pinheiros - zona Oeste.
Tel.: (11) 3085-0589.
www.restauranteandrade.com.br

Recanto do Nordeste
End.: Rua São Joaquim, 571 - Liberdade - Centro.
Tel.: (11) 3207-0728.
www.recantodonordeste.com.br