Este é o cadáver de maior peso na história brasileira, e assim, também não é pouca ambição do thriller "Getúlio", sob direção de João Jardim, que arrisca-se nesta sua primeira ficção, depois dos elogiados "Janela da Alma", de 2001, "Pro dia nascer feliz", 2006 e "Lixo Extraordinário".
Com roteiro assinado por George Moura, que tenta penetrar e buscar o que passou pela cabeça do ex-presidente naqueles últimos 10 dias de sua vida.
O enredo da película não tem rodeios que Lacerda (jornalista Carlos Lacerda, interpretado no filme por Alexandre Borges), feroz desafeto e adversário de Getúlio Vargas, teria praticado um "auto-atentado", ao disparar seu revólver contra o próprio pé e procurando um atendimento que o engessou. A investigação chegou à guarda pessoal do presidente, inclusive seu guarda-costas, Gregório Fortunato, vivido por Thiago Justino.
O filme é focado no círculo íntimo de Getúlio Vargas (1882-1954), mais especificamente em sua relação afetuosa com a filha e chefe de gabinete, Alzira, papel muito bem interpretado por Drica Moraes, já o ótimo ator português Fernando Luiz, interpreta Benjamin Vargas, o irmão de Getúlio.
Esta coprodução com Portugal, super bem-cuidada em sua reconstituição de época, relata as noites de insônia de Vargas, após intermináveis reuniões com seus chefes militares e ministros, que cada hora evindenciam ainda mais os momentos dramáticos para o país e para o ex-presidente. Vale enfrentar qualquer dificuldade para assistir este marco cinematográfico pproporcionado pela bela produção Brasil-Portugal

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