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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Desabamento nas obras do metrô

O desabamento nas obras da futura estação Pinheiros do metrô, linha amarela, na zona oeste de São Paulo, levou à interdição de 55 residências.
SÃO PAULO - CAPITAL 15 de janeiro - Após vistoriar o local onde ocorreu o desmoronamento das obras da linha amarela do Metrô de São Paulo, o governador do Estado, José Serra, prestou solidariedade aos familiares das vítimas do acidente e às pessoas que tiveram de abandonar suas casas em função do risco de novos deslizamentos. E admitiu: "Não há indícios de sobreviventes." Serra negou que tivesse ocorrido qualquer tipo de omissão por parte do governo neste caso. "Estamos realizando buscas desde às 15h30 de sexta-feira. A obra e a segurança da obra são de responsabilidade das construtoras. Não é se isentar de culpa, é questão de ver de quem é a responsabilidade", acrescentou.Ele informou que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fará uma investigação a respeito das causas do acidente e que o governo tomará suas decisões somente após a conclusão dos estudos.
No dia 14 de janeiro - Segundo a Defesa Civil, um dos imóveis pode ser demolido nas próximas horas.Até agora sete pessoas não foram encontradas e são consideradas desaparecidas. O Corpo de Bombeiros trabalha para tirar três caminhões e um microônibus dos escombros. Um carro sem ocupantes foi retirado neste domingo. Segundo o proprietário de um estacionamento , Rubens, cujo estabelecimento desapareceu com o acisente, as explosoões anteriormente eram da ordem de três por dia; mas há dez dias que chegam a oito explosões ao dia. À procura de vítimas Equipes do Corpo de Bombeiros passaram o sábado à procura das sete possíveis vítimas no canteiro de obras. Os trabalhos seguiam lentamente, já que o terreno onde ocorreu o acidente ainda apresentava instabilidade. Outro fator de preocupação era o guindaste, com cerca de 50 toneladas, que se encontrava levemente inclinado à beira do buraco. O governador de São Paulo, José Serra, e o prefeito Gilberto Kassab disseram, entretanto, que técnicos garantiram que não existia risco de queda do equipamento. Serra disse que a prioridade no momento é atender as vítimas do desastre, tanto as possíveis pessoas soterradas - dois pedestres, um caminhoneiro e quatro pessoas em um microônibus - quanto as 42 famílias desalojadas por riscos de mais rupturas do solo.
SUPOSTAS CAUSAS
Uma avaliação será feita pelo Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo, sobre as possíveis causas do acidente a pedido do governo. O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, evitou especular sobre o que poderia ter provocado o desmoronamento. "Tudo vai ter que ser analisado mais cientificamente para poder se chegar a uma conclusão", acrescentou o governador.O Consórcio Via Amarela, foi irônico em nota onde tenta responsbilizar às chuvas pelo rompiemento daa obras, afirmou em nota à imprensa. "As fortes chuvas das últimas semanas que assolaram a capital paulista com grande intensidade e duração levam a indícios de que teriam causado uma reação anômala e inesperada no maciço de terra em que se encontra a obra, provocando o seu repentino colapso e consequente desmoronamento." O consórcio é integrado pelas construtoras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.O tráfego de veículos pela Marginal Pinheiros, nas proximidades do desabamento, segue pode ser liberado a partir da noite deste domingo. Caso o tráfego não possa ser liberado, a prefeitura de São Paulo vai antecipar a volta do rodízio de veículos.

sábado, 13 de janeiro de 2007

MORRE LÉO GILSON RIBEIRO

Morreu nesta quinta-feira, 11 de janeiro, em sua casa, o crítico literário Léo Gilson Ribeiro. O jornalista lutava contra uma anemia profunda e completaria 78 anos no próximo dia 26.

Um dos mais respeitados críticos literários da imprensa brasileira, Gilson Ribeiro colaborava, havia 10 anos, com a revista Caros Amigos, da Editora Casa Amarela. Antes, trabalhou por 17 anos no Jornal da Tarde, como crítico literário e repórter especial. Ele nasceu em Varginha (MG), Gilson Ribeiro era doutor em Literatura pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha. Foi professor de Literatura Brasileira na Universidade de Hamburgo e foi o primeiro brasileiro a colaborar com a revista americana The Kennyon Review. Começou na profissão em 1960, no extinto Diário de Notícias e no Correio da Manhã, no Rio. Logo depois de publicar os primeiros textos e seu primeiro livro, Crônicas do Absurdo (1964), foi convidado pelo jornalista Mino Carta a colaborar com o Jornal da Tarde e, depois, com a revista Veja.

No ano de 1988 lançou O Continente Submerso (Best Seller), com perfis e depoimentos de grandes escritores da América Latina, como Jorge Luis Borges, Emir Rodrigues Monegal, Mario Vargas Llosa, Juan Rulfo, Manuel Puig e Octávio Paz, que lhe rendeu o prêmio de melhor ensaio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Nas livrarias, atualmente, é possível encontrar sua obra mais recente, Os Melhores Poemas de Carlos Nejar (1998), de Carlos Nejar e Leo Gilson Ribeiro (Global). Durante sua carreira, Gilson Ribeiro recebeu vários prêmios, entre eles o Esso de Jornalismo, em 1969, pela matéria 'A Noite dos Balões', que contava a história trágica de um casal de idosos assassinados por menores infratores.

Em 1976, foi reconhecido com o Prêmio de Melhor Crítico Jornalístico/Literário do Brasil pela Editora Nórdica, alé, do prêmio da APCA por Continente Submerso. O crítico e jornalista que também foi tradutor, ensaísta e dramaturgo, dominava sete idiomas e era um apaixonado pela literatura. Entre os escritores brasileiros, tinha admiração especial por Hilda Hilst, a quem definiu nos Cadernos de Literatura Brasileira, do Instituto Moreira Salles, como “a mais profunda estilista da literatura brasileira ou talvez mesmo da língua portuguesa". Fonte: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Salvador urgente!

Se você fala vixe mãinha mas não é de Salvador, meu rei, terá de pagar mais pelo artesanato baiano. Se o seu sotaque é "Bah, tche que barbaridade" oxente, menino ou fio da peste, ou seja, de outro estado brasileiro, asar o seu porque o valor é multiplicado. Gringo, este tem de pagar três vezes mais se quiser levar na bagagem uma lembrança material da "boa terra".

Esperteza brasileira parece ser algo quase que inerente, em Salvador - Bahia, pólo turístico do País e do estado, os ambulantes de artesanato e das chamadas lembrancinhas locais estão se utilizando de táticas não muito agradável para os turistas. Ou seja, é a cara o sotaque e o idioma do freguês que definem o quanto deve ser cobrado pelo produto. Se o turista for da localidade, a lembrancinha sairá pelo valor correto. Se for do interior do estado ou de outra parte do país é cobrado 100% a mais. Se o idioma for de Portugal ou o inglês o preço triplica. Exemplo: se um produto custa R$ 20,00 para o turista regional, o mesmo passa para 40,00 se ele for do interior do estado ou de uma outra localidade do Brasil. Se for um estrangeiro o preço triplica para R$ 60,00. Apesar de não haver reclamações sobre à prática deste comércio, representantes e produtores de artesanato preocupados já se mobilizam para elaborar um "código de ética" onde às disparidades entre os valores fiquem, pelo menos, aquém da prática atual. Eles temem que ao tomar consciência dos valores que estão sendo praticados, o faturamento venha a cair. A "pesquisa" foi feita durante 12 dias da estada de uma turista paranaense, que falando três idiomas pode constatar esta suposta irregularidade. Segundo ela, turista, percorreu 86 pontos entre barracas e lojinhas, sendo que 81 utilizavam-se da cobrança de acordo com a aparência do cliente. Porém, acompanhada de uma colega soteropolitana, retornou a 30 das 86 barracas visitadas anteriormente e, constatou que são a "fachada" do freguês e o idioma que ditam às regras do comércio de lembrancinhas. [FONTE: http://agenciafm.blogspot.com

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Adoção por homossexual

Adoção por casal homossexual é aprovada na Câmara

Enviada por Caio Prates04/01/2007 - 14:41A Comissão Especial da Lei de Adoção, da Câmara dos Deputados, aprovou no último dia 2 de janeiro o relatório que prevê a criação de dois cadastros nacionais de adoção. O texto também garante o direito à licença de 15 dias para adotantes e permite a adoção por casais homossexuais. O relatório é de autoria da deputada Teté Bezerra (PMDB-MT).
A prioridade no cadastro será para adoções em território nacional. Para agilizar a inclusão das crianças nessa lista, serão fixados prazos para o decreto de perda do pátrio poder. No texto aprovado foram inseridas regras para os casos de arrependimento dos pais biológicos, o que não existe na legislação atual. De acordo com a comissão, o juiz deve avaliar o que representa maior vantagem para a criança ou adolescente. Este assunto polêmico entrará nos lares brasileiros através da novela “Páginas da Vida”, da rede Globo. Nos próximos capítulos, um casal homossexual masculino tentará adotar uma criança. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não faz qualquer menção em relação à adoção por casal homossexual e estabelece que primordial é o bem estar da criança.
Recentemente, em um caso real, a Justiça permitiu a expedição de uma certidão de nascimento de uma menina que foi adotada por um casal homossexual masculino, na cidade de Catanduva, interior de São Paulo. Esse foi um caso inédito no país, constando na certidão o nome dos dois companheiros. Além do casal de Catanduva, a Justiça já havia determinado o direito a uma certidão de nascimento para dois casais homossexuais formados por mulheres. Os casais são das cidades de Bagé (RS) e do Rio de Janeiro. A justiça julgou legítia a adoção de Theodora, entre os pais Júnior de Carvalgo, 46 e Vasco Pedro - 38 adotada em Catanduva - São Paulo / Brasil, em 21 de novembro de 2007, e estabeleceu um marco histórico no País.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Posse de José Serra

O governador eleito José Serra assumiu nesta segunda-feira, dia 1º, o Governo do Estado de São Paulo. A cerimônia de transmissão de cargo reuniu mais de 2 mil pessoas no Auditório Ulysses Guimarães, no Palácio dos Bandeirantes.

José Serra recebeu do governador Cláudio Lembo o pavilhão do Estado, bandeira que simboliza São Paulo, sempre hasteada quando o governador estiver na sede do Governo paulista.
A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, Mônica Serra, foi homenageada por Renéa Lembo com um ramalhete de flores. O economista José Serra se tornou o 22º governador de São Paulo. Ele foi eleito com 12,38 milhões de votos nas eleições realizadas este ano. Serra já foi deputado federal, senador e ocupou os cargos de secretário de Planejamento do Estado, ministro do Planejamento, ministro da Saúde e prefeito da cidade de São Paulo.
A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades. Entre elas, o presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador Geraldo Alckmin, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o presidente do Tribunal de Justiça, Celso Luiz Limongi, e o presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo Rodrigo Garcia, além de prefeitos dos municípios paulistas.
Os novos secretários de Estado do governador José Serra também tomaram posse nesta segunda-feira, dia 1º. A transmissão dos cargos será feita nesta terça-feira, dia 2, na sede de cada Secretaria. [Cláudio Lembo transmitindo cargo para José Serra - Foto: Eliane Rodrigues]]

Carlos Prado / Macedo Júnior