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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Santo brasileiro


ROMA - Vaticano confirmou nesta sexta-feira, 23, que o Frei Galvão será canonizado no dia 11 de maio, em São Paulo, e a cerimônia será presidida pelo Papa Bento XVI quando de sua visita ao Brasil. O nome de batismo do Frei Galvão, Antonio Di Sant'anna, apareceu ao lado dos nomes de quatro outros beatos que também serão canonizados até junho deste ano. O anúncio foi publicado na página da internet do Vaticano, depois da reunião de cardeais presidida pelo Papa. Em dezembro, Bento XVI havia confirmado oficialmente a realização do segundo milagre de Frei Galvão, uma exigência da Igreja Católica para a canonização. A cerimônia vai acontecer durante a missa no campo de Marte, zona norte de São Paulo. A solenidade no Brasil será uma exceção à tradição católica.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Goeldi na BM&F

Oswaldo Goeldi abre temporada de 2007 do Espaço Cultural BM&F
Mostra de obras do artista é a maior já realizada no país

O Espaço Cultural BM&F inicia sua temporada de 2007 com a maior mostra de obras do artista Oswaldo Goeldi já realizada no país. A exposição ‘Goeldi na BM&F: arte em branco e preto’ reunirá 54 obras nas técnicas de xilogravura, bico de pena, linoleogravuras e desenhos, além de 14 outras peças, entre objetos pessoais, fotos e recortes de jornais. A curadoria é de Lani Goeldi (sobrinha do artista) e de Ricardo Vianna Barradas.


Oswaldo Goeldi (1895-1962) é considerado um dos maiores xilogravuristas do Brasil, tendo ganho, em 1951, o primeiro Prêmio de gravura para artistas brasileiros na primeira Bienal de São Paulo. Nascido no Rio de Janeiro, filho do renomado naturalista suíço Emílio Augusto Goeldi – diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, por convite do imperador D. Pedro II, e responsável pela reestruração do Museu Paraense -, Goeldi viveu no Pará até os seis anos de idade e na Suíça dos seis aos 24 anos. Serviu como soldado na Guerra de 1914, após a qual abandonou os estudos na escola politécnica, preferindo estudar na École des Arts et Métiers, em Genebra. Em 1919, retornou ao Brasil, estabelecendo-se no Rio de Janeiro. Foi colaborador de diversas publicações, como as páginas dominicais do jornal A Manhã ou o suplemento literário Autores e Livros. Ilustrou também livros de diversos autores, como Cobra Norato, de Raul Bopp; os romances de Dostoiéwski, publicados pela Livraria José Oympio Editora; Martin Cererê, o Brasil dos meninos, dos poetas e dos heróis, de Cassiano Ricardo; Mar Morto, de Jorge Amado; entre vários outros.
FONTE: Fátima Lopes - Dir. comunicação da BM&F

IMPRENSA: 28/02 às 18h30


SERVIÇO


LOCAL: Espaço Cultural BM&F
Praça Antonio Prado, 48, Centro

De 28 de fevereiro a 5 de abriL
Horários: das 10h00 às 18h00, de segunda a sexta-feira. São realizadas visitas monitoradas para grupos e escolas, que devem ser agendadas pelo telefone 11 3119-2404.

Prata italiana do século 20


Exposição mostra peças do período do artesão-ourives do Castello di Sartirana

Museu da Casa Brasileira apresenta exposição com 60 peças do acervo do Museu de Prataria Contemporânea da Fundação Sartirana Arte, de Pavia, que compõem um expressivo panorama de objetos e utensílios da prataria italiana, entre os quais candelabros, vasos, jarras, talheres, bandejas, lâmpadas. A maior parte da mostra já percorreu o México, Tóquio, Pequim e Washington, e traz a produção mais recente, a partir da década de 1960, com designers como Alessandro Mendini, Carlo Scarpa, Ettore Sottsass e Vico Magistretti. A peça mais antiga é uma molheira Finzi, datada de 1936, que integra a parte histórica com outros oito objetos dos tempos do artesão-ourives. Criado inicialmente para retratar o trabalho artesão de ourives italiano e instalado no Castello di Sartirana, o Museu de Prataria Contemporânea aos poucos acrescentou peças de renomadas "oficinas" italianas de design: Finzi Arte, São Lorenzo, Gabriele de Vecchi, Cleto Munari, Memphis.


Alguns nomes que assinam o design das peças em exposição no MCB estão entre os mais expressivos do século 20. Entre eles, Roberto Sambonet, que também teve importância na trajetória do design brasileiro, como colaborador do casal Pietro e Lina Bo Bardi no Masp. Outros conceituados designers com peças na mostra são Mario Botta, Gabriele e Piero de Vecchi, Alessandro Mendini, Carlo Scarpa, Ettore Sottsass Jr., Olga Finzi Baldi, Vico Magistretti, Paolo Portoghesi, Ambrosio Pozzi, Afra e Tobia Scarpa, Peter Shire, Massimo Zucchi, Ambroglio Pozzi, Michele De Lucchi.

Visitação: Até 25 de março
Av. Brigadeiro Faria Lima - 2705
www.mcb.org.br

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Conanda tem primeira mulher presidente


A subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, é a primeira mulher a assumir a presidência do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda). A vice-presidência também será ocupada por uma mulher, Maria Júlia Rosa Chaves Deptulski, que representa a sociedade civil e integra o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR). Na história do Conanda, nunca foram eleitas duas mulheres para comandar o órgão responsável por elaborar as normas gerais da política nacional de atendimento dos direitos da criança e do adolescente.

Carmen Oliveira [destaque]foi indicada de forma unânime pelos conselheiros do governo que compõe o Conanda. O órgão é paritário e a cada dois anos governo federal e sociedade civil revesam o comando. Carmen sucede José Fernando Silva, que presidiu o conselho no biênio 2005-2006, eleito pelas entidades da sociedade representadas no órgão. A posse ocorreu hoje (08), durante a 147ª Assembléia Ordinária do Conanda, em Brasília.
“O trabalho na área da infância e adolescência é predominantemente feminino, muito embora eu seja a primeira eleita. Isso aumenta o compromisso de trazer à luz as questões de gênero na área, especialmente no que concerne à formulação de políticas públicas especiais para esse segmento”, afirmou a nova presidente. Para o ministro Paulo Vannuchi, da SEDH/PR o Conanda é um exemplo de integração entre governo e sociedade civil na busca por um país mais justo e digno. Segundo o ministro, o Conanda conseguiu consolidar um espaço efetivo de diálogo que, “não obstante tensões e disputas, tem atingido importantes consensos e avanços na implantação de um sistema de garantia de direitos para as crianças e adolescentes”.

Conanda


O conselho é um órgão colegiado constituído de forma paritária por representantes da sociedade e do governo. O Conanda foi instituído pela Lei Nº 8.242, de 12 de outubro de 1991. Compete ao conselho:
- elaborar as normas gerais da política nacional de atendimento dos direitos da criança e do adolescente, fiscalizando as ações de execução, observadas as linhas de ação e as diretrizes estabelecidas nos arts. 87 e 88 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA);
- zelar pela aplicação da política nacional de atendimento dos direitos da criança e do adolescente;
- dar apoio aos Conselhos Estaduais e Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, aos órgãos estaduais, municipais, e entidades não-governamentais para tornar efetivos os princípios, as diretrizes e os direitos estabelecidos no ECA;
- avaliar a política estadual e municipal e a atuação dos Conselhos Estaduais e Municipais da Criança e do Adolescente;
- acompanhar o reordenamento institucional propondo, sempre que necessário, modificações nas estruturas públicas e privadas destinadas ao atendimento da criança e do adolescente;
- apoiar a promoção de campanhas educativas sobre os direitos da criança e do adolescente, com a indicação das medidas a serem adotadas nos casos de atentados ou violação dos mesmos;
- acompanhar a elaboração e a execução da proposta orçamentária da União, indicando modificações necessárias à consecução da política formulada para a promoção dos direitos da criança e do adolescente.
Também cabe ao Conanda gerir o Fundo Nacional da Criança e do Adolescente (FNCA).FONTE: www.presidencia.gov.br

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Morre Carlos Coimbra


Morreu nesta quarta-feira, 14, aos 79 anos, Carlos Coimbra. O cineasta nasceu em Campinas em 1928, e dirigiu dirigiu filmes bastante conhecidos em sua época, como o patriótico Independência ou Morte (1972), lançado em plena ditadura Médici.

Coimbra foi um dos nomes mais importante no chamado “ciclo do cangaço”, com títulos como A Morte Comanda o Cangaço (1960), Lampião, o Rei do Cangaço (1962), Cangaceiros de Lampião (1966) e Corisco, o Diabo Loiro (1969). Dirigiu também adaptações como A Madona de Cedro (1968), da obra de Antonio Callado, e Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel (1978), de José de Alencar. Foi um artesão, com vista dirigida ao cinema popular, sem grandes preocupações com a atualização da linguagem cinematográfica. Seu primeiro longa foi Armas da Vingança (1955) e o último, Os Campeões (1981). Antes de se tornar cineasta, Coimbra teve uma carreira de cineclubista e depois de montador. Montou, entre outros, O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte (Palma de Ouro em Cannes-1962), e Fronteiras do Inferno, de Walter Hugo Khouri, além de Elas São do Baralho, do atual telenovelista Silvio de Abreu.


Faroeste nordestino

Ele era ligado à Cinedistri, de propriedade de Oswaldo Massaini,
Coimbra dirigiu para a empresa Lampião, o Rei do Cangaço e Corisco, o Diabo Loiro, tidas como produções classe A, caras para a época. Aliás, a carreira de Carlos Coimbra deve ser analisada por sua participação importante no chamado “ciclo do cangaço”, tendo dirigido quatro longas-metragens do gênero. Esse ciclo começa com O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, produção da Vera Cruz que ganhou o prêmio de melhor filme de aventuras em Cannes e tornou-se grande sucesso internacional. Abriu um veio e Coimbra foi um dos diretores que o exploraram com maior competência. O ciclo teve tanto sucesso que o crítico Salvyano Cavalcanti de Paiva o apelidou de “nordestern”, ou seja, faroeste nordestino. O curioso é que a maioria desses filmes era rodado aqui mesmo, no interior de São Paulo, para não onerar demais a produção. Essa tradição foi inaugurada com o próprio O Cangaceiro, cujas imagens do semi-árido nordestino foram captadas na região de Itu. Durante o regime militar, por ocasião do sesquicentenário do Grito do Ipiranga, Coimbra lançou Independência ou Morte, com Tarcísio Meira como dom Pedro I. Na história do cinema brasileiro é um caso isolado de filme patriótico e comemorativo, que acabou não vingando, mesmo durante a ditadura. Coimbra deveria dirigir o remake de O Cangaceiro (1997), mas por problemas de saúde não pôde fazê-lo e o filme acabou ficando a cargo de Aníbal Massaini.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Eternamente Cauby Peixoto


O último dos moicanos, remanescentes da "era do Rádio", Cauby comemora seus 55 anos de carreira e 76 de vida com o lançamento de um DVD " Eternamente Cauby".

Um repasse na vida do cantor é o que apresenta este DVD que comemora seus 55 anos como artista e 76 de vida. O repertório de 22 faixas aborda diferentes fases do cantor, que já visitou diferentes vertentes da música brasileira e mundial. Vai do jazz e um pout-porri de canções norte-americanas que autores brasileiros vertiam ao português nos anos 50, passa pela bossa nova, Djavan (Flor de Lis), Roberto Carlos, Jacques Brel (Ne Me Quitte Pas) e termina com seu maior hit, Conceição, samba-canção de Jair Amorim e Dunga lançado por ele em 1956. Participam do show a cantora Alcione (em duas faixas) e Agnaldo Timóteo, que divide com ele A Noiva e o homenageia com a placa de Cidadão Paulistano. Timóteo é vereador paulistano pelo PL. Outra reverência que o cantor ganhou no ano passado com o musical Cauby!Cauby!, estrelado pelo ator Diogo Vilela. Cauby é de um tempo em que se cantava e tocava de tudo, qualidade que as rádios alimentavam. E os discos de Cauby (são mais de 100) invariavelmente exibiam a versatilidade de sua voz de vibratos bem medidos, apurado senso de dinâmica e grande capacidade de divisão rítmica. São qualidades que acabaram ofuscadas pela cafonice de postura sugerida por seu ex-empresário, produtor e por vezes compositor Di Veras. Foi Di Veras quem lhe impingiu as roupas extravagantes e o excesso de bolerões no repertório, quando não da pura e simples simulação de fãs rasgando-lhe as roupas. É bem verdade que é marca da qual Cauby nunca quis se desvencilhar.


Eternamente Cauby
Cauby Peixoto
Gravadora: Atração
Preço médio: R$ 38,00

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

A Escultura em pedra


O livro explica a técnica e arte da escultura em pedra com rigor e clareza, é como um elogio à pedra. Ilustrado por uma iconografia que se molda ao seu processo histórico, sobretudo nas últimas décadas. De Bourdelle a Mailol, de Zadkine a Arp e Brancusi, a pedra afirma a sua presença. Ao longo dos séculos o interesse pela escultura cresceu consideravelmente, ainda de forma tímida aparece em espaços público. De modo mais eloqüente surge em museus, centros culturais, bienais e galerias. Porém, apesar de estarmos no século XXI, é como se ela ainda suscitasse desconfiança à semelhança de uma grande parte da arte contemporânea. A partir dos anos 50, abundância de estilos e de movimentos, desenvolvimento de novas tecnologias unidos ao uso de outros materiais, e as problemáticas formalistas e a conjunção de pintura e escultura desestabilizaram a sua terminologia e ampliaram o seu conceito. Porém, ainda existem artistas fiéis aos materiais nobres e entalhe direto. Portanto, o livro é todo dedicado aqueles que queiram iniciar-se no talhe da escultura em pedra com uma visão parcial daquilo que ela significa ao longo da história e da geografia. Também aborda, em sua primeira parte épocas e lugares diferentes: esculturas nas grutas, amuletos, documentos históricos retratos e arte funerária. Tal como as outras artes, a escultura em pedra permitiu expressar pensamentos e sentimentos. Há um panorama de informações técnicas, abalizado por obras significativa da evolução da escultura. Artistas experimentado ou principiante encontrarão elementos que poderão aperfeiçoar ou complementar os seus conhecimentos, quaisquer que sejam as suas opções estéticas. "É a talhar a pedra que se descobre os espinhos da matéria"disse Brancusi.

Agradecimentos:
Srsº Antônio e Jair
www.livrarialoyola.com.br
[55 11] 3255-0662
Autores: Cami / Santamera

Almeida Júnior: apunhalado pelo primo



Pinacoteca apresenta exposição com 120 obras do pintor, um dos mais importantes artistas brasileiros do século XIX. No panorama da pintura nacional, Almeida Júnior aparece como autêntico precursor. Em sua obra, que abrange pinturas históricas, religiosas e de gênero, retratos e paisagens.

José Ferraz de Almeida Júnior nasceu em 1850, na cidade de Itu, São Paulo. Desde tenra idade demonstrara sua inclinações artísticas, e teve no Padre Miguel Correa Pacheco um primeiro incentivador, quando era sineiro da Matriz de Nossa Senhora da Candelária, em sua cidade natal. Através de uma coleta pública feita pelo padre, conseguiu dinheiro suficiente para que o futuro artista, já então com cerca de 19 anos de idade, pudesse embarcar para o Rio de Janeiro, a fim de ali estudar. Foi inscrito na Academia Imperial de Belas-Artes em 1869, tendo como professores Julio Le Chevrel e de Vítor Meireles. Seu jeito caipira divertia seus colegas na academia. Seu linguajar brejeiro-matuto e roupas roceiras surpreendia aos mais tradicionais alunos da época. Segundo Gastão Pereira da Silva, "era o mais autêntico e genuíno representante do tradicional tipo paulista". [Francisco Martins / AgênciaFM - Fotos: Milton Michida] Leia mais sobre Almeida Júnior em www.formasemeios.blogs.sapo.pt

EXPOSIÇÃO

Desde o dia 25 de janeiro a exposição Um Criador de Imaginários, com 120 obras do pintor, um dos mais importantes artistas brasileiros do século XIX. A exposição pretende esclarecer “o olhar, o querer, o sonhar e o fazer do artista”. A mostra é totalmente diversificada e apresenta a produção de Almeida Júnior por temas, divididos em quatro módulos: Tempo humano, retratos; Natureza e cotidiano, paisagens e cenários do interior do país; Trabalhos em Contraste, rotinas rurais brasileiras; e Espaço para a Vida Moderna, em que estão cópias dos seus trabalhos realizadas por seus contemporâneos, que revelam um prestígio desfrutado por Almeida Júnior em vida.Almeida Júnior nasceu em Itu, em 1850, e faleceu em Piracicaba - interior paulista em 1899. Estudou pintura e desenho na Academia Nacional de Belas Artes, no Rio, entre 1869 e 1874. Em seguida, retornou à terra natal. Quando em visita à cidade, o imperador D. Pedro II ofereceu uma bolsa de estudos para o artista estudar na Europa. Viveu em Paris e Milão entre 1876 e 1882. No seu retorno ao Brasil, decidiu viver em São Paulo.


O que?
Almeida Júnior - Um Criador de Imaginários
Quando ? De terça a domingo, das 10h às 18h.
Até 15 de abril
Onde?
Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 2, tel. (11)
3229-9844
Quanto custa? Ingresso: R$ 4 (grátis aos sábados)

"Antônias"


"Antônia" estréia em 150 salas de cinema em todo o Brasil nesta sexta-feira, 9, após longa temporada na TV Globo, com Negra Li, Leilah Moreno, Cindy e Quelynah. No elenco, comparecem Sandra de Sá, Thobias, o puxador de sambas da escola Vai Vai, e o rapper ThaCompletando aqui uma trilogia em que discute a condição feminina, iniciada pelos premiados "Um Céu de Estrelas" (1997) e "Através da Janela" (2000), Tata Amaral retrata suas personagens como quatro jovens pobres e batalhadoras, lutando pelo sonho de montar uma banda e viver da música. Um dos obstáculos é o machismo, afinal, o mundo do rap ainda é predominantemente masculino.

O filme já fez um circuito de festivais internacionais, como Toronto (Canadá), Roterdã (Holanda), Los Angeles (EUA) e será exibido numa mostra paralela do Festival de Berlim, que começa nesta sexta.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Di Cavalcanti

Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 6 de setembro de 1897, no Rio de Janeiro, na casa de José do Patrocínio, que era casado com uma tia do futuro pintor. Quando seu pai morre em 1914, Di obriga-se a trabalhar e faz ilustrações para a Revista Fon-Fon. Em 1917 transferindo-se para São Paulo ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 idealiza e organiza a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, cria para essa ocasião as peças promocionais do evento: catálogo e programa. Faz sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Freqüenta a Academia Ranson. Expõe em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Conhece Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. Retorna ao Brasil em 1926 e ingressa no Partido Comunista. Segue fazendo ilustrações. Faz nova viagem a Paris e cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro. Os anos 30 encontram um Di Cavalcanti imerso em dúvidas quanto a sua liberdade como homem, artista e dogmas partidários. Inicia suas participações em exposições coletivas, salões nacionais e internacionais como a International Art Center em Nova Iorque. Em 1932, funda em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos. Sofre sua primeira prisão em 1932 durante a Revolução Paulista. Casa-se com a pintora Noêmia Mourão. Publica o álbum A Realidade Brasileira, série de doze desenhos satirizando o militarismo da época.


Em Paris, em 1938, trabalha na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Viaja ao Recife e Lisboa onde expõe no salão “O Século” quando retorna é preso novamente no Rio de Janeiro. Em 1936 esconde-se na Ilha de Paquetá e é preso com Noêmia. Libertado por amigos, seguem para Paris, lá permanecendo até 1940. Em 1937 recebe medalha de ouro com a decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira, na Exposição de Arte Técnica, em Paris. Com a iminência da Segunda Guerra deixa Paris. Retorna ao Brasil, fixando-se em São Paulo. Um lote de mais de quarenta obras despachadas da Europa não chegam ao destino, extraviam-se. Passa a combater abertamente o abstracionismo através de conferências e artigos. Viaja para o Uruguai e Argentina, expondo em Buenos Aires. Conhece Zuíla, que se torna uma de suas modelos preferidas. Em 1946 retorna à Paris em busca dos quadros desaparecidos, nesse mesmo ano expõe no Rio de Janeiro, na Associação Brasileira de Imprensa. Ilustra livros de Vinícius de Morais, Álvares de Azevedo e Jorge Amado. Em 1947 entra em crise com Noêmia Mourão - "uma personalidade que se basta, uma artista, e de temperamento muito complicado...". Participa com Anita Malfatti e Lasar Segall do júri de premiação de pintura do Grupo dos 19. Segue criticando o abstracionismo. Expõe na Cidade do México em 1949.

Premio dividido

É convidado e participa da I Bienal de São Paulo, 1951. Faz uma doação generosa ao Museu de Arte Moderna de São Paulo, constituída de mais de quinhentos desenhos. Beryl Tucker Gilman passa a ser sua companheira. Nega-se a participar da Bienal de Veneza. Recebe a láurea de melhor pintor nacional na II Bienal de São Paulo, prêmio dividido com Alfredo Volpi. Em 1954 o MAM, Rio de Janeiro, realiza exposição retrospectivas de seus trabalhos. Faz novas exposições na Bacia do Prata, retornando à Montevidéu e Buenos Aires. Publica Viagem de minha vida. 1956 é o ano de sua participação na Bienal de Veneza e recebe o I Prêmio da Mostra Internacional de Arte Sacra de Trieste. Adota Elizabeth, filha de Beryl. Seus trabalhos fazem parte de exposição itinerante por países europeus. Recebe proposta de Oscar Niemayer para a criação de imagens para tapeçaria a ser instalada no Palácio da Alvorada também pinta as estações para a Via-sacra da catedral de Brasília. Ganha Sala Especial na Bienal Interamericana do México, recebendo Medalha de Ouro. Torna-se artista exclusivo da Petite Galerie, Rio de Janeiro. Viagem a Paris e Moscou. Participa da Exposição de Maio, em Paris, com a tela Tempestade. Participa com Sala Especial na VII Bienal de São Paulo. Recebe indicação do presidente João Goulart para ser adido cultural na França, embarca para Paris e não assume por causa do golpe de 1964. Vive em Paris com Ivette Bahia Rocha, apelidada de Divina. Lança novo livro, Reminiscências líricas de um perfeito carioca e desenha jóias para Lucien Joaillier. Em 1966 seus trabalhos desaparecidos no início da deácada de 40 são localizados nos porões da Embaixada brasileira. Candidata-se a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas não se elege. Seu cinquentenário artístico é comemorado. modelo Marina Montini é a musa da década. Em 1971 o Museu de Arte Moderna de São Paulo organiza retrospectiva de sua obra e recebe prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Comemora seus 75 anos no Rio de Janeiro, em seu apartamento do Catete. A Universidade Federal da Bahia outorga-lhe o título de Doutor Honoris Causa. Faz exposição de obras recentes na Bolsa de Arte e sua pintura Cinco Moças de Guaratinguetá é reproduzido em selo. Falece no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 1976. [Francisco Martins]

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Kassab arma barraco

Ele pediu ao seu papai Noel uma prefeitura para brincar de administar, ganhou de mão beijada a 4ª maior do mundo e a 1ª do País. Em um estado sério onde o contribuinte fosse respeitado ele seria punido publicamente.

Em suposta inauguração de um posto de saúde, em Pirituba, Zona Oeste da cidade de São Paulo, aquele de deveria servir como exemplo para os seus subordinados "servidor"público, zelar pelo cidadão, o prefeito Gilberto Kassab aprontou baixaria digna de louco - se é que louco age daquele maneira-, digno de intervenção de médico psiquiatras, quando um cidadão presente ao local protestou - sem ofensas morais -, contra uma Lei criada por Kassab onde proíbe publicidade externa na cidade. Segundo o microempresário, Kayser de Paiva, 47, que confecciona placas, se diz prejudicado pela Lei Kassab. A " autoridade" , em vez de reagir com equilíbrio, com dedo em riste, palavreado de baixo calão, entre as quais "vagabundo, fora daqui vagabundo", expulsou o microempresário e prometeu agredir todos que tentarem protestar em suas visitas públicas. Isso não surpreende, pois Kassab, apeser de ter estudado erm bons colégios, vem de uma raça violenta, os turcos, [ vejam noticiários e TV], portanto todo cuidado é pouco para com esta suposta autoridade da maior cidade do País e quarta maior do mundo. Eleito prefeito-tampão, depois da renúncia de José Serra, que assinou em cartório compromisso de que jamais deixaria à prefeitura para concorrer ao governo paulista-, Kassab foi duramente denunciado por Marta Suplicy quando da campanha. Seu jeito desrespeitoso e falta de sensibilidade gerou recentemente uma "saia justa", isso se ele tivesse compostura-, ao dar entrevista para o programa Planeta Cidade, apresentado na TV Cultura pelo seu amigo César Giobbi, ele menosprezou às pessoas que encontravam-se no momento da tragédia da linha 4 do metrô de Pinheiros: "Imaginem como ficaram as pessoas que estavam no motel na hora do desabamento, deve ter sido interessante" disse Kassab.
Uma nota de tom parcial fora emitida pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura onde tenta induzir o leitor e telespectador de que o que ele fez é normal, é racional e correto. Ou seja, o povo paga seus salários - inclusive o Kayser, e ainda tem de suportar autoridades destemperadas. [Foto: Niels Andreas A/E

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Casa das Caldeiras

Entre túneis, chaminés e arquitetura fabril a Casa das Caldeiras põe
em prática modelo de residência cultural utilizada em Londres.

Com o desaparecimento das Indústrias Matarazzo, casarões foram abandonados em vários pontos da cidade de São Paulo. Entre eles, a Casa das Caldeiras, na Água Branca, Zona Oeste da cidade. O local foi construído na década de 1920, para gerar energia para o complexo Matarazzo. Desde 1999 que a casa apresenta eventos, após passar passou uma reforma geral. Mas é a partir desse ano que o local passará a gerar um outro tipo de energia: cultura aos moldes de residências artística-culttural, algo até bem convencional em Londres - Inglaterra. A intenção é de que o casarão passe a ser uma residência artística. Grupos de arte e de dança poderão desenvolver projetos experimentais. Segundo Karina Saccomanno, diretora, desde 2002 "o projeto vem funcionando mas é este o ano da profissionalização".

Parcerias com ONG's

Para 2007, cinco grupos vão se dedicar às artes cênicas e outros dois artistas às artes visuais. Muito mais que um local de apresentações, deverá tornar-se em uma casa para pesquisas. Outro ponto positivo é o de que o artista ao chegar à casa, ele tem um espaço para por em prática seu projeto. Isso não cria vínculo do artistas com a casa, após o projeto pronto ele pode apresentar-se onde bem entender. O intercâmbio cultural é também incentivado pela Associação Casa das Caldeiras, que para este ano já tem na agenda dois encontros internacionais. O público também vai poder participar do espaço cultural a partir de março sempre aos domingos - e vai poder assistir o trabalho dos artistas residentes. A Casa das Caldeiras também vai buscar parcerias com ONG's que estejam envolvidas com projetos relacionados à valorização da cidadânia. Vale ressaltar que há uma tendência de recuperação das edificações históricas, que tem ganhado força na cidade, a Casa das Caldeiras manteve o nome pelo qual era conhecida na época em que servia às Antigas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Após ter sido desativada e largada ao esquecimento e abandono, ressurge participante no projeto do Centro Empresarial Água Branca como um símbolo de contribuição para a revitalização do bairro.

Local: Av. Francisco Matarazzo, 2000
[55 11] 3873-6696 - Água Branca - São Paulo