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segunda-feira, 30 de abril de 2007

Morre ator Serafim Gonzalez


Serafim Gonzalez tinha 72 anos e participou de 31 novelas, 21 filmes, e muitas peças de teatro

O ator morreu no final da noite de domingo, [29] aos 72 anos. Ele era um ator mais dedicado ao teatro, mas fez cinema e televisão. Segundo os seus familiares, ele faria aniversário no próximo dia 19 de maio. Ele morreu em sua casa, no bairro de Marapé, em Santos, litoral sul paulista, quando teve de ser levado às pressas para o Hospital Beneficência, onde morreu. Em maio do ano passado, já havia sido internado, com quadro de arritmia e infecção pulmonar, no Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro. Até às 2h desta madrugada de segunda-feira, parentes do ator ainda não sabiam dizer onde seria o enterro.

Escultor

Filho de imigrantes espanhóis, Serafim nasceu em Sertãozinho, cidade no interior de São Paulo. Com um currículo de 21 filmes, quase 30 novelas e várias peças de teatro, cujo número ele já havia perdido de cabeça, um de seus últimos papéis na televisão brasileira foi o de Aquilino Santana, o "Seu Quiqui", na novela Belíssima, de Silvio de Abreu, que foi ao ar entre novembro de 2005 e julho de 2006, pela TV Globo. O ator também tinha habilidades como escultor, e usava utilizava a areia da praia como matéria-prima. No início, como os outros artistas, esculpia obras grandes, mas deitadas, até que consegui fazer as estátuas em pé. Quando a Ivani Ribeiro, autora das duas versões de "Mulheres de Areia", viu as esculturas, decidiu dar esse nome à novela. A primeira versão foi gravada em Itanhaém", contou Serafim em entrevista à TV Tribuna, de Santos, em maio do ano passado.

Morre dono da Folha de São Paulo


Morreu na tarde deste domingo (29) em São Paulo o empresário Octavio Frias de Oliveira, 94 anos, proprietário do Grupo Folha, responsável pelo jornal Folha de S.Paulo.

Em novembro, após sofrer uma queda em sua residência, em São Paulo, o empresário foi submetido a cirurgia para remoção de hematoma craniano. Teve alta hospitalar antes do réveillon, e desde então vinha se recuperando na casa de sua filha Maria Cristina. A morte de Octavio Frias de Oliveira foi constatada às 15h25. Frias recebia visitantes, supervisionava as empresas e participava pessoalmente da publicação dos editoriais da Folha até ser hospitalizado em 2006. "Protagonista da modernização da mídia brasileira na segunda metade do século, Frias pertenceu a uma geração de empreendedores pioneiros dos quais ele era um dos últimos remanescentes", diz a nota divulgada pela Folha neste domingo. O empresário deixa a viúva, Dagmar Frias de Oliveira, e os filhos Maria Helena, Otavio, Maria Cristina e Luís.

Carreira

Depois de atuar no serviço público e nos ramos financeiro e imobiliário, Frias adquiriu a Folha de S.Paulo em 1962. O jornal, reorganizado, virou a base de um grupo de mídia que inclui o diário "Agora", o Instituto Datafolha e o diário econômico "Valor", em parceria com as Organizações Globo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em nota divulgada na noite deste domingo, afirmou que "com a morte de Octavio Frias de Oliveira, o Brasil perde um dos seus mais lúcidos e destacados homens de imprensa". A nota diz ainda que Lula tinha por Frias "grande respeito e carinho". Durante a missa de posse do novo arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) elogiou Frias, a quem classificou de "grande homem". "Frias foi um grande nome no processo de democratização do Brasil", disse Kassab. A notícia da morte de Frias Filho chegou durante a posse do novo arcebispo metropolitano de São Paulo, na Catedral da Sé. "Minhas palavras de condolência à família e a toda a equipe do jornal de toda a empresa. É uma notícia triste neste final de celebração", disse Dom Odilo Scherer
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), lamentou a morte do empresário. Por meio de sua assessoria de imprensa, Renan, que se encontra em Alagoas, informou que, em nome do Senado Federal, envia os sentimentos à familia.

O presidente do Senado diz ainda, segundo a assessoria, que "o país e a imprensa brasileira sentem falta do Dr. Octavio, que não era apenas um grande jornalista, mas um empreendedor da imprensa, um homem de visão que tornou o jornal Folha de S.Paulo num dos principais jornais brasileiros". O empresário será velado nesta segunda-feira (30) às 9h no cemitério Gethsêmani. O enterro será às 12h, no mesmo local.
FONTE: WWW.G1.GLOBO.COM

sábado, 28 de abril de 2007

Viagem no Tempo


E de o Sétimo Unicórnio + detalhes de Viagem no Tempo Todos nós podemos viajar no tempo, afirma o físico Fred Alan Wolf, e já o fazemos. Podemos vencer o tempo por meio de qualquer exercício espiritual, como a meditação, que dissolve o ego, o maior obstáculo para se viajar no tempo. Mostra que a física quântica apoia esta afirmação e explica em termos simples fenômenos tais como buracos negros, buracos de minhoca e universos paralelos. Mas para que viajar no tempo? Para melhorar a qualidade de vida, esclarecer o nosso sentido do eu e do nosso propósito, reverter o envelhecimento, e adquirir sabedoria para o benefício de toda a nossa comunidade.

Sétimo Unicórnio, OAutor: Kelly Jones
Número de páginas: 244
Edição: 1ª - Ano de Publicação: 2006
ISBN: 978-85-7272-225-4
Preço: R$ 34,90
Formato: 14x21

Verso e Reverso


O SESC - Santo André apresenta a exposição Verso e Reverso com obras do artista plástico Julio Villani. Dono de uma arte tipicamente contemporânea, que cruza fronteiras geográficas e de idiomas, seu trabalho reúne técnicas diversas, mas com um ponto em comum: a exploração do outro lado das coisas, como se o verso e o reverso da arte se equivalessem. Oficinas, workshops e palestra são outras atividades paralelas integrantes do projeto. Exposição: de 4 de abril a 3 de junho. Terça a sexta, das 13h às 22h; Sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h00 - Grátis.

Rua Tamarutaca, 302
Vila Guiomar - Santo André - SP
cep 09071-130 [ 11 4469-1200 ]
e-mail: email@santoandre.sescsp.org.br
www.sescsp.org.br

quinta-feira, 26 de abril de 2007

O adeus de Carmem Costa


Morre a cantora Carmem Costa uma das últimas damas da MPB brasileira
Carmem morreu na manhã de quarta-feira (25), aos 86 anos,ela estava internada desde terça-feira, 24 no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A cantora sofria de insuficiência renal. Carmem Costa(Carmelita Madriaga), nasceu em Trajano de Morais /RJ no ano de 1920, Carmem Costa iniciou a sua carreira artística no fim da década de 1930, na época de ouro da rádio brasileira. Sua vocação e talento foi descoberto pelo cantor Francisco Alves, para quem Carmem chegou a trabalhar como doméstica. Conheceu o compositor Henricão, com quem inicia uma parceria musicale com quem viria a casar-se. Entre os grandes sucessos de Carmem Costa, que cantou ao lado de nomes da música brasileira, como Emilinha Borba e Marlene, estão "Eu sou a outra" e "Obsessão".
Em 1938, cantando em dupla numa feira de amostras, o Arraial do Rancho Fundo, em Juiz de Fora MG. No ano seguinte, de volta ao Rio de Janeiro, apresentou-se numa feira de amostras da Praça Quinze de Novembro, onde cantavam Carmen e Aurora Miranda, a dupla Alvarenga e Ranchinho, e as Irmãs Pagãs. Cantando em dupla com Henricão até 1942, obteve alguns êxitos gravados em 78 rpm da Odeon: Onde está o dinheiro (Henricão), Dance mais um bocado (Henricão e Príncipe Pretinho) e Samba, meu nego (Buci Moreira e Miguel Baúso). Sua primeira gravação individual foi feita na Victor em 1942, com Está chegando a hora, versão de Henricão e Rubens Campos da valsa mexicana Cielito lindo. Em novembro de 1945 a cantora se casou com o norte-americano Hans van Koehler, com quem viajou no ano seguinte para o exterior. Permaneceu durante dois anos em New Jersey, E.U.A., tendo-se apresentado em 1947 no teatro Triboro, em New York. Esteve ainda em Caracas, Venezuela, e Bogotá, Colômbia. De volta ao Brasil lançou, pelo selo Star da gravadora Copacabana, o frevo Sonhei que estava em Pernambuco, de Clóvis Mamede.

Nos anos 1950,a cantora obteve grande popularidade tendo atuado também no cinema, aparecendo nos filmes Carnaval em Marte, de Watson Macedo, em 1955; Depois eu conto, de José Carlos Burle, 1956; e Vou te contá, de Alfredo Palacios 1958. De 1959 a 1963 voltou a residir nos E.U.A. e realizou excursões artísticas por diversos países. Em 1961 passou três meses no Brasil, gravando na RCA Victor Se eu morrer amanhã (José Garcia). Em 1962 tomou parte no Festival de Bossa Nova realizado no Carnegie Hall, de New York, tocando cabaça, e em 1964. Em 1973 gravou pela RCA Victor o LP intitulado Trinta anos depois, reinterpretando antigos sucessos e gravando novas canções. No mesmo ano atuou num espetáculo realizado na igreja do Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro, onde, dirigida por Artur Laranjeira e Antônio Crisóstomo, interpretou hinos sacros, benditos e rezas, com arranjos do saxofonista Paulo Moura. Realizou recitais semelhantes em vários locais do Brasil, como na igreja do Embu SP, na catedral de Brasília DF e no Teatro Guaíra, em Curitiba. Carmen Costa prosseguiu carreira solo e, para Henricão(apesar das músicas novas, de sua autoria, cantadas no disco) não houve recomeço - o LP não teve repercussão e o compositor morreu no esquecimento, em 11 de junho de 1984. [Fotos: Divulgação]

terça-feira, 24 de abril de 2007

"Clarice Lispector – a Hora da Estrela",


"Clarice Lispector – a Hora da Estrela", que celebra os 30 anos da morte da escritora.

A exposição pretende revelar um pouco da alma e da obra da autora, que segue ocupando, mesmo após três décadas de ausência, um lugar único na literatura brasileira. "Não é exagero afirmar que, ainda hoje, a leitura de seu livro de estréia – Perto do Coração Selvagem , lançado em 1943 - continua a revelar uma autora capaz de iluminar, intrigar e surpreender o leitor pela linguagem única e pela investigação sobre a condição humana", afirma Antônio Carlos Sartini superintendente-executivo do Museu da Língua Portuguesa. Com curadoria de Júlia Peregrino e Ferreira Gullar e cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara, a exposição ficará em cartaz até o dia de 2 de setembro. O título da mostra é uma referência à Hora da Estrela, obra mais popular de Clarice Liespector.

"O objetivo é oferecer uma introdução à riqueza do universo da escritora. Quem conhece, irá desfrutar; quem não conhece, esperamos, será instigado a conhecer, ser um novo leitor de Clarice", explica a curadora Júlia Peregrino. Por sua vez, o poeta Ferreira Gullar destaca que a exposição "celebra uma artista que nos ensinava a romper com o que chamava de pacto com a mediocridade da vida."
A exposição pretende traduzir o caráter reservado e introspectivo da autora, através de uma ambientação intimista. Cartas, documentos manuscritos e cadernos de notas estarão em gavetas, que serão abertas pelo público para revelar o seu conteúdo. Todos os documentos exibidos pertencem ao Acervo Clarice Lispector, sob a guarda do Arquivo–Museu da Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa. A mostra também vai apresentar imagens de um documento e algumas fotos do Arquivo Nacional, assim como fotografias arquivadas no Instituto Moreira Salles.

Outros ambientes irão usar recursos audiovisuais. Durante a mostra, serão realizadas atividades educativas dirigidas aos alunos de segundo grau. Assim, espera-se, novas gerações irão descobrir uma autora que até hoje oferece uma atualíssima reflexão sobre o indivíduo e as relações com seus semelhantes.

A escritora

Nascida na Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920, Clarice veio para o Brasil com pouco mais de um ano. Seu primeiro livro, Perto do coração selvagem, lançado quando ela tinha apenas 23 anos, provocou sensação. Nas palavras de Lauro Escorel, as características do romance revelam uma "personalidade de romancista verdadeiramente excepcional, pelos seus recursos técnicos e pela força da sua natureza inteligente e sensível". Com 26 livros no currículo, Clarice faleceu no Rio de Janeiro, em 1977, no dia 9 de dezembro, um dia antes de seu aniversário. Mas a sua atualidade é

O museu foi inaugurado em março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, foi criado pela Fundação Roberto Marinho no prédio da Estação de Luz, no Centro de São Paulo.

sábado, 21 de abril de 2007

Segunda, 23 é dia mundial do livro


Dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro. Tem o que comemorar?

O inglês Willian Shakespeare e o espanhol Miguel de Cervantes, dois dos mais importantes escritores da literatura universal, morreram exatamente no mesmo dia: 23 de abril de 1616. Portanto, justamente em homenagem aos dois, e por decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), desde 1996, é comemorado nesta data o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. O 23 de abril é também a data de uma velha tradição catalã, quando os cavalheiros oferecem às damas uma rosa vermelha de São Jorge (Saint Jordi) e, em troca, recebem um livro. Em muitos países, a data é marcada fortemente como um dia para dar livros de presente, quase como o Natal dos livros, movimentando a economia do setor. É também um momento para ações que colocam o livro e a literatura em destaque no imaginário dessas sociedades, tais como, por exemplo, a leitura ininterrupta do Quixote, que, na Espanha, é feita neste dia por políticos, escritores, estudantes etc, além de diversas outras ações. No Brasil, a data começa a ser lembrada com mais força, principalmente nos últimos anos.


No Brasil, se tem o que comemorar no dia do livro?

Segundo Jefferson Assunçâo, do MinC, "Desde 2003, o vem Ministério da Cultura vem realizando uma série de ações importantes na área do livro e da leitura, nas três dimensões do conceito de cultura com as quais trabalhamos: a econômica, a de direito de cidadania e a de valor simbólico. Na econômica, a principal ação é a desoneração fiscal do livro, implementada em 2004. Desde aquele ano não se paga mais imposto federal para se fazer livros no Brasil, medida que, junto com outras já em curso, tais como a implantação de bibliotecas em todo o País, distribuição de livros e apoio sistemático a feiras de livro, deverá fazer com que a compra de livros aumente e os preços dos livros diminuam, afirma Assumção. Porém o efeito não é visível. O cidadão não tem direito de comprar livro, não do preço que é vendido e muito menos do modo como as editoras dificultam seu acesso. A lei Rouanet, é utilizada por empresas que que podes se autobancarem, assim deixando "espaço" para os pequeninos utilizá-la como fonte de captação. Quem vai aplicar dinheiro em projeto do " joão ninguém" se o Itaú Cultural, O Banco do Brasil, Real, Caixa Federal, Usp, Imprensa Oficial /SP e outros também os tem? NINGUÉM.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Cultura de graça


Espetáculos e eventos, Projetos e Letras em Cena

O projeto LETRAS EM CENA, do jornalista Clóvis Torres, lançado no ano de 2006, promove a leitura de peças teatrais, contos, poesias e cartas.

O evento é apresentado no grande auditório do MASP, e apresenta semanalmente leituras dramáticas que seguirão durante nove meses. Cerca de 400 artistas entre atores, diretores, autores e poetas estão envolvidos. Serão um total de 38 eventos semanais ao longo do ano de 2007. A intenção é promover o hábito da leitura e estimulando novas platéias como estudantes, trabalhadores da região, grupos de alfabetização, de idosos, estudantes de artes dramáticas e, principalmente o público. As leituras acontecem todas as segundas-feiras, às 19:30 horas, com entrada gratuita. Outro fator interessante do evento é a tentaiva de consolidar um verdadeiro e contínuo espaço para que novos autores possam mostrar seus trabalhos, e atores exercitarem seus talentos e demonstrando ao público o processo inicial de uma montagem teatral que é a leitura de mesa. Há debates posteriores às leituras, integrando artistas e público.

Mais informações: www.letrasemcena.art.br
MASP: Av Paulista, 1578

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Programação de abril de 2007

ANTÔNIO E CLEÓPATRA
De Willian Shakespeare
Com Rosaly Papadopol e convidados

Dia 23 de abril de 2007

AOS OSSOS QUE TANTO DOEM NO INVERNO
De Sérgio Mello
Direção de Soledad Yunge
Com Mário Bortolotto e Nelson Peres

Dia 30 de abril de 2007

ANJO DA GUARDA
De Franz Keppler
Direção de Elias Andreato
Com Elias Andreato e ator convidado

A Casa do Sol

Localizada em Campinas, interior paulista, a lendária chácara onde a escritora paulista Hilda Hilst viveu por quase 40 anos, visitantes são recebidos por latidos de cachorros.

Construída em terreno de 12 mil metros quadrados, e a Casa Rosada mede quase 700 m2, com muitas árvores -- e um total de 40 cães que, recepcionam os vivitantes na Casa do Sol, agora poderá ter dias melhores. Em pauta, um projeto de 500 mil reais para restauro e revitalização da chácara foi apresentado para cerca de 80 empresários e patrocinadores. O projeto tem obras previstas como, um teatro de arena que comportará 80 pessoas e uma biblioteca. A casa sofre com outros males e, por isso, se faz necessária descupinização do teto e de muitos móveis. Porém, afirmam os envolvidos de que trata-se de mais um centro de estudos, e não de um museu. Ou seja, será o que sempre foi, explica o escritor José Luis Fuentes, amigo de Hilda e herdeiro da Casa do Sol e dos direitos autorais da escritora. Na verdade, este sempre foi o sonho de Hilst, transformar sua moradia em um centro cultural. O local sempre funcionou como um ponto de encontro para escritores e intelectuais nos anos 1970 e 1980, recebendo visitas de pessoas como Lygia Fagundes Telles, e do teatrológo Antunes Filho. O local é todo emblemático. Para mantér o clima de suspense bem ao estilo de Hilst, cerca de 200 fitas estão guardadas na casa, da época em que ela passou captando vozes enigmáticas, do além, com gravadores espalhadados pelo terreno, nos anos 1970, essa sua fase ficou conhecida por sua dedicação à metafísica e ao estudo das almas. Também tem um pátio interno, onde os moradores tomavam seus longos cafés da manhã, além da outra parte emblemática da casa que é a figueira com um balanço, mesa e cadeiras de pedra.

Perfil

Hilda Hilst tem 40 livros publicados e, que a transformaram em uma das escritoras mais importantes em língua portuguesa. Ela iniciou sua vida literária na poesia, com os livros "Presságio" (1950) e "Balada de Alzira" (1951). Na década de 1970, investiu em peças de teatro e chegou à ficção com "Fluxo-Floema", em 1970. Tentou popularizar seu trabalho com a polêmica trilogia pornográfica iniciada com "O Caderno Rosa de Lori Lamby" (1990). Também escreveu muitas crônicas e colecionou fãs do calibre de Carlos Drummond de Andrade, que lhe dedicou um poema em 1952.
Nos últimos anos de sua vida, Hilda Hilst recebeu poucas visitas, apenas de amigos mais íntimos. É possível conhecer a casa através de agendamento, porém, o acesso não é dos mais fáceis.
A Casa do Sol, embora sem luxo algum, é a primeira do condomínio, a poucos metros da Rodovia Campinas-Mogi Mirim, cerca de 20 minutos do centro de Campinas.

Graciano: de fiscal do consumo à arte refinada


Dono de uma das melhores técnicas, e muralista extraordinário, Clóvis Graciano trabalhou como pintor de postes e de tabuletas para Estrada de Ferro Sorocabana.

Mostra reúne cerca de 40 obras - desenhos, nanquim sobre papel e bico de pena, guache, crayon, monotipia, óleo sobre papel, sobre tela e sobre madeira e têmpera sobre madeira -, produzidas entre 1936 e 1976, é a celebração dos 100 do pintor. Graciano nasceu na cidade de Araras - SP, em 29 de janeiro de 1907. Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador e ilustrador. Muda-se para capital em 1934. Até então praticava desenho como autodidata mas, após contato com o pintor Candido Portinari passa a freqüentar o ateliê de Waldemar da Costa (1904-1982) e a cursar desenho na Escola Paulista de Belas Artes. Em 1937, instala-se no Palacete Santa Helena integrando o Grupo Santa Helena, com Francisco Rebolo {1902-1980 }, Mário Zanini [1907-1971] e Bonadei {1906 - 1974} {Volpi} entre outros. Membro da Família Artística Paulista, em 1939 é eleito presidente do grupo. Participa regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e em 1941 realiza sua primeira individual. Já em 1987, ilustra o romance "Terras do Sem Fim ", de Jorge Amado [1912 - 2001].

Perfil profissional


Entre 1936 a 1938 freqüenta como aluno livre, o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes. No ano de 1927 - em Conchas SP - Emprega-se na Estrada de Ferro Sorocabana, onde pinta postes e tabuletas para a ferrovia. Em 1932 participa da Revolução Constitucionalista, em SP. Trabalha de 1934 a 1944 como fiscal do consumo, dividindo seu tempo entre esse emprego e a pintura. Em 1942 - O seu primeiro prêmio veio no concurso de desenho promovido pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e em 1947 Ilustra mais obra de Dorival Caymmi, "Cancioneiro da Bahia ". No mesmo ano recebeu o primeiro prêmio no concurso de cenários e vestimentas teatrais, promovido pelo Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda. Após vencer mais um prêmio,{1949} do Salão Nacional de Belas Artes, viaja para Paris, onde estuda pintura mural e gravura. A partir dos anos 50 dedica-se à pintura mural. Executa o mural Armistício de Iperoig, na Faap {1962}; o painel Operário, na Avenida Moreira Guimarães {1979}, e os murais na Avenida Paulista e no edifício do Diário Popular, e mais "Civilização Paulista" na Avenida Ruben Berta entre outros. Foi presidente da Comissão Estadual de Artes Plásticas e do Conselho Estadual de Cultura, 1971. Clóvis Graciano faleceu na capital paulista em 29 de junho de 1988. Não ganhou muitas exposições postumas, mas estréia uma das mais completas mostras sobre o artista no Espaço Cultural BM&F.

EXPOSIÇÃO:


A mostra ‘Centenário de Clóvis Graciano' no Espaço Cultural BM&F, em homenagem aos cem anos de nascimento do artista, e reúne cerca de 40 obras - desenhos, nanquim sobre papel e bico de pena, guache, crayon, monotipia, óleo sobre papel, sobre tela e sobre madeira e têmpera sobre madeira -, produzidas entre 1936 e 1976, entre as quais o grande painel A Banda, óleo sobre tela de 1961, medindo 1,48m x 5,97m; Banda, óleo sobre tela de 1966; e Dança Ritual, óleo sobre madeira de 1950. A curadoria é de Maria Helena Prudêncio, responsável pelo Projeto Clóvis Graciano, de catalogação das obras do artista. Além das obras, tem objetos pessoais e fotos.

Serviço
Espaço Cultural BM&F [ Entrada franca]
Praça Antonio Prado, 48 - Centro / São Paulo
De 18 / 04 a 22 / 06 de 2007
Fone (11) 3119-2404
De segunda-feira a sexta-feira, das 10h00 às 18h00

quinta-feira, 19 de abril de 2007

ISMAEL NERY


Nascido em Belém do Pará, em 9 de outubro de 1900, muda-se ainda criança para o Rio de Janeiro, e em 1917 matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes.

No ano de 1920 viaja para Paris e, lá, estuda por um ano na conceituada Académie Julien. Seus traços até o ano de 1923, era nitidamente o expressionistas, com grande produção, mas que não representa ainda toda a riqueza de sua obra. Porém, a partir de 1924, assume um rigor cubista que direciona sua arte para a redução de elementos e a geometrização de formas e planos. Desenvolve o Essencialismo, um sistema filosófico baseado, segundo o amigo Murilo Mendes, na abstração do tempo e do espaço. Retorna à Paris em 1927, onde conhece o pintor Marc Chagall, que muito o impressionaria. A partir dessa época, escasseiam as pinturas e se amplia muito a sua obra gráfica, em desenhos e aquarelas. Foi uma curta existencia de vida, Ismael Nery morrera de tuberculose em 1943, mas deixa uma obra muito consistente, foi que redescoberta em 1966, quando de uma individual sua na Petite Galerie, no Rio de Janeiro. Em 1967, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro também realiza exposição do pintor. Essas duas exposições geram uma releitura da sua obra, contextualizando-a no modernismo de 1920, embora Ismael Nery fosse independente do grupo modernista nunca tivesse procurado construir uma obra interpretativa da brasilidade. De lá para cá, Ismael Nery, firma-se como uma das figuras mais importantes da arte contemporânea brasileira. Nery morre em 6 de abril de 1934 - no Rio de Janeiro.

Perfil

Em 1921 ele trabalha como desenhista da Seção de Arquitetura e Topografia da antiga Diretoria do Patrimônio Nacional do Ministério da Fazenda, onde conhece o poeta Murilo Mendes. Em 1929 - Individual, no Palace Theatre, Belém (PA). Expõe em Nova York ( Estados Unidos) - The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no International Art Center of Roerich Museum. Em 1969 - participa da 10ª Bienal Internacional de São Paulo. Recebeu exposições postumas, entre as quais: 1970 - São Paulo SP - Ismael Nery: 40 anos depois, no MAB /Faap, 1971 - São Paulo SP - Ismael Nery, no A Hebraica e Ismael Nery, na Galeria Barcinsky, Rio de Janeiro, e também em 1972 - São Paulo SP - A Semana de 22: antecedentes e conseqüências, no MASP. Já em 2000 - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Moderna, na Fundação Bienal, São Paulo e Ismael Nery 100 Anos: a poética de um mito, no MAB / Faap, São Paulo, e no CCBB, Rio de Janeiro.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Comediante Nair Bello morre aos 75 anos

Após cinco meses internada Nair Bello morre no fim da tarde desta terça-feira,16, as 13h06, no Hospital Sírio-Libanês.


A comediante será velada na Assembléia Legislativa de São Paulo, na zona sul da capital - Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera." O enterro será as 11h00 de quarta-feira, 18. No dia 11 de novembro, Nair estava em um salão de beleza na rua Itambé, perto de sua casa, quando passou mal e desmaiou. Uma ambulância foi chamada. A equipe de resgate realizou massagem cardíaca para reanimá-la e a levou para a Santa Casa de São Paulo. De lá, foi para o Sírio-Libanês. Ela havia retirado um tumor maligno de um dos seios. Em 2002. Fumante, mais de 60 anos, se viu com um edema pulmonar agudo e teve de passar por uma cirurgia. Depois do susto, ela deixou de fumar. No dia 30 de março de 2007, a paciente teve uma nova arritmia cardíaca (irregularidade no ritmo cardíaco) e insuficiência respiratória, motivos pelos quais foi novamente internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital, onde veio a falecer no dia de hoje.

PERFIL
A atriz Nair Bello - que morreu nesta terça-feira (17) - começou a carreira há 59 anos, no rádio. Teve presença marcante na televisão, onde atuou em 14 novelas em três emissoras diferentes, a maior parte na TV Globo. No cinema, participou de nove filmes, de "Liana, a pecadora" (1951) a "Fogo e paixão" (1988). Confira os destaques da carreira de Nair Bello:

Filmografia:

1951- Liana, a pecadora
1952- Simão, o caolho
1962- Os pavorados
1971- Tô na tua, o bicho
1976- Sossega Leão
1978- João Brasileiro, o bom baiano
1981- Dona Santa
1982- Das tripas coração
1988- Fogo e paixão

Novelas:

1976- Sossega Leão (TV Tupi)
1978- João Brasileiro, o bom balaio (TV Tupi)
1980- Olhai os lírios do campo (TV Globo)
1981- Dona santa (TV Bandeirantes)
1983- Maçã do amor (TV Bandeirantes)
1992- Perigosas peruas (TV Globo)
1993- O mapa da mina (TV Globo)
1994 - A viagem (TV Globo)
1995- Malhação (TV Globo)
1996- Vira lata (TV Globo)
1998- Era uma vez... (TV Globo)
1998- Torre de babel (TV Globo)
2000- Uga uga (TV Globo)
2003- Kubanacan (TV Globo)
2006- Bang bang (TV Globo)

Seriados:

1983- Casa de Irene (TV Bandeirantes)
2002- O quinto dos infernos (TV Globo)

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Bento XVI lança livro


Bento XVI lança livro com suas memórias Giovanni Paolo II, Il Mio Amato Predecessore

O livro conta detalhes da amizade entre os pontífices e contendo memórias dos momentos que ele viveu ao lado de João Paulo 2º, está sendo lançado nesta sexta-feira na Itália. Giovanni Paolo II, Il Mio Amato Predecessore ("João Paulo 2º, o meu amado antecessor", em tradução livre), fala da amizade e da admiração de Bento 16 por seu antecessor. O livro, que tem uma tiragem de 100 mil cópias, é dividido em duas partes´, onde Joseph Ratzinger não escreveu uma história sobre o pontificado de João Paulo 2º, nem mesmo uma análise do pensamento dele. Na primeira parte do livro, Bento 16 incluiu antigos textos de quando ainda era cardeal e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, mostrando a forte amizade e colaboração existente entre ele e João Paulo 2º. O livro teve início em 1988 e mostra um balanço feito para a celebração do 20º aniversário do pontificado de João Paulo 2º. Já na segunda parte, estão discursos importantes feitos por Ratzinger depois de ser eleito papa, em suas viagens internacionais e em bênçãos dominicais. “Eu tinha razão para ser cético – eu era e, em certo sentido, ainda sou –, de duvidar se era correto deixar este tipo de profetas se apresentarem”, diz no livro Bento 16, ao referir-se à apresentação de Dylan e de outros artistas italianos. O livro será lançado nesta segunda-feira,16. A editora São Paulo, prepara para o final do mês uma edição com preço mais econômico, vendida junto com a revista Família Cristã.

domingo, 15 de abril de 2007

1º James Bond morre


O primeiro James Bond - na TV- Barry Nelson morre aos 89 anos

Barry Nelson, foi o primeiro ator a interpretar o agente secreto britânico James Bond, "Cassino Royale", em 1954. Segundo informou sua mulher, Nansi Nelson, o ator morreu no dia 7 de abril de 2007, enquanto viajava. A notícia só foi divulgada nesta sexta-feira (13), quase uma semana após o ocorrido. Ainda não se sabe o que teria causado a morte do ator. Nelson foi contratado da MGM durante os anos 1940 e, mais tarde, desenvolveu também sua carreira no teatro. Depois de se formar na Universidade da Califórnia, Berkeley, em 1941, ele assinou contrato com a MGM. Apareceu em vários filmes nessa época, incluindo "Shadow of the thin man", "Johnny Eager" e "Dr. Kildare's victory". Ele interpretou também o personagem principal de "A yank on the Burma Road". Ele se juntou ao exército durante a Segunda Guerra Mundial, e caiu na estrada com outros atores interpretando a peça "Winged victory," que mais tarde foi adaptada para o cinema, trazendo no elenco Red Buttons, George Reeves e o próprio Nelson. Nelson trocou o cinema pelo teatro durante as décadas de 60 e 70, tendo aparecido na Broadway em "Seascape", "Mary, Mary" e "Cactus flower". Ele foi indicado ao Tony (o Oscar do teatro) em 1978 por sua atuação em "The act", estrelada também por Liza Minnelli. Entre seus filmes estão "Airport" e "O iluminado", sendo que ele apareceu também em vários programas de TV, como "Murder, she wrote," "Dallas" e "Magnum P.I.". O ator não teve filhos.

Desenho Anônimo no MCB


A mostra Desenho Anônimo é um testemunho da importância da formação cultural familiar através de objetos domiciliares e pessoais de igrantes alemães e italianos. Estarão em exibição as portas decoradas de casa, utensílios domésticos, mobiliário, ferramentas, potes, vidros, entre outros.

Com curadoria do arquiteto Carlito de Azevedo Moura e do artista plástico Alfredo Aquino uma singular exposição com peças antigas estará na mostra Desenho Anônimo - Legado da Imigração no Sul do Brasil, que coloca em relevo o design executado por artesãos da imigração italiana e alemã, desde 1824 até o início do século 20. As peças foram colecionados e catalogados ao longo de três décadas, cerca de 500 objetos do cotidiano e 75 fotografias formam um extenso painel da saga da colonização nos estados do Sul do Brasil. As peças são originárias do Rio Grande do Sul, em sua maioria, e de Santa Catarina. Pode-se vislumbrar a inserção dos imigrantes no contexto do universo da casa e do trabalho, da sobrevivência individual, da vivência e da conquista, da abastança e do reconhecimento na comunidade local. São peças originais que foram criteriosamente selecionados entre 3.500, que pertencem à Coleção Azevedo Moura. Estarão em exibição as portas decoradas de casa, utensílios domésticos, mobiliário, ferramentas, potes, vidros, recipientes de armazenagem, utilitários de marcenaria, de cultivo, objetos de uso pessoal, adornos, os singelos quadrinhos de mensagens éticas e religiosas, e brinquedos.


A mostra é um testemunho da importância da formação cultural familiar através de objetos domiciliares. As 75 fotografias de época e cartões postais também foram selecionados do acervo da Coleção Azevedo Moura, que conta com mais de 750 imagens, antigas de quase um século. Grande parte das peças foram feitas pelos imigrantes, mostrando o desenvolvimento de um Desenho (design) Anônimo, criativo, espontâneo e baseado no bom senso, diz Calito de Azevedo Moutra. E Alfredo Aquino acrescenta: Os objetos desenhados e executados (em madeira, ferro, ligas de metais, cerâmica e porcelana) são os vestígios e os documentos materiais de uma saga onde os protagonistas anônimos modificaram a trajetória de seus destinos e nos legaram a beleza de suas pequenas peças, singelos potencializadores de esforços coletivos, onde não está ausente a força de suas individualidades criativas. [Cartão postal: Namíbia natiga colonia alemã - Iate Hohenzollern, pertencente ao Kaiser Wilhelm II, da Alemanha

Serviço
Exposição: Desenho Anônimo Legado da Imigração no Sul do Brasil
Abertura para convidados: 5 de maio, às 18h
Visitação: de 6 de maio a 8 de julho, de terça a domingo, das 10h às 18h
Local: Museu da Casa Brasileira - Av. Faria Lima, 2705 - Tel. 11 3032-3727
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00 Domingo / gratuito
Site: www.mcb.sp.gov.br

Fonte:
Menezes Comunicação Tel. 11 3815-1243 3815-0381 9983-5946
Contato para imprensa: Letânia Menezes/Silvana Santana
menezescom@uol.com.br

sábado, 14 de abril de 2007

Hurricane - furacão


Todos boa gente, é esta a alegação do advogado do desembargador Carreira Alvim vai solicitar soltura do mesmos.

SÃO PAULO [AgênciaFM] 14 de abril - Operação Hurricane (Furacão ), realizada pela Polícia Federal do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e mais o Distrito Federal, prendeu vinte e cinco suspeitos, e eles começaram a prestar depoimentos às 16h00 deste sábado, 14, na sede da PF, em Brasília. Eles os presos que começam ser ouvidos sábado, 14, há magistrados, bicheiros e até o advogado Virgílio de Oliveira Medina, irmão do ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao total, foram cumpridos 70 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisão.
Antes de viajar para Brasília, os presos passaram por uma bateria de exames médicos para certificar que estavam bem de saúde e em condições para viajar de avião. Os que reclamavam de desconforto e os que têm problemas cardíacos foram avaliados por uma equipe médica do hospital Pró Cardíaco, do Rio. Eles fizeram vários exames dentre os quais eletrocardiograma. De acordo com a PF, todos os presos estão com boa saúde.

José Eduardo Carreira Alvim, desembargador,[foto] e o advogado Silvério Nery Cabral Júnior já pediram que relaxe as prisões. O pedido será analisado pelo ministro do STF Cezar Peluso, autor da decisão que determinou a prisão do grupo das 25 elementos. Entre os 25 presos há apenas uma mulher Susie Pinheiro Dias de Matos, que trabalha na Agência Nacional de Petróleo (ANP), também poderá entrar com pedido de relaxamento de prisão de seus clientes. "São pessoas de boa índole e excelente profissionais", afirmou o advogado. "O fundamento de uma prisão temporária é garantir a coleta de provas, o que já foi feito, não há necessidade de manter a prisão após os depoimentos", completou.

Outras investigações

A Polícia Federal está investigando a participação de outros agentes da corporação no esquema ligado a bingos e máquinas caça-níqueis. Um dos suspeitos, segundo a PF, é o delegado federal aposentado Oscar Camargo Costa Filho, que já ocupou a Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo e hoje é advogado com escritório na Avenida Paulista. As gravações da PF mostram Costa Filho intermediando conversas entre representantes de bingos e policiais federais.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

IBERÊ CAMARGO: UM ESBOÇO AUTOBIOGRÁFICO


Nascido em 18 de novembro de 1914, no Rio Grande do Sul, em Restinga Seca, filho de um agente da Estação da Viação Férrea, Adelino Alves de Camargo e Doralice Bassani de Camargo, também ferroviária. Começou a desenhar com quatro anos de idade. Sentado no chão, debaixo da mesa, passava horas a fio a rabiscar. Para aquele menino, Iberê, o seu mundo se resumia apenas em Restinga Seca e a estação da Viação Férrea do Estado, a caixa d'água; a sanga; o rancho da Buá. São permanentes lembranças e imagens como de um livro de viagem. Em 1919 ou 1920, seus pais foram removidos para Jaguari, onde viveu até a idade de 8 anos. Desse período são as lembranças dos amigos dos folguedos. Em 1922, mais uma vêz seus pais foram removidos para Canela. Lá não havia colégio, Iberê Camargo fora interno em Cacequi, depois em Santa Maria. Já em 1927, na Escola de Artes e Ofícios, então morando com a avó Chiquinha no bairro de Itararé, começou o aprendizado de pintura. A princípio com o professor Frederico Lobe (1927), depois com o professor Salvador Parlagrecco, um pintor paisagista, um durão. O aprendizado consistia em copiar estampas tiradas de revistas. Ele não queria somente copiar, então passou a desenhá-lo marcando os contornos das luzes e das sombras. Mas foi ai que e com a rispidez de Parlagrecco que ele fêz um desenho e uma escultura, cujo aprendizado educou-lhe a mão e a visão.

Um préssagio

O espírito, o veio artístico se manifestara no menino Iberê Camargo, no fim do ano, a quase totalidade dos trabalhos expostos na escola eram de sua autoria. Destes trabalhos restam apenas um óleo e três desenhos a creiom, que foram recolhidos por seu amigo de infância Edmundo Cardoso, dentre os salvados do incêndio que consumiu o acervo da escola. "Assim vais ganhar o prêmio de viagem à Europa", disse Parlagrecco acariciando-lhe a cabeça. Manifestava pela primeira vêz o entusiasmo pelos progressos de seu aluno. Pelos trabalhos expostos, Deram-lhe um prêmio de 50 mil réis e a promessa de uma viagem ao Rio, que não se realizou. Iberê teve de deixar a Escola de Artes e Ofícios devido a desentendimento com o professor de Letras, um marista. Trasferindo-se para o Ginásio de Santa Maria, com outros propósitos. Renunciava assim a carreira de artista. Ao abandonar o ginásio, causou uma grande tristeza ao seu pai, que queria ver-lhe um doutor. Para ele era o fim de um sonho. Por várias vezes seu abraçava-lhe e dizia com voz carregada de emoção: "Meu filho, estuda, estuda. Quero que sejas um grande homem". A partir de então, passou a viver embalado pelas promessas de um emprego na Viação Férrea, meta da maioria dos filhos de ferroviários. Segundo Iberê Camargo, um dia encontrou um andarilho, de barbas e cabelos longos, como são os personagens dos contos para criança, que, avançando para ele, tomando-lhe das mãos, começou a dizer a altos brados: "Meu filho, tu és um grande artista, o mundo falará de ti!". A tentativa de acalmá-lo só o excitva mais e fazê-lo repetir, agora, com mais veemência". Iberê Camargo faleceu em agosto de 1994. [Francisco Martins]

quarta-feira, 11 de abril de 2007

MOSTRA SOBRE CLÓVIS GRACIANO NO ESPAÇO CULTURAL BM&F



Espaço Cultural BM&F abre mostra de Clóvis Graciano, em comemoração ao centenário do pintor, um dos mais significantes de sua época.

A mostra ‘Centenário de Clóvis Graciano na BM&F’. Comemorando os cem anos de nascimento do artista, a exposição reúne cerca de 40 obras – desenhos, nanquim sobre papel e bico de pena, guache, crayon, monotipia, óleo sobre papel, sobre tela e sobre madeira e têmpera sobre madeira -, produzidas entre 1936 e 1976, entre as quais o grande painel A Banda, óleo sobre tela de 1961, medindo 1,48m x 5,97m; Banda, óleo sobre tela de 1966; e Dança Ritual, óleo sobre madeira de 1950. A curadoria é de Maria Helena Prudêncio, responsável pelo Projeto Clóvis Graciano, de catalogação das obras do artista. Além das obras, a mostra trará objetos e fotos.

Clóvis Graciano, pintor, desenhista, gravador, ilustrador e cenógrafo, fez parte do Grupo Santa Helena (1937), foi presidente da Família Artística Paulista (1939), sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Entre as décadas de 50 e 60, produziu mais de 100 grandes murais para a cidade de São Paulo – entre os quais o que existe na avenida Rubem Berta, com a história da cidade. Graciano participou do Grupo Santa Helena juntamente com Rebolo, Volpi entre outros, foi Diretor, da Pinacoteca do Estado de São Paulo. em 1971 e é paulista de Araras nasceu 1907 e faleceu no ano de 1988.
FONTE: Fátima Lopes

Serviço
De 18/04 a 22/06 de 2007
Espaço Cultural BM&F
Praça Antonio Prado, 48
01010-901 - Centro
fone (11) 3119-2404
site: www.bmf.com.br
e-mail: bmfcultural@bmf.com.br
Entrada franca

funcionamento:
de segunda-feira a sexta-feira, das 10h00 às 18h00
visitas monitoradas das 10h00 às 17h00
Acesso para deficientes físicos

terça-feira, 10 de abril de 2007

De Puro Guapos no MCB


De Puro Guapos é uma expressão argentina que significa uma pessoa corajosa, de fibra, que enfrenta adversidades. Baseado nessa idéia surgiu em São Paulo, em 1999, a orquestra típica de tango De Puro Guapos, que fará uma apresentação no Museu da Casa Brasileira no domingo, 15 de abril, às 11h, no projeto Música no Museu.

O grupo é integrado pelo argentino Martín Mirol (bandoneón, direção e arranjos), e pelos brasileiros Rafael Zacchi (clarinete), Leonardo Padovani (violino), Gustavo Nascimento (violino), Marcos Braga (viola), Marta Autran Dourado (violoncelo), Vinicius Pereira (contrabaixo) e Paulo Brucoli (piano). Já o repertório apresenta o fino do tango: Derecho Viejo - (Eduardo Arolas- tango); El Marne (Eduardo Arolas - tango); A la Gran Muñeca (Jesus Ventura-tango); A la Luz del Candil (Carlos Vicente Geroni Flores-tango); Quejas de Bandoneón (Juan de Dios Filiberto-tango); Quiero Verte Una vez Más (Juan Canaro-tango); Percal ( Domingo Federeico-tango); Inspiración (P. Paulus - tango); Milonga de mis Amores (Pedro Laurens-milonga); Sur (Anibal Troilo -tango); Buenos Aires Hora Cero (Piazzolla - tango); Milonga del Ángel (Piazzolla-tango) Tango del Ángel (Piazzolla-tango); Libertango (PIazzolla - tango); Adiós Nonino (Piazzolla - tango). O evento é pelo segundo ano consecutivo, patrocinado por Aços Villares. Em 2006, foram 40 apresentações, todas gratuitas, que atraíram um público de 20 mil pessoas sempre aos domingos, às 11h. As apresentações musicais no MCB nas manhãs de domingo já se consolidaram como uma agradável alternativa de lazer ao reunir música de qualidade num cenário encantador: o terraço do Museu da Casa Brasileira, defronte a seu surpreendente jardim de 6.600 metros quadrados. O MCB é uma instituição pública, integrante da rede de museus vinculados à Secretaria de Estado da Cultura.

Serviço

Música no Museu – De Puro Guapos
Domingo, 15 de abril, às 11h Entrada franca
Duração: 60 min - Capacidade: 230 lugares

Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço -
Av. Brig. Faria Lima, 2705 Tel. 3032-3727
Site: www.mcb.sp.gov.br


FONTE:
Menezes Comunicação Tel. 11 3815-1243 3815-0381 9983-5946
Letânia Menezes/Silvana Santana email: menezescom@uol.com.br
tels. 11 3815-1243/0381 9983-5946
menezescom@uol.com.br

Encontro Sul-Americano Europeu de Coreógrafos


Profissionais de diversos países estão mergulhados em processo de criação

Belo Horizonte, Fortaleza e Rio de Janeiro abrigam o primeiro coLABoratorio - Encontro Sul-Americano Europeu de Coreógrafos. Vinte coreógrafos de diversos países estão mergulhados em um processo de criação, que envolve diferentes realidades culturais, sociais e políticas. A iniciativa é do Fórum Internacional de Dança, de Minas Gerais, da Bienal Internacional de Dança do Ceará e do Festival Panorama de Dança, do Rio de Janeiro, em parceria com a Artsadmin (Londres), o Theatre Institute (Praga) e o Festival Alkatara (Lisboa), com recursos do Programa Cultura 2000, da União Européia. Os encontros, que estão sendo realizados desde março, contam com apoio da Fundação Nacional de Arte. Em Belo Horizonte, as oficinas de criação acontecem na Funarte Casa do Conde, com a participação de coreógrafos do Brasil, Portugal, Argentina, Chile e República Tcheca.

Os produtos das oficinas serão apresentados no período de 10 e 12 de abril, no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza; nos dias 16 e 17, na Funarte Casa do Conde, em Belo Horizonte; e nos dias 21 e 22, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.[Foto bailarinos de o Cisne Negro]

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Exposiçao comemora os 50 anos de Leonilson


No dia 1º de maio de 2007, o artista plástico Leonilson completaria 50 anos. Em sua homenagem, a Estação Pinacoteca e o Projeto Leonilson realizam a exposição Leonilson Gravuras, de 31 de março a 20 de julho. A mostra apresenta os 96 desenhos, originalmente publicados na Folha de S. Paulo, entre os anos de 1991 a 1993, quando o artista ilustrava a coluna da jornalista Bárbara Gancia. A exposição pretende ainda ampliar as possibilidades de leitura e compreensão de sua obra. Para tanto,. uma série de documentos que testemunham sua formação artística estarão expostas à visitação pública. O cearense Leonilson fez parte, na década de 80, da geração de artistas que buscou integrar experiências cotidianas a sua produção artística. Mas é no começo da década de 90 que se consagra como um dos grandes nomes de nossa arte contemporânea, realizando uma obra contundente ao expressar os dramas e angústias do homem de hoje.


Estação Pinacoteca

De 31 de março até 20 de julho de 2007
R$4 e meia-entrada. Grátis aos sábados.
Aberta de terça a domingo, das 10h às 18h
Lgo. General Osório, 66 - Metrô Luz
(11) 3337-0185

Obras da Idade Média


Exposição com obras de arte no período românico em Castela e Leão, obras de igrejas e monastérios da Idade Média são expostas na Estação Pinacoteca, São Paulo.

Mais de 110 obras provenientes de igrejas e monastérios da Idade Média, estão expostas na estação Pinacoteca de São Paulo. Esculturas de pedra e madeira, objetos em marfim, prata e esmaltados, tecidos e códigos manuscritos e capitéis. A mostra apresenta ao público o desenvolvimento cultural de Castela e Leão, na Espanha, e a influência das peregrinações à cidade de Santiago, entre os séculos XI e XIII.

Informações culturais e históricas são dadas sobre as regiões espanholas no período em questão, divididas em quatro segmentos temáticos. Também faz parte da exposição uma importante seleção de esculturas com algumas das principais representações religiosas da época encontradas aos arredores do Caminho de Santiago. O final da mostra se encerra com a apresentação de peças de arte de santuários e decorativas, que transmitem o grande poder da Igreja e da monarquia dos séculos XI a XIII. Juntamente com a mostra uma extensa grade de atividades educativas. Visitas educativas para grupos escolares, de turismo, comunitários e projetos sociais podem ser agendadas.

Arte no período românico em Castela e Leão
De 22 de março a 06 de maio de 2007
De terça a domingo, das 10 às 18 horas.
ngressos: R$ 4 e ½ entrada. (11) 3337-0185
Grátis aos sábados.
Estação Pinacoteca - Largo General Osório, 66 -

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Totonho& Os Cabras


Totonho iniciou sua carreira batucando em latas, e fez um dos melhores CDs, o mais uatoral dos últimos 20 anos no País. Ele mescla suas raízes nordestinas ao eletrônico.

Compositor, produtor e cantor, Totonho nasceu em 1964 na cidade de Monteiro, na Paraíba. Lá foi vendedor de buchada de bode e assistiu à muitas cantorias de repentistas da região. Foi quando teve seu primeiro contato com a música. "Minha casa vivia cheia de gente, então me acostumei a vê-los pela casa. Você sabia que Monteiro foi durante muito tempo considerada a Meca dos repentistas nordestinos?" Com nove anos de idade, Totonho montou a banda Os Renegados, que tocava com latas (guitarra de lata, bateria de lata e afins). "Foi ali que começou tudo e me tornei compositor". Em 82 resolveu que queria mesmo seguir a carreira de músico. Foi para João Pessoa, onde fundou o Musiclube da Paraíba, uma cooperativa de compositores por onde passaram nomes como Chico César, Jarbas Mariz e os irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, entre outros.

Durante cinco anos, Totonho participou do projeto Tocar Por Prazer (um grupo de baixistas, guitarristas, vocalistas, compositores, etc...) cantando e tocando violão em João Pessoa. Nesse mesmo período cursou Faculdade de Arte e Educação e deu início à um trabalho social, junto às comunidades. Já premiado e conhecido como um dos melhores compositores da região, no final de 88 foi para o Rio de Janeiro fazer uma pós-graduação e tentar a vida como músico.

Enquanto isso Totonho continuava compondo e em 96 abriu shows de Geraldo Azevedo, João Bosco e outros. No final do ano se uniu com outros músicos formando Totonho e os Cabra. Depois de participar e se classificar no Projeto Pixinguinha, estreou em março de 97 uma turnê por sete capitais brasileiras. Depois foi ocupando os espaços possíveis no Rio (festas, bares, circuito "alternativo baixo", todo canto como ele mesmo diz). Até que em 99, uma demo foi parar nas mãos do produtor musical Carlos Eduardo Miranda. O resultado foi o álbum homônimo Totonho e Os Cabra, que mostra bem a cara do dono. "Sou melhor compositor. Eu parto da palavra: daí faço uma frase, desmancho, faço outra, mudo, transformo, busco um sinônimo... Eu sou tipo um pedreiro que vai quebrando um tijolo até ele caber em sua construção."

Comunidade Alternativa

Em quatro anos ainda não tinha conseguido se firmar como músico, mas já tinha sua ONG Projeto Ex-Cola, a partir de um trabalho social que tinha se engajado no Circo Voador. Aliás, o trabalho social é um capítulo à parte na biografia de Totonho. "Já fui alfabetizador de uma comunidade indígena e hoje, no Rio, continuo o trabalho social através de um programa de rádio do Circo Voador, que ajuda a comunidade do bairro da Lapa. Um dos projetos, o OBA - Oficinas Básicas de Arte, que tem como base de trabalho a cultura contra a violência. A idéia, além de discutir os problemas da comunidade, é trazer também nomes novos e conhecidos da música do Rio. Já passaram pelo programa de Totonho (clique em entrevista, no menu ao lado) nomes como Fausto Fawcett, Jards Macalé, Farofa Carioca, Fernanda Abreu e Moreno Veloso, entre outros

"Cartola, Música para os Olhos".


O pernambucano Lírio Ferreira realiza documentário sobre o maior ícone da MPB brasileira, o "Cartola -- Música para os Olhos".

O filme estréia em 25 salas nesta sexta-feira,6, em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife. "Cartola", que é co-dirigido pelo roteirista Hilton Lacerda, retrata o sambista carioca Angenor de Oliveira (1908-1980). Conhecido como Cartola, ele é um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira, em 1928, além de autor de mais de 500 canções, solo ou em parceria, entre as quais "O Sol Nascerá", "O Mundo é um Moinho", a favorita do poeta Carlos Drummond de Andrade, "As Rosas Não Falam", tornada famosa na interpretação de Beth Carvalho. Foram cinco anos de pesquisas feitas pelos dois diretores, que envolveu amigos do músico como Nelson Sargento e Elton Medeiros, parceiro que funcionou como um consultor da produção, além de familiares. O filme chama a atenção para o detalhe de que o sambista nasceu, por coincidência, no mesmo ano em que morria Machado de Assis, apontando para as semelhanças e diferenças na vida e na carreira dos dois.
O filme reconstitui a época de Cartola por meio de inúmeras imagens do Rio de Janeiro, cenas de antigos Carnavais, acontecimentos políticos registrados em telejornais e cinejornais, chanchadas da Atlântida e filmes do Cinema Novo -- alguns deles, como "Ganga Zumba" (63), de Cacá Diegues, com participação do próprio Cartola no elenco. O documentário não tenta em nenhum momento esconder o quanto Cartola foi, apesar de tudo, um personagem trágico, numa vida repleta de altos e baixos.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

I Fórum Nacional de TVs Públicas


Lançado Caderno de Debates, 2, a síntese do trabalho de mapeamento do diagnóstico do campo público de televisão

Os grupos temáticos de trabalho do I Fórum Nacional de TVs Públicas concluíram a etapa de mapeamento do diagnóstico do segmento do campo público de televisão e de elaboração das pautas a serem levadas para a plenária do encontro, que ocorrerá em maio deste ano. As conclusões e os relatórios estão reunidos no Caderno de Debates Volume 2, que será apresentado no dia 9 de abril, às 14h30, durante uma cerimônia no Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, n° 16, Centro), Sede do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro. O lançamento contará com as presenças do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci; do ministro da Cultura, Gilberto Gil; do secretário executivo do MinC, Juca Ferreira; e do secretário do Audiovisual, Orlando Senna. Também participam da solenidade presidentes de associações de TVs públicas brasileiras, dentre os quais, Jorge Cunha Lima (Abepec), Gabriel Priolli (ABTU), Fernando Mauro Trezza (ABCcom), Rodrigo Lucena (ASTRAL) e outros representantes das cerca de 200 emissoras que integram o campo público de televisão. Pela sociedade civil, estarão presentes os dirigentes da ABD Nacional, da ABPI-TV, da APACI, da ABRACI, e representantes do IETV, do CpqD e do FNDC e do Coletivo Intervozes, dentre outras organizações e representações independentes.


Caderno de Debates

O segundo volume da publicação Caderno de Debates: Relatórios dos Grupos Temáticos de Trabalho foi desenvolvido e produzido a partir de uma série de reuniões realizadas, no mês de dezembro, pelos oito grupos temáticos. Cada grupo contou com a participação de representantes do Governo Federal, entidades do campo público de televisão e da sociedade civil. São eles: Missão e Finalidade das TVs Públicas, Configuração Jurídica Institucional, Legislação e Marcos Regulatórios, Programação e Marcos de Negócios, Tecnologia e Infra-Estrutura, Migração Digital, Financiamento e Relações Internacionais. Leia mais.

Fórum de TVs Públicas

As plenárias finais para a realização do Fórum Nacional de TVs Públicas terão lugar em Brasília, entre os dias 8 e 11 de maio, com a participação de representantes de emissoras de TV e radiodifusoras públicas e educativas, TVs universitárias, TVs comunitárias, TVs legislativas, expositores internacionais, instituições participantes dos grupos temáticos de trabalho, autoridades do Governo Federal, secretários estaduais de Cultura, organizações da sociedade civil e parlamentares. O Fórum é uma iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV/MinC) junto à Casa Civil e às entidades representativas do campo público de televisão, e tem como objetivo promover ampla discussão sobre a TV Pública e seus desafios no cenário da comunicação social contemporânea, reunindo representantes do campo público de televisão, do Governo Federal, do Congresso Nacional e da sociedade civil. FONTE: www.cultura.gov.br [TV Sharp]

Quando? Dia 9 de abril
Onde? - Rua da Imprensa, n° 16, Centro -RJ