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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

OS RATOS SOLTOS NA CASA


Uma casa. Duas irmãsE Duas solidões Estréia dia 7 de setembro de 2007, sexta-feira, às 21h, no CCSP, sala Paulo Emílio.

Duas irmãs, Flora e Celeste, são opostos que se complementam, poderiam ser facilmente duas faces de uma mesma pessoa. Flora é uma artista que se recupera de um surto em um retiro no campo, onde ainda reafirma sua forte personalidade de alguém que se orgulha por deixar sempre um rastro de transformação por onde passa, com seu espírito criativo e seus trejeitos eloqüentes. E Celeste representa o inverso de toda essa força e energia, sendo contida ao extremo, uma chama que luta para se ocultar atrás de uma sobriedade que para ela é sinônimo de dignidade. Até que uma surpresa, em um encontro das irmãs, deflagram situações que colocam em xeque a vida escolhida por cada uma.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Tribunal de São Paulo: me engana que gosto


Tribunal de São Paulo dá guarida ao assassino que recebe R$ 10.000 da sociedade para ir à academia, para manter forma.

Um órgão especial denominado de Conselho Especial do Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo, se reuniu para "julgar" hoje se o promotor Thales Ferri Schoedl permanecerá no cargo de promotor ganhando R$ 10.500,00 até o seu julgamento final. Thales é acusado de ter matado Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e também atirado em um colega de Diego, Felipe Siqueira Cunha de Souza, de 21 anos, em São Lourenço, em 30 de dezembro de 2004. Apesar de ter sido demitido do cargo, ele foi reconduzido pelo colegas ao Tribunal de Justiça.

O Ministério Público Estadual, através de sua direção, se diz contrária é a permanência de Thales Ferri Schoedl no cargo de promotor e quer o seu afastamento, mas nada fez para evitar. O tal órgão especial do MPE decide apenas se ocorrerá o seu afastamento, o que permitiria julgamento por júri popular. Thales, alegou que reagiu à agressão de Diego e Felipe. Enquanto isso, a população continua a pagar o salário de um assassino que, jamais terá a hombridade de confessar, pois assim são ensinados nas escolas de direito e nas promotorias. Se lembram do caso Igor que matou a mulher grávida? até hoje pagamos o salário dele. E, Schoedl, não será diferente. Contará sempre com a parcialidade do Tribunal de Justiça.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sinval: buscando cidadânia


Seu destino bem que poderia ser igual aos seus colegas de rua: assassinado ou morto pela bebida ou fome.

Nascido na cidade de currais novos / RN, em 5 de dezembro de 1962, sinval g. medeiros, 45, chegou à cidade de são paulo em 1990. estudou até o 2º ano do ensino fundamental, aqui chegando fez todo tipo de trabalho. mas, em meados de 1998, o destino preparou-lhe algumas surpresas entre as quais transformá-lo em morador de rua e alcoolatra. para sobreviver fazia pequenos trabalhos como por exemplo pagar contas para taxistas e camelôs. como pagamento recebia entre r$ 2 e 3 para manter o vício. nas ruas ele foi agredido fisicamente e moralmente. mas a arte, melhor uma misteriosa voz o fez mudar de vida completamente, inclusive largar à bebida. sua entrada para às artes plásticas é no mínimo surrealista. no mês de outubro de 2006 ele estava embreagado, assume, e o relógio marcava mais de duas horas da manhã, e como fazia havia vários anos fora buscar um lugar onde dormir. foi em uma pequena área verde localizada no início da avenida são joão com a rua líbero badaró, bem em frente ao edifício martinelli que tudo começou. bêbado e cansado não foi difícil agarrar no sono. eis que em seguida fora acordado por uma misteriosa voz que dizia "você não pode dormir aqui. saia já dai ". - não amola eu quero apenas dormir aqui, disse sinval. foram três as advertências da misteriosa voz; na última ele acordou e olhou para os lados e não viu ninguém. amedrontado, ele desceu em disparada e, ao parar no meio do vale do anhangabaú, virou-se e viu uma bela paisagem composta por edifício altino arantes e do local onde dormia, cujo tem formato de uma urna funerária. "era como se eu vivesse em completa escuridão e a partir daquele momento tudo clareou em minha vida", diz sinval.

contato com a arte

É só obeservar suas telas e falar com ele para perceber que não tem o aprendizado de técnicas variadas ou manipulação de materiais diversos. ou seja, contato com repertório da história das artes plásticas e o desenvolvimento de uma linguagem plástica. isso afirma que, definitivamente sinval travou contato com a pintura somente após ouvir a misteriosa voz. não há evidencias de que tenha freqüentado, se quer, uma exposição ou folheado catálogos. o seu estilo primitivo, naif, não tem como se comparar a nenhum dos pres do gênero como por exemplo heitor dos prazeres ou antônio da silva, pois ele não tem ninguém como referência artística e não sabe o nome de nenhum pr. ficou sabendo que sua pintura é chamada naif porque alguns artistas passaram por ali e lhe disseram, não que ele tivesse conhecimento de tal técnica, apesar da curiosidade em saber. também ficou sabendo que existem outras técnicas como óleo sobre tela, onde já realizou poucos trabalhos devido os valores dos materias; quer conhecer o surrealismo - o que seria até mais aceitável no caso de sua visão-, entre outras. se foi herança ou não, quem quer que seja sabe-se que foi muito generoso com sinval que realiza um trabalho muito autoral, visceral e imprime um colorido surpreendente. É detalhista em suas obras como o prédio martinelli, viadutos do chá e de santa ifigênia, prefeitura, praça da sé, mosteiros de são bento e da luz, museu paulista entre outros. foi esta a forma de agradecer em pinceladas acrílicas que retratam paisagens e arquitetura de pontos importantes da capital paulistana, que vislumbram os que gostam da boa arte primitiva. prognosticar é algo complicado, mas se ele continuar dedicado ao trabalho autoral, com certeza o destino reserva-lhe algo ainda melhor em um futuro muito próximo. perguntado sobre mudar de estilo ele é enfático" quero conhecer os outros estilos apenas para fins culturais. sempre serei fiel ao estilo herdado" afirma sinval. a arte para ele despontou primeiramente na parte prática, mas resguardados os seus limites, ele tem um fio condutor muito forte em seu trabalho, a curiosidade das crianças em descobrir coisas novas, o fazer arte com expressão original. assim é sinval; e quando se lida com arte estamos tocando diretamente nos sentimentos. portanto, qualquer criação fala por si só. [francisco martins]

contato:

[55 11] 6848-3230 / 8220-3747

fmartins.jor@itelefonica.com.br
www.hploco.com/artesplasticassinval

contato email, msn: sinval.artistaplastico@hotmail.com

Galeria 1

sábado, 11 de agosto de 2007

Ingmar de 5 a 10 de setembro - grátis


Ciclo gratuito na Galeria Olido exibe sete longas de Ingmar Bergman em São Paulo, declarado pelo próprio diretor, que São Paulo foi uma das primeiras capitais a reconhecer sua obra.

O Cine Olido [centro de SP] exibe o ciclo "O Cinema de Ingmar Bergman" de 5 a 10 de setembro . Um total de sete obras do cineasta e dramaturgo sueco falecido em 30 de julho de 2007. Entre seus clássicos "A Fonte da Donzela", cujo o tema gira em torno do estupro e assassinato de uma moça por dois pastores. As exibições acontecem das 17h às 19h30 e são gratuitas. "O Sétimo Selo", do início de sua carreira será exibido nos dias 6 e 9, às 19h30 e "Morangos Silvestres" tem exibição no dia 6, às 17h; e no dia 8, às 19h30.

Confira as datas e horários de exibição:

"A Fonte da Donzela"
(Suécia, 1960, 89 min). Dir.: Ingmar Bergman. Com Max von Sydow, Birgitta
Valberg e outros. Uma moça é estuprada e assassinada por dois pastores. Sem saber, os assassinos vão pedir abrigo na casa dos pais da vítima. Dias 5 e 9, 17h.

"Gritos e Sussurros"
(Suécia, 1972, 90 min). Dir.: Ingmar Bergman. Com Harriet Andersson, Kari
Sylwan e outros. Quatro mulheres revelam suas lembranças e frustrações em uma casa de campo. Dia 5, 19h30. Dia 8, 17h.

"O Sétimo Selo"
(Suécia, 1956, 90 min). Dir.: Ingmar Bergman. Com Max von Sydow, Bibi Andersson e outros. De volta das Cruzadas, o cavaleiro Antonius questiona a existência de Deus quando encontra sua terra devastada pela peste negra. A "Morte" chega para buscá-lo. A fim de ganhar tempo, o cavaleiro desafia a "Morte" para uma partida de xadrez. Dias 6 e 9, 19h30.

"O Ovo da Serpente"
(Alemanha/Estados Unidos, 1977, 119 min). Dir.: Ingmar Bergman. Com David Carradine, Erna Brünell e outros. Em uma Berlim arrasada pela Primeira Guerra Mundial, um desempregado consegue refúgio no apartamento de um cientista, que também lhe oferece um emprego. Porém, aos poucos, ele descobrirá uma terrível verdade naquele local. Dia 7, 17h00.

"A Flauta Mágica"
(Suécia, 1975, 135 min). Dir.: Ingmar Bergman. Com Josef Köstlinger, Irma
Urrila e outros. Versão cinematográfica da ópera homônima de Mozart. Um
príncipe e um caçador de pássaros, atendendo ao pedido de uma rainha, tentam resgatar sua filha, seqüestrada e aprisionada em um castelo. Dia 7, 19h30.

"Fanny e Alexander"
(Suécia, 1982, 188 min). Dir.: Ingmar Bergman. Com Gunn Walgrem, Ewa Fröling e outros. Um patriarca morre depois da noite de Natal. Seu filho começa a ter visões de seu fantasma. Quando a mãe se casa novamente com um rígido religioso, o menino passa a ver também os fantasmas da primeira esposa de seu padrasto e de suas filhas. Dia 10, 17h30. [fotocena de "O Sétimo Selo"]
Fonte:
Ciclo Ingmar Bergman
Quando: de 5 a 10 de setembro
Onde: galeria Olido - Cine Olido (av. São João, 473,
Centro, tel. 0/XX/11 3334-0001).
Grátis

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Mortos da TAM vão a leilão


Parentes dos mortos no acidente do Airbus A 320, no dia 17 de julho, em Congongas - São Paulo, que matou 199 pessoas. Influenciados pela quantia de 300 milhões disbonibilizados pela companhia aérea TAM, eles põem seus entes queridos em leilão. O que antes era inconformismo, pedido de punição e revolta pelo descaso e falta de informações, hoje, é tratado com uma certa parcialidade por seus decendentes.

Sexta-feira, dia 3, sentaram-se para uma negociação com os advogados da TAM, onde o assunto era o valor da "prestação" a ser paga para cada um que teve parente morto no maior acidente aéreo brasileiro. Na quinta-feira, dia 2, uma nota fora emitida onde convovacva o comparecimento dos envolvidos ao prédio da TAM para uma última vistoria, visto que o mesmo seria demolido no domingo, dia 5 de agosto; somente quatro dos parentes apareceram ao local, enquanto os outros preferiram comparecer a mesa de negociações. Note-se que não seria um percurso difícil de chegar ao local pois 90% deles estão hospedados em luxuoso hotel pago pela empresa cuja distância não ultrapassa um ou dois quilômetro. Parece que o tempo sana todas as feridas e mágoas, ainda mais quando cifras altíssimas estão envolvidas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

BM&F mostra Antônio Henrique


Fátima Lopes Assessora de Imprensa BM&F informa exposição de Antonio Henrique Amaral

Espaço Cultural BM&F abre mostra Antonio Henrique Amaral: 50 anos de Obra em Processo

O Espaço Cultural BM&F abre, dia 07 de agosto próximo, a mostra Antonio Henrique Amaral na BM&F: 50 anos de Obra em Processo. As 30 obras expostas, entre óleos sobre tela, nanquim sobre papel, linogravura, litografia e xilogravuras, pertencem ao acervo do artista e a coleções de instituições como o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, e da própria Bolsa de Mercadorias & Futuros. A arte de Antonio Henrique Amaral, que começou sua carreira com a gravura, pode ser contemplada em Figuras (1957) e Reunião (1960), por exemplo. Da série das bananas, em que trabalhou de 1968 a 1975, o Espaço Cultural BM&F recebe Campo de batalha 9 (1973), Bambuzal (1978) e Campo de batalha 33 (1974), esse último parte da coleção da Bolsa de Mercadorias & Futuros. Da fase contemporânea a mostra recebe, também, Monólogo? (1989) e Instrumentos de amor e morte II (1996). A exposição, que tem curadoria de Pieter Tjabbes, e , fica aberta ao público até dia 14 de setembro.


Antônio Henrique, o ilustrador
Por Ferreira Gullar

Hoje, eu e Antônio Henrique Amaral, somos parceiros aos domingos na Folha de S. Paulo. Mas nossa parceria - se se pode dizer assim - começou há muito tempo, quando, em 1967, escrevi o texto de seu primeiro álbum de gravuras: O meu e o seu. Eram xilos de grande formato, todas elas coloridas, mas também impregnadas de forte sentido crítico, desmistificador dos falsos valores e da hipocrisia social. Sentido esse que se mantém nas ilustrações que acompanham, na Folha, minhas crônicas. Daquela primeira parceria à atual, se muitos anos se passaram, a arte de Antônio Henrique Amaral só se enriqueceu e aprofundou, como o demonstram tanto a sua produção gráfica quanto a pictórica, que fazem dele, hoje, um dos mais significativos nomes da arte brasileira.

E ao longo desses quarenta anos, nasceu e se manteve uma grande amizade e identificação, que se expressa a cada semana, nas ilustrações coloridas com que enriquece meus textos dominicais. Essas ilustrações, por sua agudeza crítica e expressividade gráfica - enfim por sua qualidade artística - levaram-me a sugerir a publicação de um livro, que é uma seleção do que foi publicado no jornal. Disso resultou Resmungos, um livro de arte, belo e expressivo, cujo mérito cabe, sobretudo, às ilustrações de meu parceiro. Isso mostra quanto foi acertada a escolha que fiz, ao indicá-lo, quando a Folha perguntou-me quem gostaria que ilustrasse as crônicas. Minha dúvida, no primeiro momento, foi se ele aceitaria o desafio, já que nunca criara sujeito à premência e às imposições do trabalho jornalístico. Mas ele topou - para minha alegria e o prazer dos leitores da Folha.
FONTE: Fátima Lopes Assessoria de Imprensa BM&F

SERVIÇO:
Antonio Henrique Amaral: 50 anos de Obra em Processo
De 07 de agosto a 14 de setembro
Horários: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00.
Local: Espaço Cultural BM&F - hall de entrada da Bolsa de Mercadorias & Futuros
Praça Antônio Prado, 48 - Centro - Cep - 01010-901
Visitas monitoradas - das 10h00 às 17h00 podem ser agendadas: fone (11) 3119-2404.
site: www.bmf.com.br - e-mail: bmfcultural@bmf.com.br