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terça-feira, 28 de novembro de 2006

Ele deu vida ao prototipo do cafajeste


Jece Valadão faleceu aos 76 anos na tarde de segunda-feira - 27 de novembro. O ator estava internado desde a tarde da última segunda-feira, dia 20, com quadro de insuficiência cardio respiratória aguda.

Valadão foi uma das principais figuras do cinema nacional nas décadas de 60 e 70, e imortalizado por interpretar vilões e machões. Entre suas encenações mais inesquecíveis, estão o de Os Cafajestes, de Ruy Guerra, A Idade da Pedra, de Glauber Rocha e Boca de Ouro, de Nelson Pereira dos Santos. Ele nasceu em 24 de julho de 1930, em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, Valadão se inspirou em sua própria vivência para compor tais personagens. Aos 16 anos saiu de casa com o baralho na mão, pois era esperto na jogatina também na vida real. Malandros, prostitutas,gigolôs, bicheiros e boêmios cruzaram seu caminho e foram a matéria-prima para construir os papéis de mau-caráter que o consagraram. Aos 28 anos resolveu voltar para a cidade natal e tentou viver como locutor, mas não tinha vocação. Mesmo assim, tentou a sorte no mesmo ofício no Rio de Janeiro. E logo veio da chance de atuar no cinema. O primeiro papel foi em Também Somos Irmãos (1949), de José Carlos Burle. Mas o conselho que ouviu de diretores o fez desistir - por um tempo - da profissão. Diziam que ele não era bonito o bastante. Hoje, ele é considerado um dos maiores galãs da época. Por meio da paixão pelo cinema, Valadão descobriu ser o "pacote completo".

No vasto currículo estão 106 filmes, no qual atuou, produziu e/ou dirigiu. Os temas passeiam por comédia, cinema novo, erotismo, violência, chanchadas e até mesmo pornô. Além disso, ele também fez diversas peças de teatro e participações na TV. Depois de dez anos parado, Valadão retornou ao cenário televisivo em pequenas participações especiais. Uma delas foi na novela global Bang, Bang, de Mario Prata, na qual viveu o bandido Joe Wayne. Seu primeiro protagonista no século XXI veio na minissérie da HBO Filhos do Carnaval, de Cao Hamburguer, que teve seis episódios especiais. Nela, ele interpretou o bicheiro Anésio Gebara e também patrono de uma consagrada escola de samba carioca. À direita, sua última aparição na televisão, em Bang-Bang , da TV Globo. No cinema deixa um filme inacabado com o Zé do Caixâo.

sábado, 18 de novembro de 2006

50 anos da Aliança Brasil / Japão

Preservar os laços entre brasileiros e japoneses e promover intercâmbio entre os dois povos. Esse é objetivo da Aliança Cultural Brasil-Japão que comemorou 50 anos nesta sexta-feira, dia 17, com a realização de uma cerimônia na Câmara Municipal de São Paulo, que contou com a participação do governador Cláudio Lembo.

Criada em 1956, a fundação tornou-se um centro de excelência da cultura japonesa no Brasil e teve como o primeiro presidente, o poeta Guilherme de Almeida. Em 1993, a entidade organizou as comemorações dos 450 anos da chegada dos portugueses ao Japão e em 1995 as comemorações dos 100 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão.

Em seu discurso, o governador Cláudio Lembo ressaltou a importância das relações entre os dois países e lembrou que acompanhou a chegada da colônia japonesa em São Paulo. "A preservação das culturas é extremamente importante e apesar de todos os problemas do passado, conseguimos superar tudo isso", disse Lembo, se referindo aos discursos anteriores ao seu, de representantes japoneses que mencionaram todas as dificuldades que passaram durante a II Guerra Mundial. Estiveram presentes na cerimônia, Akira Kusunoki, representando o Cônsul Geral do Japão em São Paulo, Kokei Uehara, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, Seiti Sacai, presidente da Beneficência Nipo-Brasileira, entre outras autoridades.

A Aliança oferece cursos de língua japonesa e de português para estrangeiros, realiza exame de avaliação do conhecimento da língua japonesa (proficiência), como emissão de certificado pelo governo japonês. Lembo destacou o trabalho dos professores japoneses e fez um desabafo. "Eu gostaria muito que os professores brasileiros fosse tratados como os do Japão". São realizados também eventos culturais, de origami, ikebana, kirigami, pintura e cerâmica. E oferecidas bolsas de estudo e acesso às informações do Japão com uma biblioteca de 18 mil livros e 6 mil periódicos e uma videoteca. [Fonte: www.sp.gov.br / foto: Sérgio Andrade

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

"Caminho para Guantánamo"

A película relata sobre amigos que logo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, cometidos pelos iraquianos, ao embarcarem para o Paquistaão, foram confundidos como terroristas: Asif Iqbal (Arfan Usman) - iria conhecer a noiva que sua mãe lhe arranjara-, quando o padrinho do casamento liga para dizer que não vai poder ir à cerimônia, Asif chama um outro amigo da Inglaterra. Ruhel (Farhad Harun) concorda em assumir o posto de padrinho e viaja com dois outros amigos, Shafiq Rasul (Rizwan Ahmed) e Monir Ali (Waqar Siddiqui).

Um bom filme de Michael Winterbottom e Mat Whitecross, que estréia na sexta-feira,17, em todo o país, faz uma releitura dos fatos reais desses cidadãos britânicos de origem paquistanesa por meio de centenas de horas de entrevistas, para que a história surja, literalmente, das próprias palavras dos protagonistas.Chega ser comovente, "Caminho para Guantánamo" que foi transmitido pelo Channel 4 na Grã-Bretanha. O filme ganhou o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim deste ano. O filme quer desmentir as alegações do governo norte-americano de que os prisioneiros de origem islâmica são tratados de maneira humana nos centros de detenção extra-oficiais. A película mistura cenas de arquivo e representadas com recriações das entrevistas com os três sobreviventes. É de estranhar que não haja crédito para os roteiristas, provavelmente porque as entrevistas foram a fonte da história. É evidente, porém, que alguém estruturou os acontecimentos. [Leia mais sobre filmes em cartaz, cinema antigo e atualidades na revista Formas&Meios www.formasemeios.blogs.sapo.pt

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

MUSEU ASAS DE UM SONHO


Sonho do comandante Rolim será inaugurado 12/11

Em 1996, depois de terminar o trabalho de restauração de um velho monomotor CESSNA 195, os irmãos Rolim Adolfo Amaro [sentado]e João Francisco Amaro, decidiram comprar algumas aeronaves clássicas e mantê-las nas proximidades de São Paulo, a fim de deixá-las disponíveis para vôos de finais de semana com os amigos. Contudo, depois de adquiridas, percebeu-se que esta pequena coleção, poderia tomar um vulto maior e tornar-se um acervo reunido num museu representativo para a memória da aviação do Brasil e do mundo. A idéia do museu era enfim, a solução do problema que a empresa buscava. A empresa necessitava fazer alguma coisa, para demonstrar a sua gratidão à sociedade brasileira, pelo o que ela própria havia dado à TAM em tão pouco espaço de tempo. Na época, a empresa já contava com aproximadamente 30 aviões FOKKER 100 e se firmava cada vez mais no mercado.

Assim, surgiu o projeto "MUSEU ASAS DE UM SONHO", que é, e será gerido pela EDUCTAM - EDUCAÇÃO ASSISTÊNCIA E CULTURA, uma Associação sem fins lucrativos, fundada pela TAM em 23 de dezembro de 1991, para administrar os programas sociais da empresa. Seus administradores, são todos funcionários da TAM e não tem qualquer remuneração pelo cargo exercido. A Associação está estabelecida e funciona em São Paulo na rua Ms. Antonio Pepe 387 Jd. Aeroporto e é dela o projeto apresentado ao Ministério da Cultura para se credenciar através da Lei Rouanet, à obtenção dos recursos necessários à adaptação de um prédio de mais de 20.000m² já existentes, nas necessidades do Museu.O Museu contará a história da aviação, homenageando seus criadores, construtores, mecânicos, heróis e pilotos, procurando despertar a vocação nos jovens para a carreira aeronáutica. Seu principal objetivo é a preservação da memória da Aviação, através da conservação, restauração, aquisição e troca de peças de valor histórico, artístico e documentais, com o objetivo de divulgar, expor e preservar historia da aviação. O compromisso fundamental da instituição para com suas aeronaves é o de mante-las na sua forma original e na medida do possível em condição de vôo. Resgatando parte da história, a TAM amplia constantemente a coleção com a aquisição de aeronaves, materiais aeronáuticos, livros, objetos muitas vezes recebido em doação de funcionários, de amigos comuns em gestos que as vezes comovem e emociona todos os presentes.


-MIG 15-MIG 17-CESSNA - 210-GIROCÓPTERO BENSEN-SPITFIRE-GRUMMAN P-16-EMBRAER BANDEIRANTE-EMBRAER TUCANO-DE HAVILAND DOVE-STINSON VOYAGER-CESSNA 140-CESSNA 180-CESSNA 195-CESSNA 210-CESSNA BIRD DOG-CESSNA BIRD DOG-CESSNA BIRD DOG-PIPER PA-12-MILES HAWK MAJOR-NORTH AMERICAN T6-CONSTELLATION-FOCKE WULF 190-MESSERSCHMITT Bf109-G-RÉPLICA DEMOISELLE-RÉPLICA 14bis-BÜCKER JUNGMAN-FAIRCHILD PT 19-FAIRCHILD F 24-AERONCA C3-AERONCA CHIEF-PAULISTINHA CAP-4-EAY YPIRANGA -AMERICAN FLEA SHIP-PLANADOR GRUNAU BABY-PLANADOR O PROFESSOR-FOKKER F100-CESSNA 170-BOEING STEARMAN-BÜCKER JUNGMAN-AERONCA CHAMPION-NORECRIN-MIG 21-RWD-13-STINSON RELIANT-EMBRAER XAVANTE-EMBRAER XAVANTE-ULTRA LEVE MICROLEVE-CHANCE VOUGHT CORSAIR F4U-1São 63 aeronaves que o acervo dispõe: relíquias históricas, de incalculável e indiscutível valor cultural, guardadas no CORAÇÃO DA TAM.


A INAUGURAÇÃO ACONTECERÁ EM 12 DE NOVEMBRO DE 2006
LOCAL:
Rodovia São Carlos / Ribeirão Preto - [318] Km 249
De quarta a domingo das 10h00 às 16h00

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

"Sonhos e Desejos",

"Sonhos e Desejos", tem como tema a ditadura no Brasil e também marca a estréia de Marcelo Santiago na direção.

O filme rendeu a Mel Lisboa ("A Cartomante") o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado, em agosto passado. Ela interpreta Cristiana, uma jovem estudante que no final do anos 1960 se envolve com seu professor Saulo (Felipe Camargo, de "Jogo Subterrâneo"), um militante de esquerda.

A paixão acontece à primeira vista. Tempos depois, ela o ajuda a cuidar de um companheiro que foi ferido durante uma ação. Para isso, a moça passa o dia num apartamento junto com esse guerrilheiro, enquanto Saulo só vem à noite. O longa estréia no Rio de Janeiro, São Paulo, Jundiaí, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis na sexta-feira, 10 de novembro. {Veja mais filmes em cartaz na revista formas&meios www.formasemeios.blogs.sapo.pt , a brasileira mais acessada na Europa}
[Na foto, Mel Lisboa em entrevista ao Pãnico - na Jovem Pam FM]

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Agnaldo Timóteo lança 55º CD

Polêmico, há cinco anos ele rompeu com as 'majors' e passou gravar independente e foi vender seus discos em praça pública. Vem obtendo sucesso na nova modalidade de venda, mas este disco irá para as lojas ainda em novembro.

Este mais recente disco "Agnaldo Timóteo em Sertanejo", lançado em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 10, apresenta 14 faixas e canções já consagradas por exemplo Roberta Miranda [ De Igual Para Igual], Na Hora do Adeus - Chico Roque e Carlos Colla-, Nem Dormindo Consigo te Esquecer [César Augusto ], Dona do meu Mundo { Piska e César Augusto}entre outros. O CD contém algumas surpresas como uma versão para piano de Fio de Cabelo - o primeiro grande sucesso da dupla Chitãozinho&Xororó, e duas inéditas de autoria de Moacyr Franco "Saudades de Joelhos " e Cadê Você, meu Amor?. Agnaldo Timóteo mantém sua fama de romântico neste disco, principalmente quando interpreta Ainda ontem Chorei de Saudades, e Seu amor Ainda é Tudo, de Moacyr Franco.
A idéia deste CD foi do Cantor e compositor Célio Roberto, que convenceu o amigo a buscar novos horizontes, os clássicos sertanejos. Este disco é o 4º desde que optou pelo modo independente. Os anteriores foram Feitiço do Rio, "Os Verdes Campos de Minha Terra" e "Muito Prazer" que obtiveram grande vendagem em praça pública, dentro do projeto do próprio Agnaldo Timóteo "CD Rua". Este trabalho de Agnaldo Timóteo será distribuído por Unimar Music, e pode ser encontrado nas lojas de todo o Brasil no mês de novembro. Mais informações: www.agnaldotimoteo.com.br
[11] 3107-5300 com Thiago Marques , assessor do cantor.