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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Geórgia Kyriakais – perfil

Geórgia Kyriakakis nasceu em Ilhéus, Bahia, em 1961. É formada em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado, mestre e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo. Participou do projeto de formação ‘A Produção Refletida’, da Secretaria de Estado da Cultura (1991), e dos programas de residência artística 'Faxinal das Artes' (2002), e 'Brazilian Project' (1995), do European Ceramic Work Centre, na Holanda. Em 1991 e 1992 obteve o Prêmio Brasília de Artes Plásticas nos 12º e 13º Salões Nacionais de Artes Plásticas de Brasília.
Em 1994-1995 participou da mostra ‘Espelhos e Sombras’, nos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Em 1995 foi convidada para a Bienal Internacional de Santos, e em 1996, para a 23ª Bienal Internacional de São Paulo e para as exposições ‘Beelden uit Brazilie’, no Stedelijk Museum de Schiedam, e ‘De Huit Van Witte Dame’, ambas na Holanda. Em 1997, participou da terceira edição do Projeto de Intervenções Urbanas ‘Arte/Cidade’, em São Paulo. Em 2001 foi premiada no projeto ‘O Artista Pesquisador’, do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), e em 2002 recebe a Bolsa Vitae de Artes e participa da exposição ‘Caminhos do Contemporâneo’, no Paço Imperial (Rio de Janeiro).


Em 2004 suas obras integram as mostras ‘São Paulo – 450 Anos’, no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo), ‘Novas Aquisições: 1995-2003’, no Museu de Arte Brasileira (São Paulo) e ‘Heterodoxia’, na Galeria Artco (Lima, Peru). A editora espanhola Dardo lançou, em conjunto com o Gabinete de Arte, uma monografia sobre seu trabalho em 2008, por ocasião da ‘Arco 2008’, em que o Brasil foi o país convidado. O Gabinete de Arte Raquel Arnaud representa seu trabalho desde 2001. [Leia e veja exposição da artista em www.formasemeios.blogs.sapo.pt


Fonte: Márcia Marques
Informações para a imprensa:
Canal Aberto – 11 / 2914 0770 / 3798 9510 / 9126 0425
http://www.canalaberto.com.br/

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Os talentos de Prévert

Se há alguém multimídia, é ele. Sua contribuição em cada uma das mídias é notável.



Jacques Prévert foi um poeta e roteirista francês cujo nome é quase um verbo em seu País. Em 1946 lançou com sucesso uma coletânea de poesias, Paroles. A partir daí torna-se um grande poeta popular, graças à sua linguagem familiar, e grande senso de humor. Tinha um modo muito especial de jogar com as palavras. Seus poemas são estudos obrigatórios em todas as escolas francesas e em algumas do mundo, conquistando o reconhecimento internacional. Como roteirista, Jacques Prévert ironiza os usos e costumes, o clero, a igreja. Criou roteiros e diálogos de grandes filmes franceses pertencentes à escola do realismo poético, realizados em sua maioria por Jean Renoir e Marcel Carné. Como compositor escreve "Les Feuilles Mortes" [As Folhas Mortas], que foi muito famosa em seu tempo, na voz de Ives Montand e Edith Piaf. Nat King Cole, Juliette Gréco também gravaram sua bela composição. Depois, Serge Gainsbourg fez uma música chamada "La chanson de Prevért" que faz referência à canção citada.

Apaixonado pela cidade

Durante toda sua vida Prévert manteve uma extraordinária cumplicidade com Paris. Era profundo conhecedor das passagens secretas da capital francesa, como os Grandes Boulevard. Transitava muito bem entre operários, escritores da Saint-Germain-des-Près e os pintores de Montmatre. Assim, aos poucos ele ia plantando a essência de sua poesia no coração de Paris e de seus habitantes. Era como se ele buscasse sempre aquela cidade e os Jardins de Luxemburgo que embalou sua infância. Infância dos vários Prévert que compõem o itinerário de um artista engajado como poucos. Tudo em prol de sua Paris e de seus habitantes.

Engajado

O artista multimídia Jacques Prévert nasceu em 4 de fevereiro de 1900, em Neuilly-sur-Seine, França, onde passa a sua infância. Seu pai, André Prévert, um crítico de dramaturgia, leva-o sempre ao teatro e sua mãe, Suzanne Catusse, o inicia na leitura. Aos 15 anos consegue o certificado de estudos básicos e sai da escola e começa a fazer pequenos trabalhos. Convocado para o serviço militar, então, vai para Saint-Nicolas-de-Port, onde encontra Yves Tanguy, antes de ser enviado para Istambul, conheceu também Marcel Duhamel. Em 1925, integrou-se ao movimento surrealista, grupo formado por M. Duhamel, Raymond Queneau, Yves Tanguy e Prévert. Mas, Prévert com seu espírito independente não consegue permanecer por muito tempo no grupo. Era inquieto, características de um artista que foi engajado e libertário como poucos. Mantinha amizades importantes com Juan Miró, Alexander Calder e Pablo Picasso, com quem brincava “você é um cineasta só não sabe filmar’, dizia Prévert. Por sua vez Picasso retrucava “Você é um grande pintor mesmo não sabendo pintar e desenhar”. Mas ambos sabiam que as colagens de Jacques Prévert eram extraordinárias, com riquezas de detalhes , criatividade e humor.
Sua inquietação o levaria a mais um ofício, escrever para teatro. Ele começa a escrever peças para teatro, mais especificamente para o grupo Outubro, nos anos 30. Seus textos gerariam agitação social na França. Em 1933, ele viajou para Rússia e ao retornar torna-se um militante de causas radicais. Segundo um catálogo de exposição, quando desembarcou em Paris deu de cara com um grupo de operários da Citröen que preparavam uma greve para aquele mesmo dia. Pediram-lhe um texto e ele atendeu no mesmo instante sem pestanejar.

Vira roteirista

Sua parceria com Marcel Carné rendeu a cultuada série chamada de ‘realismo’. Escreveu grandes filmes franceses realizados entre 1935-1945, todos eles considerados obras-primas do realismo poético francês. Entre eles um curtametragem ‘ Paris Express’, 1828, Drôle de Drame, Le Quai des Brumes, Hotel du Nord, Le Jour se Lève, Les Enfants du Paradis [O Boulevard do Crime - 1945] de Marcel Carné. Seus poemas são transformados em música por Joseph Kosma, Les Feuilles Mortes [Folhas Mortas]. Em 1.946 ele deixa o cinema e orienta-se para a literatura.
O legado do artista exposto no Hotel de Ville, centro de Paris, até 28 de fevereiro de 2009, dá uma visão de que ele não se fixou em dogmas ou rótulos. Era um libertário de si mesmo. Prévert faleceu aos 77 anos, em 11 de abril de 1977, de câncer do pulmão.

[Reportagem de Francisco Martins publicada na versão impressa de http://www.boston.com/ , domingo 22/02/09, com 1,6 milhão de exemplares.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Cândido Portinari: telas a 1 cruzeiro

Conheça a história das telas de Cândido Portinari que estão sendo comidas pelos cupins.

No ano de 1953 o artista se envolveu em uma polêmica com o bispo d. Luis Mousinhos e o cônego Sarmento da Igreja matriz de Batataes, interior paulista. Tudo aconteceu por causa das cláusulas e valores dos quadros que seriam pintados por Portinari, entre eles "Fuga para o Egito", e a Via Sacra", sendo um total de 14 obras, cujo valor simbólico de cada uma era de 1 cruzeiro, um total de 14 cruzeiros. A escritura assinada para doação das obras, continha cláususlas como por exemplo: 1- nenhum quadro deveria sair da Igreja, 2- que nenhuma das obras venham ser alienada, hipotecada ou transferida, seja a que título for. 3 - que sobre elas não caiam gravames de qualquer espécie ou natureza. 4- que ainda seja impenhoráveis, 5 - que outrosim, que os aludidos quadros número dois e cinco ao estipulador para antiga donatária. Uma outra, de nº 7, diz: que neste caso, passarão eles à exclusiva propriedade do município de Batataes como patrimônio comum de seu povo.

O então padre, Mário da Cunha Sarmento, era oposto à contratação do pintor para decoração da matriz, e não retrocedeu de imediato; continuou a combater sua tese até poucos dias antes da cerimônia. Segundo o Pe " quando os fiéis souberam que Portinari iria fazer as telas da Igreja todos ficaram revoltosos", disse Pe Sarmento. Nessa época, Portinari já era conhecido pelos críticos da capital, mas a população conhecia somente sua obra da Pampulha e pelos reclames políticos ao senado e que era um comunista. A repulsa dos fiéis até que tinha procedimento; Portinari era acusado de inimigo da civilização cristã e materialista. O painél São Francisco, feito para capela da Pampulha - BH, fez com que a igreja o condenssse. Mas pouco a pouco os mal entendidos foram sendo desfeitos, disse o Pe. Sarmento.

Suas paisagens muito estilizadas não eram também bem vistas, pois usava linhas rígidas, onde os rochedos davam impressão de serem cobertos com um pano. Porém, para finalizar este "mal entendido"o Pe. precisava reconhecer o talento de Portinari. Isso ele só fez depois que duas revistas norte-americanas lá estiveram para realizar reportagem das obras, onde ele foi cicerone. [Foto por Antônio Pirozelli]Tinha outro segredo neste embrólio formado entre a Igreja e o pintor? aparentemente, sim. Na verdade as obras custaram 1 milhão de cruzeiros pelo conjunto. Os valores eram sigilo absoluto, mas o Jornal Folha da Noite, teve acesso em primeira mão e divulgou. [Francisco Martins ]

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Arte da América Latina no Instituto Tomie Ohtake

Femsa, empresa mexicana de bebidas apresenta seu acervo formado por nomes consagrados daquele país.

Uma coletiva com nomes consagrados das artes plásticas da América Latina está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, e tem como destaque a arte mexicana. São 40 obras do acervo da Femsa, empresa líder em bebidas no México, situada em Monterrey. "Latitudes: Mestres Latino-Americanos" toma como base a derivação dos grandes modelos de vanguarda. A mostra está organizada em núcleos centrais que representam as principais escolas e gêneros do século XX, como o muralismo, surrealismo e o cubismo, expressionismo e retrato.
A mostra apresenta o lado mais sensível da produção dessas regiões da América Latina, com destaque para os mexicanos [afinal a fábrica de bebidas está pagando]Diego Rivera [tela histórica cubista de 1914], Frida Kahlo, com a obra Mi Vestido Cuelga aquí, que tece uma árdua crítica a cultura norte-americana. Siqueiros, Orozco e Tamayo, Pedro Figari, Wilfredo Lam, Jesus Soto, Armando Reverón, Fernando Botero e Torres Gracia participam da mostra. Os brasileiros presentes a exposição Iberê Camargo e Arcângelo Ianelli. A curadoria é de Rosa Maria Rodrigues Garza.


Latitudes: Mestres Latino-Americanos
Instituto Tomie Ohtake - São Paulo
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros
Das 11h00 às 20h00 [Não abre seg].
De 11/02 à 5/04 - Grátis

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Exposição IV Centenário TJBA

Exposição Itinerante comemorativa ao IV Centenário do Judiciário inclui Portugal no roteiro.


O Tribunal de Justiça Brasileiro completa 400 anos e em seu currículo não consta nenhuma decisão que sirva de marco na história. Muita corrupção, disputa por altos salários e corporativismo são os pontos a serem realçados neste IV Centenário.


A Exposição Itinerante comemorativa aos serviços judiciários no Brasil percorrerá dez capitais brasileiras e até dezembro chegará a Portugal. As primeiras peças fotografadas foram a urna, os tinteiros e outros objetos históricos. O fotógrafo Gláucio Dettmar é o responsável pelos registros fotográficos que comporão a mostra. Além de farta memorabilia, documentos, inclusive o original da ata de instalação do Tribunal de Relação do Estado do Brasil, em 7 de março de 1609. O trabalho se estende até o interior do Estado baiano, especialmente a cidade de Cachoeira. A exposição será aberta em Salvador e depois segue para Brasília e demais capitais pela ordem de instalação dos tribunais estaduais. Antes de dezembro deverá chegar em Lisboa, Portugal. A mostra será aberta dia 7 de março, no Tribunal de Justiça da Bahia, às 10 horas com lançamentos de selo e carimbo relativos à data. Às 11 horas, também acontece a inauguração do prédio anexo ao do Tribunal e, às 19 horas, a sessão especial no Fórum Ruy Barbosa. O evento contará com a presença das autoridades representantes das cortes de Portugal e do Uruguai; o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.
Bahia abrigou o primeiro Tribunal de Justiça do Brasil
O Quarto Centenário do primeiro Tribunal do país, 1609, foi instalado na Bahia, e tinha Pero Borges como ouvidor-geral. Magistrado de carreira, chegou ao Brasil em 1549, na companhia de Tomé de Souza. Geralmente, as decisões dos ouvidores não comportavam recursos. Coube ao ouvidor a organização inicial da Justiça brasileira, criar os juízes leigo, ordinários, eletivos, os juízes de fora, os juízes de vintena e os juízes de órfãos. No período do descobrimento do Brasil, vigoravam as Ordenações Afonsinas em Portugal, o mais antigo código da Europa. Em 1604, foi criado em Lisboa o Conselho da Índia, que era responsável pela solução das questões ocorridas no Brasil, e posteriormente, o Conselho Ultramarino [Fazenda], a Mesa de Consciência e Ordens [Igreja, defuntos e ausentes] e o Desembargo do Paço [magistratura]. O rei Felipe II de Portugal e Espanha, que formavam a União Ibérica, se interessou na criação de um órgão colegiado nas colônias, e assim nasceu o Tribunal de Relação da Bahia, criado em 1587, mas fora instalado somente em 7 de março de 1609. O TRBA contava com dez desembargadores, bacharéis em direito, todos nomeados pelo rei, serviam em cada Relação pelo período de seis anos. O Tribunal de Relação do Brasil era assim composto: um ouvidor-geral, um chanceler, três desembargadores dos Agravos e Apelações, dois desembargadores extravagantes, um juiz dos Feitos da Coroa, Fazenda e Fisco, um procurador dos Feitos da Coroa, Fazenda e Fisco, que acumulava a função de Promotor Público e um Provedor dos Defuntos e Resíduos, além do relator e revisor dos votos proferidos, que antes disso funcionava apenas a justiça de primeira instância e eventuais recursos deveriam ser encaminhados para a Relação de Lisboa.

Acúmulo de processos é histórico

O governador tinha o poder de intervenção na Relação e se servia dela como órgão consultivo para assuntos administrativos e políticos. D. João VI, em 12 de setembro de 1652, assinou Carta Régia reinstalando a Relação da Bahia com oito desembargadores. As dificuldades para acesso aos recursos na Bahia provocaram a criação da Junta de Justiça do Pará, 1758, que era composto de um governador da província, o ouvidor, um intendente, um juiz de fora e mais três vereadores. Entretanto, antes, em 1734, já tinham começado as reivindicações e articulações para criação de uma Relação no Rio de Janeiro; e, através de Alvará assinado por D. José I, foi instalada a Relação do Rio de Janeiro, em 13 de outubro de 1751. A nova Relação tinha jurisdição sobre Minas Gerais e as Capitanias do Sul do Brasil e destinou-se a desafogar o acúmulo de processos na Bahia. Segue-se, em 1812, a instalação de mais Relações, a do Estado do Maranhão e a Relação de Pernambuco, 1821. Assim, tornou-se mais complexa a inexistência de um Tribunal de Recursos no Brasil, depois da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão; pois D. João, através de Alvará datado de 10 de maio de 1808, transforma a Relação do Rio de Janeiro em Casa da Suplicação [ João Ignácio da Cunha, o regedor, Decreto 848 da Justiça Federal denominou STF, em 1890]. Criou-se ainda o Desembargo do Paço e o Conselho Supremo Militar e de Justiça, em 1º de abril de 1808.

“Inchaço da máquina pública”

O Estado da Bahia perdera o título de Relação do Brasil, mas permanece com a Relação do Estado. No ano de 1873, através de um Decreto n* 2.342, foram criados mais sete tribunais de Relação: Relação da Corte para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, composto por 17 desembargadores; Relação da Bahia, para Bahia e Sergipe, 11 desembargadores; Relação de Pernambuco para Pernambuco, Paraíba e Alagoas, 11 desembargadores; Relação do Maranhão e Piauí, Relação de São Paulo, incluindo Paraná, Relação de Minas Gerais, Relação do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Relação do Pará, Amazonas, a do Ceará, Rio Grande do Norte, cada uma com sete desembargadores; exceto Relação do Mato Grosso e a Relação de Goiás, cada uma com cinco desembargadores. À Casa de Relação da Bahia, seguiu-se, já depois da Constituição de 1891, o Tribunal de Apelação e Revista da Bahia, instalado no ano de 1892. [Gláucio Dettmar, foto site Conselho Nacional de Justiça].

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

25 sucessos de Carmen Miranda

Se estivesse viva completaria 100 anos hoje, 9/02/09. Em comemoração, discos e exposições no Rio de Janeiro. Entre as 281 gravações de Carmen Miranda no Brasil algumas não podem faltar. Um um terço do que ela gravou foi sucesso retumbantes. As 25 indicadas são indispensáveis em uma boa discoteca.
Faixas como essas e outras podem ser ouvidas no site http://www.carmen.miranda.nom.br/

“Dona Balbina “[Josué de Barros - 1929 - samba]
“Pra Você Gostar de Mim” -Taí [ marchinha de Joubert de Carvalho - 1929]
“Chegou a Hora da Fogueira” [marchinha de Lamartine Babo - 1929]
“Alô, Alô” [samba de André Filho - 1933]
“Na Batucada da Vida” [Ary Barroso e Luiz Peixoto - samba de 1934]
“Isto é lá com Santo Antônio” [Lamartine Babo - marchinha - 1934]
“Primavera no Rio” [João de Barro - 1934, marchinha]
“Minha Embaixada Chegou” [Assis Valente - samba - 1934]
“Tic-Tic Taque do meu Coração” [samba de Alcyr Pires Vermelho e Walfrido Silva - 1935]
“Adeus, Batucada” [ Sinval Silva - samba de 1935]
“Cantoras do Rádio” [ João de Barro/Alberto Ribeiro e Lamartine Babo - marchinha]
“No Tabuleiro da Baiana” [ Ary Barroso, batuque de 1936 ]
“Balance” [ João de Barro, marchinha de 1936]
“Cachorro Vira-Lata” [Alberto Ribeiro -samba-choro]
“Fon-Fon” [João de Barro e Alberto Ribeiro - 1937 -samba]
“Camisa Listrada” [Assis Valente - samba choro de 1937]
“...E o Mundo Não se Acabou” [Assis Valente, 1938 - samba-choro]
“Boneca de Pixe” [Ary Barroso / Luiz Iglésias - 1938]
“Na Baixa do Sapateiro” [samba-jongo de Ary Barroso, 1938]
“O Que é Que a Baiana Tem” [Dorival Caymmi - samba - 1938]
“Uva de Caminhão” [ Assis Valente - samba de 1938]
“Voltei pro Morro” [ Vicente Paiva e Luiz Peixoto - 1940 , samba]
“Disseram que Voltei Americanizada” [ Vicente Paiva, Luiz Peixoto - samba de 1940]
“Recenseamento” [Assis Valente - samba , 1940]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

"Concrete Blonde"

Telas e colagens sobrecarregadas de cores fortes, especialmente a pink poderá tornar o artista conhecido como o de 'assinatura' pink.

A Galeria Nara Roesler apresenta a primeira mostra individual do artista plástico Rodolpho Parigi que faz releituras de obras de Hélio Oiticica, em cores vibrantes. O rosa-choque utilizado pelo artista tanto nas colagens quanto nas pinturas é de doer os olhos. O artista confessa que para produzir os nove desenhos e quatro telas para a mostra, ficou um bom tempo usando óculos escuros. Parigi faz parte de uma nova safra da pintura e desponta como um dos nomes mais bem-sucedidos dessa geração. Pertencente ao grupo de artistas denominados de 2000 e oito, com nomes como Marina Rheingantz, Ana Prata e Bruno Dunley, ambos atualmente representados por grandes galerias paulistanas.
Parigi faz releituras em colagens da obra " Metadilemas", de Oiticica, onde a cor pink rasga através das frestas um verde feito com caneta marca-texto. Já a tela homônima à mostra, em um efeito cítrico o rosa dá o ritmo e tom. Para não deixar tudo moderno demais, o artista dá um passo atrás e se utiliza de pigmento moído, misturado como nos ateliês renascentistas, e aplica em telas de linho, uma técnica bem antiga na pintura. Apesar de deixar esta fresta em aberto na sua arte, Rodolpho Parigi corre um sério risco de ser identificado com o artista de 'assinatura pink'.

"Concrete Blonde"
Av. Europa, 655
[11] 3063-2344
Seg. a sex., das 10h às 19h00
Sáb. das 11h às 15h00
De 6 -2 à 14- 03
Grátis

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

FotoContexto 2008

Exposição com as 85 imagens mais marcantes do fotojornalismo de 2008, traduzem a frase " uma imagem vale por mil palavras".

A mostra "Foto contexto 2008: 4* Mostra Anual de Fotojornalismo" é uma seleção das 82 melhores fotografias escolhidas entre quase 300, agrupadas em painéis em 82 painéis s organizada pela ARFOC [Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Esatdo de São Paulo]. É uma retrospectiva dos principais fatos que sugere o público interpretar conforme suas mentes, sem interferência de um texto.São 82 profissionais de diversos veículos cada um com seu momento especial seja de tristeza ou dificuldade assim como passagens mais leves do ano de 2008. Entre as imagens conquistas das Olimpíadas na China, [Maurren Higa Maggi], um barco entre espumas no rio Tietê, a Avenida Paulista vista com lente 'olho de peixe' e o desespero das vítimas das enchentes de Santa Catarina, em novembro entre outras.

FotoContexto 20084* Mostra Anual de Fotojornalismo
Av. Paulista, 2.073 [Conjunto Nacional]
De Seg. à sex., das 7h às 21h00 -Sáb. e dom., das 10h às 21h00
[11] 3257-3991Grátis