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sábado, 28 de outubro de 2006

Baixaria de Lula, ele é mestre

DEBATE DA GLOBO RESULTA EM MAIS BAIXARIA

Um vídeo amador, ainda não se sabe quem disponibilizou na WEB, a baixaria provocada pelo candidato do PT [Partido dos Trabalhadores] Luis Inácio Lula da Silva, candidato à presidência da república que, se defrontando com Geraldo Alckmin, desferiu-lhe palavras de baixa calão.

Lula, nitidamente abalado ao final do debate empurrou Alckmin que revidou e os 2 foram ao chao como briga de dois moloque de rua. Quando afastados por segurancas e marketeiros Alckmin retrucou "Isto mostra a real face de um governate despreparado e corrupto".Lula partiu pra cima... Uma opniao editorial de nossa equipe, veja este video! E nas eleicoes vote consciente.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Rogério Duprat morre aos 74 anos

Carioca, nascido em 7 de fevereiro de 1932, mudou-se para São Paulo em 1955

SÃO PAULO {DBD} 27 de outubro - Conhecido pelos arranjos para nomes famosos do tropicalismo como Golberto Gil, Caetano Veloso, Os Mutantes, ele morreu na quinta-feira em São Paulo, no hospital Premier, [Zona Sul de São Paulo] informou a família do músico. Duprat, sofria de câncer na bexiga e Mal de Alzheimer e estava internado havia três meses, segundo Manoel Lage, genro do maestro. O músico tinha 74 anos, e foi velado no Museu da Imagem e do Som (MIS), na região dos Jardins, também zona sul paulistana. Seu corpo será cremado nesta sexta-feira no crematório da Vila Alpina, zona leste de São Paulo.

Carioca, nascido em 7 de fevereiro de 1932, mudou-se para São Paulo em 1955 e por muitos anos viveu em um sítio em Itapecerica da Serra, no interior do Estado. Maestro considerado um dos pioneiros ao romper barreiras entre erudito e popular, foi o grande arranjador dos tropicalistas. Parceiro dos Mutantes, Duprat foi um dos maiores rebeldes da música brasileira. Em 1963, foi um dos signatários do movimento Música Nova, grupo de vanguarda que reunia Gilberto Mendes, Julio Medaglia, Willy Correia, Sanino Hohagen.

Na foto [reprodução Paulo Pinto /AE] do clássico disco Tropicália (1968), ao lado de Caetano, Gal, Gil, Capinam, Tom Zé e dos Mutantes, ele é o sujeito que segura um penico como se fosse uma xícara de chá. Ele ajudou a revolucionar a MPB, mas depois, convicto de que tudo tinha se tornado pastiche e repetição, deixou de confiar na dialética musical e recolheu-se a um sítio em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. “Tudo que se faz hoje já se fazia há 30 anos. O rap nada mais é do que uma colagem, típica do espírito pós-moderno, que não cria, não acrescenta. O rock repete fórmulas. Eu disse tudo que tinha a dizer naquele período entre os anos 60 e 70”.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Caetano é especial

A organização do TIM Festival informa que Caetano Veloso vai fechar a programação da última noite do palco TIM Lab, no Rio.

O cantor e compositor vai se apresentar na mesma noite em que tocam Marcelo Birck, The Bad Plus e Black Dice, no domingo, 29. Caetano vai cantar 12 canções do novo álbum, Cê, na Marina da Glória. No show especial, chamado de Cê Todo, Caetano canta Outro, Minhas lágrimas, Rocks, Deusa urbana, Wally, Não me arrependo, Musa Híbrida, Odeio, Homem, Por quê?, Um sonho e O Herói, acompanhado de Pedro Sá (guitarra), Marcello Calado (bateria) e Ricardo Dias Gomes (baixo). O grupo vai se apresentar depois do guitarrista gaúcho Marcelo Birck, do trio norte-americano de jazz acústico The Bad Plus e do grupo também norte-americano Black Dice. [Foto de Caetano Veloso - Agência Estado]

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Alckmin: oposição não vai dar trégua

Geraldo Alckmin, oponente de Lula à Presidência, afirmou que a oposição não vai dar trégua ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois das eleições e continuará a cobrar explicações sobre os escândalos e acusações de corrupção que envolvem membros próximos a ele e a seu governo.

"O PT não pode exigir da oposição impunidade... querer que a oposição seja conivente, querer impunidade, aí não", disse Alckmin durante gravação do programa Roda Vida da TV Cultura, que irá ao ar às 22h30 deste domingo. Mesmo não admitindo em nenhum momento a possibilidade de uma eventual derrota no próximo domingo, Alckmin afirmou que o papel da oposição é de fiscalizar. "No regime democrático, quem ganha governa, quem perde fiscaliza... Não querer ter fiscalização, é não ter apreço pela democracia", disse Alckmin a jornalistas após gravar o programa.

O presidenciável também acusou o Partido dos Trabalhadores de ter "viés autoritário", ao ser indagado sobre uma possível trégua entre o PT e o PSDB. "Nós (PSDB e PT) tendemos a ser dois grandes partidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, tem dois grandes partidos... mas o PT tem um viés autoritário", afirmou o tucano. Ele também avaliou que o PT, se voltar a ser oposição, adotará uma postura mais moderada.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Memorial apresenta o primeiro titular da Cátedra Memorial da América Latina

Luiz Augusto Horta Nogueira - ex-diretor técnico da ANP, Agência Nacional do Petróleo, de 1998 a 2003 – será o primeiro especialista a ocupar a Cátedra Memorial da América Latina. Programa acadêmico conjunto deste Memorial e das três universidades públicas paulistas, a USP, a Unicamp e a Unesp, a Cátedra nasce com a missão de analisar os desafios para a integração latino-americana. O projeto conta com o apoio das Secretarias de Estado de Cultura, de Ciência e Tecnologia e da Fapesp.
A indicação do professor Horta foi aprovada pela Comissão de Orientação da Cátedra Memorial da América Latina, em reunião na segunda-feira, 25 de setembro de 2006. Em seguida, nesse mesmo dia, ele foi apresentado aos participantes da cerimônia de adesão da Repsol YPF ao pool empresarial de apoiadores da Cátedra. Resta a liberação formal pela Universidade de Itajubá, MG, onde ele ministra aulas desde 1979 – o que deve ser decidido em breve - para que as atividades em São Paulo comecem.
O tema a ser desenvolvido pelo catedrático com um grupo de bolsistas é o da “Energia” e seu potencial para o desenvolvimento e integração do continente latino-americano. O professor Horta tem dedicado sua carreira à questão energética, tão fundamental para a vida contemporânea quanto repleto de conflitos. Contente com a sua nomeação, ele pretende integrar o Memorial e as universidades paulistas a instituições congêneres da América Latina muito conhecidas por ele. “Temos muito a ensinar e a aprender com elas”, disse.
O professor Horta é um especialista em planejamento energético formado pelo Instituto de Economia Energética, da Fundación Bariloche, instituição argentina na qual, posteriormente, ele lecionou por 16 anos. Seu doutorado, cuja tese defendida na Unicamp versava sobre "Análise do Consumo de Energia na Produção do Álcool de Cana de Açucar", tornou-se uma referência bibliográfica no setor. Veja abaixo um resumo do currículo do professor Horta.
Um dos eixos de sua reflexão é quanto às oportunidades e desafios proporcionados pelo etanol. Com o aumento do preço do barril de petróleo (e sua escassez cada vez mais próxima), o biocombustível torna-se uma opção atrativa. Os EUA, por exemplo, planejam misturar 5% de biocombustível na gasolina. Ora, o Brasil é pioneiro nesse campo, com o Pró-álcool desde os anos 80. “É o trem da história passando”, comentou Sérgio Robles Reis de Queiroz, representante da Secretaria de Ciências e Tecnologia na Comissão de Orientação da Cátedra. Segundo ele, seria vantajoso para o Brasil não apenas exportar mais etanol mas também se tornar um grande fornecedor de tecnologia e equipamentos para outros países que quiserem produzir seu próprio biocombustível.
Em sua fala na solenidade de assinatura do Termo de Cooperação entre o Memorial e a Repsol, o reitor da Unesp Marcos Macari ressaltou que cabe à nossa geração “resolver os problemas energéticos que se avolumam”. Segundo ele, “a América Latina tem a vantagem de ser auto-sustentável no campo energético.”
Créditos:
[Foto Professor Horta ]

Senado Contesta ISTOÉ


Nota de Esclarecimento

A propósito de matéria publicada pela revista ISTOÉ, pags. 34 a 36, edição nº 1930, de 18 de outubro/2006, a Advocacia do Senado Federal esclarece:

1. Não consta do processo de aquisição do contact center do Senado Federal, nenhum "documento falso" como afirma a reportagem. O Senado encaminhou à revista, declarações das empresas NEC e Nortel ratificando participação na pesquisa de preços realizada, além da proposta elaborada pela Siemens do Brasil, cujos valores eram bem acima daquele contratado. O fato de empresas informarem ao Ministério Público não dispor mais dessas propostas não significa, em absoluto, que elas não existiram, pois é praxe entre grandes empresas, depois de um ano, destruir documentos que não resultaram em negócios concretos.

2. Fazer aquisição no serviço público com dispensa de licitação, não é e nem nunca foi crime, conforme insinua a revista. Essa é uma prática prevista em Lei, desde que haja justificativa para tal, como aconteceu com a aquisição do contact center do Senado Federal.

3. No caso da compra desse produto, a dispensa de licitação foi motivada pela extrema necessidade de compatibilização de equipamentos. O Senado tinha já em funcionamento, à época, um sistema de telefonia sofisticado, da marca Ericsson. Qualquer novo equipamento a ser adquirido, como foi o caso do Contact Center, era necessário haver compatibilidade com os equipamentos já em funcionamento. Do contrário, o Senado teria de se desfazer do que já possuía e adquirir tudo completamente novo, coisa que, naturalmente, implicaria custos absurdos.

4. Mas quem tomou essa decisão de optar por uma compra de um contact center compatível com o sistema telefônico já instalado e em funcionamento não foi o diretor-geral do Senado. A decisão foi tomada pela Alta Direção da Casa, após obter parecer favorável da Advocacia Geral do Senado (ADVOSF) e ouvir uma comissão composta por sete membros de diferentes áreas, todos eles funcionários da Carreira do Senado e concursados. Foi essa Comissão que, após análise minuciosa do assunto, concluiu que a melhor aquisição a ser feita, em benefício do serviço público e do Senado, era a de um produto compatível com todo o arsenal de equipamentos já instalados, portanto, da marca Ericsson.

5. Destaque-se, ainda, que o processo de compra foi acompanhado de perto por três áreas técnicas da Casa: a Secretaria de Telecomunicações, a Secretaria de Comunicação Social e o Prodasen, que construíram especificação técnica capaz de atender às necessidades de modernização tecnológica do sistema em operação, melhor atendimento ao cidadão e menor custo para a Administração Pública.

6. Ao contrário do que foi dito na reportagem, o Senado Federal carecia de urgente modernização e ampliação do seu sistema de atendimento ao público. Estudo de "Perfil de Tráfego", da BrasilTelecom, demonstra que 77% das chamadas efetuadas para o Serviço 0800 do Senado, em 2001, não foram atendidas porque as linhas do atendimento estavam sempre ocupadas.

7. O número de 34.871 atendimentos realizados em 2001, citados pela revista, refere-se apenas às chamadas que geraram registro no sistema. Esse número não inclui as chamadas com pedidos de informações, que foram respondidas diretamente pelo atendente no momento da ligação. No total, estima-se que o Serviço 0800 recebeu cerca de 120 mil ligações no ao de 2001.

8. Inicialmente, foi realizada pela Subscretaria de Compras do Senado, em 2002, uma pesquisa com várias empresas, a fim de certificar-se de que estava comprando os equipamentos compatíveis, sim, mas a preço de mercado. Essa primeira pesquisa, à qual responderam cinco empresas, consta integralmente do processo. Dessas, duas não atendiam integralmente às especificações. O menor preço daquela pesquisa, e que atendia às especificações, era de R$ 3,3 milhões, da empresa Damovo; o segundo menor, era de R$ 4,1 milhões, da Sonda; e o terceiro, de R$ 4,4 milhões, da Phonoway, portanto, todas muito acima dos R$ 500 mil citados na Reportagem.

9. Numa segunda etapa, o Senado decidiu ampliar a capacidade de atendimento do contact center, de 20 postos de atendimento, para 50 e realizou, então, uma segunda pesquisa de preços para equipamentos com essa maior capacidade. Das 20 empresas procuradas, apenas quatro responderam. Deve observar-se que o valor final de aquisição dos equipamentos é rigorosamente proporcional aos valores constantes da primeira pesquisa, integralmente preservada nos autos, o que demonstra absoluta lisura e compatibilidade com os preços de mercado.

10. O Senado Federal acha muito estranho que os repóretes da Istoé não tenham aproveitado nenhuma das dezenas de informações que lhes foram prestadas de forma ampla e detalhada por mais de duas horas e meia de entrevista com funcionários qualificados desta Casa.

11. Do mesmo modo, ressalta que os repórteres induziram os leitores da revista a uma visão equivocada da realidade, ao fazerem uso de facssímile extraído de um relatório da Secretaria de Controle Interno do Senado referente a um outro processo, e não ao da compra do Contact Center, que é o foco da matéria.

12. A bem da verdade e em respeito aos leitores de ISTOÉ, é preciso também esclarecer que um dos repórteres que assinam a matéria, precisamente o jornalista Hugo Marques, já ocupou cargo de Comissão no Senado, recentemente, tendo o seu ato de desligamento sido assinado, nos termos regimentais, pelo Diretor-Geral do Senado.

13. No que se refere às declarações do Sr. Adolfo Rodrigues, bastaria aos repórteres munirem-se das especificações dos equipamentos, constantes do processo, e realizar sua própria pesquisa de preços, para constatar que ninguém venderia o mesmo equipamento por R$ 500 mil, como o tal vendedor alega. Poderiam, também, ter comparado o que o Senado gastou com o que gastaram outros órgãos públicos na instalação de contact center. Reportagem investigativa dá trabalho, se o que se quer é divulgar a verdade.

14. A Advocacia do Senado, por fim, comunica que está estudando as vias judiciais cabíveis, visando reparar os danos causados pela reportagem.


Brasília, 14 de outubro de 2006.
Alberto Cascais [foto]
Advogado Geral do Senado

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Mortes nas estradas superam último feriado

O número de acidentes nas estradas neste feriado prolongado foi 48% maior do que o registrado no último feriado, de 7 de setembro.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram 1.040 acidentes com 64 mortes desde a última quinta-feira, enquanto que no feriado anterior foram 1.012 acidentes com 45 mortes. O Estado com maior número de acidentes foi Minas Gerais, com 210. Entre a 0h de quinta-feira e a meia-noite de domingo a Polícia Rodoviária Federal registrou 119 feridos e 22 mortos. De acordo com a Globonews, um dos acidentes mais graves foi em Governador Valadares, no oeste do Estado, onde sete pessoas morreram e três ficaram gravemente feridas. Dois carros colidiram em sentidos contrários depois que um dos motoristas tentou uma ultrapassagem em local proibido.

sábado, 14 de outubro de 2006

Diário dum Carroceiro"

Diário dum Carroceiro", monólogo escrito por Sebastião Nicomedes, e está em cartaz no Teatro Fábrica São Paulo, desde sete de outubro, com o ator Antonio Carlos de Niggro e direção de Iara Brasil.Estréia neste dia 07 de outubro no Teatro Fábrica São Paulo o espetáculo Diário dum Carroceiro, com o ator Antonio Carlos de Niggro e direção de Iara Brasil.

O monólogo é o primeiro na nossa dramaturgia escrito por uma pessoa em situação de rua, Sebastião Nicomedes. Esta produção do CAAC - Centro de Artes Alternativas e Cidadania, ONG sem fins lucrativos, fundada em 2000 e presidida por Max Mu - é resultante do seu processo de inclusão social através da arte com a População de Rua. A peça escrita por Sebastião Nicomedes, que hoje vive em uma locação provisória (projeto da prefeitura para a população de rua), é um monólogo que narra a rotina de um carroceiro nas ruas do centro de São Paulo durante o período das festas de fim de ano, sua crítica política a partir de seus próprios conflitos para a sobrevivência trazem ao público o olhar da cidade por aqueles que não tem acesso aos bens urbanos.

Pontuado com traços de humor, o texto conduz o espectador através desta dura realidade: a reflexões sobre o nosso pão, nosso suor e o nosso trabalho na nossa cidade.O autor escreveu em 2003 uma peça chamada Bonifácil Preguiça, com pessoas dos albergues, o CAAC o apoiou na supervisão de direção da montagem na qual todos os atores eram integrantes das oficinas de teatro. Sebastião também participou de outras montagens da ONG em 2003 e 2004. Em 2005, deu oficinas de Arte Com Sucata em escolas municipais.

Teatro Fábrica São PauloRua da Consolação 1.623 – Próxima ao metrô Consolação.Sábado às 19h e Domingo às 18hR$ 30,00Vendas antecipadas por diariodumcarroceiro@caac.com.br

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Instituto do Ceará ganha acervo documental

Instituto do Ceará Muitos sabem das belezas naturais, do bom humor e da arte dos cearenses. Mas o legado e a importância histórica do estado ainda são temas pouco conhecidos entre os brasileiros.

O Instituto do Ceará, criado há 119 anos, de lá para cá, a organização conseguiu muitas vitórias. Cerca de 40 pessoas passam diariamente pelos corredores do casarão de estilo neoclássico em Fortaleza, onde funciona a sede do Instituto, para fazer pesquisas, estudar em uma das três bibliotecas e aprender mais sobre a cultura cearense.Na segunda-feira, a quinta mais antiga instituição do gênero no país comemora mais uma façanha: o término do projeto de organização do acervo documental do Instituto. ‘‘Foi um trabalho grandioso, que vai culminar na distribuição de 10 mil CD-ROMs para organizações culturais e bibliotecas universitárias do país’’, destaca o presidente da instituição, Eduardo Campos. Dividido em dois volumes, o material contém edições digitalizadas de 127 revistas editadas entre os anos de 1887 e 2005 pela instituição. Os 3 mil artigos feitos por sócios e estudiosos da região falam sobre assuntos históricos, antropológicos e geográficos do Ceará. ‘‘Considero que as publicações contém o supra sumo da história do estado. São aproximadamente 1 bilhão de palavras e 50 mil páginas que revelam toda a caminhada desse lugar tão rico’’, afirma Campos. O material também estará disponível na próxima semana na página do instituto na internet. ‘‘É uma maneira de tornar o conteúdo acessível às pessoas de todas as regiões do país. Mesmo assim, basta entrar em contato conosco que enviamos o material do CD ROM por correspondência para qualquer lugar do Brasil, sem custo algum’’, garante o presidente. O trabalho de digitalização das revistas foi feito em parceria com alunos do curso de história da Universidade Federal do Ceará. ‘‘Eles se apaixonaram pelo serviço. O sentimento de realização invadiu todos ao término da missão. É muito emocionante sentir que o nosso trabalho contribuiu para a perpetuação da história’’, diz Campos.Os estudantes também contribuíram para organização de 56 pastas com documentos do Barão de Studart, que permaneceram por 40 anos inacessíveis ao público. ‘‘Quando assumi a presidência do Instituto, em 2003, me deparei com esse importante acervo trancado em uma sala. Como o objetivo da nossa organização é aproximar a história do Ceará das pessoas, criei o projeto com a intenção de resgatar os documentos do Barão, um dos fundadores do Instituto’’, conta Campos. O Barão Guilherme Stuart era médico, historiador e vice-cônsul do estado do Ceará. Participou ativamente do movimento abolicionista do estado e dedicou-se à caridade e filantropia. ‘‘Tudo o que sabemos sobre a história é resultado dos esforços e do trabalho do Barão’’, afirma. Além do acervo de documentos, o material histórico conta com 5 mil cartas escritas pelo vice-cônsul.ResgateUm dos maiores estudiosos da história do Ceará, Capristano de Abreu também mereceu destaque no projeto de organização do acervo documental. Foram catalogados, por assunto, 1.200 livros e 800 cartas, a maior parte inédita. ‘‘O ponto alto do trabalho foi, sem dúvida, a ordenação, seleção e agendamento do material por assuntos, providência que torna mais fácil a localização dos temas de maior interesse’’, destaca Campos. Seis livros de ata da Província do Ceará, referentes aos séculos 18 e 19 foram fotografadas e armazenadas em CD, para uso nas bibliotecas do Instituto. O acervo estará disponível a partir do dia 15 de outubro. ‘‘São atas que relatam reuniões e podem nos acrescentar muito em conhecimento sobre o Ceará provincial’’, garante o presidente, responsável pela coordenação e desenvolvimento do projeto.Para ele, o trabalho feito no Ceará deve servir de exemplo aos outros estados. ‘‘A gente precisa valorizar o que temos de interessante na comunidade onde vivemos. É um trabalho de resgate, que pode ser usado como modelo para outras pessoas dispostas a colaborar para a perpetuação da história’’, afirma Campos, pela segunda vez presidente do Instituto Ceará. ‘‘Nosso empenho foi tão grande que, após a aprovação do projeto pelo Ministério da Cultura (Minc), terminamos o trabalho em 6 meses’’, conta. A disposição parece ser a grande amiga deste cearense de 83 anos. Apaixonado por leitura (garante que lê 3 livros por semana), Eduardo Campos trabalha com comunicação social desde 1944. Começou como locutor de rádio, foi presidente da Associação Cearense de Letras por 10 anos e o primeiro diretor de televisão do Ceará. Como escritor publicou 68 livros, entre romances, peças de teatro, ensaios, biografias, memórias e livros de folclore. Sua peça A rosa do Lagamar foi representada mais de 500 vezes. Orgulhoso do projeto de organização do acervo, Campos está ansioso para iniciar um novo trabalho: a instalação do Museu de História Barão de Studart. ‘‘Já conseguimos apoio financeiro. Agora, é só esperar a aprovação do Minc e colocar a mão na massa’’, diz o presidente.O projeto, feito pela cubana Lídia Sarmento Garcia, é de um museu iconográfico, onde o visitante pode interagir com o acervo. ‘‘Inaugurar o museu é o meu grande sonho. Será algo inovador e moderno, que vai agregar ainda mais valor ao Instituto’’, garante Campos.
www.diariodenatal.dnonline.com.br

Um Legião em turnê

Após dez sem Legião Urbana, o seu guitarrista Dado Villa-Lobos, 41 anos, dá início a turnê do CD solo "Jardim de Cactus" lançado no final de 2005.

A turnê começou dias 7 e 8, no Rio de Janeiro, nas Lonas Culturais de Vista Alegre e Anchieta. O show terá a participação de nomes influentes como Paula Toller, Paralamas do Sucesso, Toni Platão e Fausto Fawcett. A música que dá nome ao título do CD de Dado, é de autoria de Paula Toller que também o acompanha na canção. Além das músicas novas, como "Como te gusta", homenagens para Legião Urbana não faltarão. O disco começou a ser produzido há quatro anos, e segundo o músico, este é o pior momento da indústria fonográfica brasileira, que deixa para o DVD a missão de salvador da pátria. O disco não tem apelo popular, ou seja, precisa de várias audições para entendê-lo. Enquanto preparava seu CD, ele também dedicava-se a produzir bandas de rock para seu selo Rock It! e compor trilhas sonoras para filmes como "Buffo & Spallanzani", "O homem do ano" e para a minissérie "Mandrake". Através do site oficial do artista ( www.dadovilla-lobos.com.br ) é possível baixar o disco "oficial" gratuitamente pela internet, com direito a capa e making of das gravações dos filmes. A turnê começou dias 7 e 8, no Rio de Janeiro, nas Lonas Culturais de Vista Alegre e Anchieta, segue para São Paulo, dia 18/10, no Studio Sp, lançamento do CD e do DVD, dia 26/10, no Atitude - Rio de Janeiro e dias 03 /11 - Itaúna e 04/11 Belo Horizonte, à confirmar, estas duas últimas.

sábado, 7 de outubro de 2006

Bienal 2006 Edição tenta fazer reflexão sobre vidas coletivas


A 27ª Bienal de São Paulo inicia em 7 de outubro e segue até o dia 17 de dezembro no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, na abertura autoridades com Cláudio Lembo, governador do Estado, Gilberto Kassab - prefeito, ministro da Cultura, Gilberto Gil e o presidente da Fundação Bienal, Manoel Costa.

Para este ano o tema escolhido para mostra é "Como Viver Junto". Segundo curadoria, o tema foi inspirado em seminários de Roland Barthes (1975-1980), da década de 70, para o Collège de France, propondo uma reflexão sobre a vida coletiva em espaços compartilhados. Com a participação de 118 artistas, o evento não apenas contará com a mostra expositiva, terá também a quinzena de filmes e seminários. Os curadores viajaram pelo mundo em busca dos artistas que melhor representam ideais e conflitos da vida contemporânea nestes espaços. E decidiram que esta Bienal teria menos artistas e mais obras de cada um. Outro resultado destas viagens é que o sistema de representações nacionais - em vigor desde a primeira bienal em 1951 e no qual cada país podia indicar um artista para a mostra - foi eliminado. Outro eixo conceitual da Bienal é o "Programa Ambiental" do artista Hélio Oiticica, um conjunto de textos e práticas. Não há em exibição obras do artista mas tenta valorizar sua teoria inventiva. A Bienal 2006 também reconhece o trabalho do artista Marcel Broodthaers, retomando suas reflexões e refletindo sobre temas-chave, como: para quem o artista produz?

A Quinzena de Filmes da Bienal conta com 39 filmes do mundo todo em um cinema fora do pavilhão. Um dos destaques é a estréia mundial de Andarilho, do artista mineiro Cao Guimarães. Também estréia oficialmente na Quinzena o longa Saudi Solutions, da cineasta Bregtje van der Haak.Dez artistas do mundo todo participaram do programa de residências artísticas da 27ª Bienal de São Paulo, vivendo de um a três meses em três pontos do país: Rio Branco (AC), Recife (PE) e em São Paulo. Acima a obra do italiano Francesco Jodice, São Paulo City Tellers. O evento também tem outras ramificações, como uma série de seminários que começou em janeiro, palestras e fóruns de discussão e a publicação de quatro livros com projetos gráficos de vários artistas.

Histórias conjuntas, assim é o MAM e a Bienal
Filhos do mesmo pai, e uma vida, conturbada, em comum. Já era mais do que hora de realizar uma releitura de porte do acervo do museu concomitantemente à grande mostra internacional que tornou-se mais conhecida do que a instituição que a criou.
Olhando ao mesmo tempo para a instituição e para a produção artística desenvolvida ao longo dessas várias épocas, a exposição MAM na Oca, inaugurada na segunda-feira,2, no Parque do Ibirapuera, que propõe uma leitura muito particular da arte brasileira. Com cerca de 700 obras realizadas a partir de 1968 - período em que o museu recomeça a constituir um acervo, tentando superar a fase de crise iniciada depois que Ciccillo Matarazzo decide doar a coleção do MAM para o Museu de Arte Contemporânea da USP - e dando ênfase nas obras compradas após o ano de 1995. A exposição trabalha com vários eixos paralelos, onde a produção artística brasileira não é a apenas vista como uma sucessão cronológica, uma evolução natural entre as várias escolas predominantes, porém, em função de algumas questões que os curadores Tadeu Chiarelli, Felipe Chaimovich e Cauê Alves identificaram como relevantes para se pensar a recente produção nacional.
Há uma evidente associação entre a arquitetura do espaço expositivo e as peças selecionadas. O subsolo, por exemplo, abriga obras associadas com a idéia de ´subconsciente´, trabalhos que tentam fugir de leituras hegemônicas da história da arte. São 200 obras nesse segmento, assinadas por artistas como Regina Silveira, Nelson Leirner, Oswaldo Goeldi, Waltercio Caldas e Miguel Rio Branco. Conforme vamos subindo em direção à cúpula arredondada da Oca, vamos sendo apresentados a núcleos que trabalham com a relação entre arte e espaço urbano - com grande ênfase sobre a fotografia -; e com questões essenciais da arte moderna como linguagem, forma e espacialidade. Ao final, há um espaço dedicado a artistas de ponta da produção contemporânea, que vem obtendo grande destaque no circuito internacional mas que ainda não são conhecidos do grande público, como o baiano Marepe. Artista que, aliás, promete ser uma das atrações nacionais na vizinha Bienal.[Francisco Martins]