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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Exposição aos 100 anos da ‘dama das bromélias’ Margaret Mee.



A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta exposição comemorativa ao centenário da inglesa que viveu em São Paulo, Margaret Mee [1909-1988]. A mostra pode ser vista até março, e reúne uma seleção de 100 aquarelas, desenhos e objetos dando um repasse pela trajetória da botânica. A exposição tem dois eixos estruturais: o aprofundamento da obra de Margaret Mee sobre as espécies de bromélias - sua paixão-, e de orquídeas. Também apresenta um certo caráter didático quando mostra o procedimento de criação da artista inglesa. Ao deixar a Pinacoteca, em São Paulo, a mostra segue para o Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

Leia mais sobre Margaret Mee: http://formasemeios.blogs.sapo.pt/179583.html

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SP terá clínica pública para tratamento de jovens

O governador José Serra participa, nesta terça-feira, 27, da inauguração da primeira clínica pública no Estado para o tratamento de jovens com dependência de álcool e drogas.

Sediada em Cotia, na Grande São Paulo, a unidade é uma parceria entre a Secretaria da Saúde e o Hospital Samaritano.Batizada de Projeto Jovem Samaritano, a clínica irá oferecer 30 leitos de internação e terá capacidade de atender anualmente cerca de 120 adolescentes entre 14 e 18 anos de idade. O investimento para a implantação da unidade foi de cerca de R$ 1 milhão. A manutenção do serviço foi orçada em cerca de R$ 1,7 milhão por ano.Com uma área física de cerca de quatro mil metros quadrados, a unidade vai contar também com uma ampla sala de convivência para os adolescentes, sala de aula com computadores, quadra poliesportiva, horta para aulas de jardinagem, refeitório e ambulatório.O tempo médio de permanência dos jovens será de um a três meses. Durante esse período, os pacientes vão contar com a participação da família em algumas atividades, o que será importante para o sucesso da recuperação. As atividades físicas, educacionais e orientação vocacional também fazem parte do processo de tratamento.O modelo da nova unidade foi baseado na Clínica Chestnut, em Illinois, nos Estados Unidos. A técnica americana incorpora a participação da família no tratamento, além das demais atividades oferecidas.
Nos EUA a recuperação supera os 70%.O encaminhamento dos jovens será feito por meio das Secretarias de Saúde e Educação dos municípios, além dos conselhos tutelares. Não serão admitidos na clínica adolescentes infratores."É um novo modelo de tratar esses pacientes, que antes tinham como opção apenas o atendimento ambulatorial nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) ou internações curtas em hospitais gerais, para desintoxicação. A participação dos familiares, aliada às demais técnicas ao longo do tratamento, é fundamental para a recuperação dos jovens", afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Fonte: Da Secretaria da Saúde / Direto Sala de Imprensa

sábado, 24 de janeiro de 2009

António Lobo Antunes

Dono de opiniões fortes o médico e escritor António Lobo Antunes é neto de brasileiro e não aparece no País desde 1983. O escritor participará das duas feiras literárias do Brasil: Flip, RJ e 13ª Jornada de Passo Fundo, RS.

A organização da Flip confirma a participação do escritor português na 7* edição da Festa Literária de Paraty, de 1 a 5 de julho. O arredio escritor terá uma mesa só para ele em uma participação de forma de entrevista, segundo Flávio Moura, diretor de programação. Antunes é considerado um dos maiores estilistas da língua portuguesa tanto quanto fortes são também suas opiniões.Formado em medicina em psiquiatria, o escritor chegou a trabalhar como médico do exército português na guerra em Angola, nos anos 1970 e 1973. Seu trabalho literário tem reflexos de sua experiência. Ele também participará da 13* Jornada de Passo Fundo, RS, de 24 a 28 de agosto.

Perfil
Ele foi o vencedor do Prêmio Camões de 2007 e também já foi sondado para o Nobel de Literatura. No Brasil tem seis de suas obras publicadas: "Memória de Elefante", Os Cus de Judas", "Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo ", Conhecimento do Inferno" Ontem não ti vi em Babilónia" e "Eu não Hei-de Amar uma Pedra". Está previsto para agosto o lançamento de seu mais recente livro " Meu Nome É Legião". [Foto arquivo pessoal do escritor]

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Simplesmente "Vik"

O fotógrafo brasileiro Vik Muniz,47, estreia retrospectiva no MAM -RJ, com 200 peças. Ocupa uma área de 1.800 metros quadrados.


Vivendo há 25 anos em Nova Iorque, EUA, é a maior mostra do paulistano no País, um dos mais valorizados pela crítica norte-americana. A retrospectiva apresenta obras grandiosas com até 3 metros de alturas. A mostra é bem maior do que as realizadas no exterior como a do MoMA [Museu de Arte Moderna de Nova Iorque] e no Miami Fines Arts Museum [Museu de Artes Plásticas], onde recebeu elogios da crítica especializada por sua ousadia e originalidade. Estão expostos trabalhos como 'The Gipsy Magna', série de peças com material vindo do lixo; a atriz Elizabeth Taylor e Che Guevara em 'diamantes' e o autorretrato onde ele reinventa a linguagem fotográfica. Também consta da mostra sua obra mais conhecida, Mona Lisa, realizada em pasta de amendoim.

A exposição teve as fotos ampliadas em até 3 metros para que todos os espectadores possam apreciar os mínimos detalhes como por exemplo as centenas de brinquedos que formam seu autorretrato. O fotógrafo propõe um exercício e lógica de linguagem através de peças muito bem humoradas, algo inerente ao artista. Já o modo de criação de Vik é mostrado através de vídeos do tipo making of. Muniz tem obras nos principais museus e colecionadores do mundo. A mostra seguirá para o Masp [Museu de Arte de São Paulo] em abril. "Com uma mostra dessa estou me sentindo o artista brasileiro que sempre fui", afirma Vik Muniz. [Atriz Bete Davis em 'diamantes'].


MAM - RJ
Rua Infante Dom Henrique, 85
Visitação: ter. a sex., das 12h às 18hSáb e dom., das 12h às 19h

Preço: R$ 5,00[21] 2240.4944De 23/01 à 8/03

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Prorrogada até 22 de Fevereiro exposição 'Praias'

Exposição Fotográfica "Praias sob o olhar de Mauricio Cardim" O fotógrafo baiano Mauricio Cardim realizou uma maratona fotográfica na região de Porto Seguro na Bahia em 2003 e daquele trabalho fotográfico o resultado foram milhares de imagens reveladas e transformadas em cartões-postais, folinhas, folders e publicações em jornais e revistas e uma mostra fotográfica intitulada Costa do Descobrimento.

Mostra essa, com sessenta fotos coloridas e exibidas no Centro Cultural de Porto Seguro durante dois mêses com grande sucesso.Dentre os lugares fotografados por Cardim estão Arraial D'Ajuda, Trancoso, Santa Cruz Cabrália, Santo André, Coroa Vermelha, Caravelas, Prado, Nova Viçosa, Belmonte, Comuruxatiba, Mucuri, Ilhéus e a capital baiana.Além das belas praias clicadas pelo fotógrafo a parte arquitetônica das cidades também não ficaram de fora, principalmente as igrejas um dos temas preferidos pelo caçador de imagens.No momento parte desse trabalho poderá ser apreciado pelo público sete-lagoano no Espaço Cultural Maria Magdalena Alves Padrão, localizado no prédio da Rádio Musirama FM, em parceria com a Rede Padrão de Comunicação e à Agência Formas & Meios (São Paulo-Sp.).A mostra reúne mais de quarenta imagens coloridas, tendo como destaque muitos cartões-postais (um dos carros-chefes de trabalhos do fotógrafo) e faz o visitante viajar nas fotos de Mauricio Cardim, esse fotógrafo viajante que por sinal acabou de realizar um trabalho nas praias cariocas para uma nova mostra sobre as praias da cidade maravilhosa.
Serviço:
A exposição poderá ser visitada até 22 de fevereiro, de 8 às 21 horas, todos os dias.
Rua Niquel, 457, bairro Morro do Claro, Sete Lagoas-Mg.
Fotos e informações poderão ser conferidas:
Informações à imprensa: [11] 2848-3230
agenciafm@gmail.com

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mondrian e Luiz Piza em exposição e à venda: 300

Exposição com gravuras raras de Mondrian e Luiz Piza em exposição e à venda: 300 exemplares de Mondrian e 99 das de Arthur Luiz Piza.

A mostra apresenta gravuras raras de Mondrian considerado um dos mestres do neoplasticismo [abstrata /bidimensional] lado a lado com obras de Arthur Luiz Piza, que se utiliza da mesma técnica. O holandês Mondrian [1872-1944] se apega muito as cores primárias> vermelho, amarelo e azul, para definir suas obras ortogonais e espaços saturados. Na série Pier and Ocean, nota-se sua tentativa de reordenamento do mundo em traços horizontais e verticais, onde o pier representa um porto seguro mediante a fúria do oceano. É uma junção do feminino e masculino e do material. Toda abstração da série de gravuras sintetiza uma jornada espiritual do artista e faz parte de sua produção de 1912, quando se estabeleceu em Paris, chegando até a legendária tela "Broadway" de 1943 [em destaque. Na França, Mondrian mudou muito além do nome ao subtrair um 'a' como seu estilo, substituindo o naturalismo pela escola simbolista e flertando até com o cubismo. A exposição apresenta 10 gravuras entre ela Dans le Carreau que apresenta um trabalho maduro. O filho de um pastor calvinista que aprenderia arte somente com intuito de 'repassa-la' para alunos, dedicou-se tanto à arte que aprendeu todas as técnicas, entre elas a gravura, também. Tanto que é citado como pioneiro entre os designers gráficos.
Arthur Luiz Pizza e atualmente gravador requintado, também mudou ao chegar à Paris. As mesmas influências sofridas por Mondrian: Braque e Picasso, impressionaram o pintor brasileiro, residente em Paris há quase 50 anos. Piza teve início na arte construtivista e passou a trabalhar figuras geométricas em tamanhos minúsculos. Para aplicar a técnica nas placas ele desenvolveu os próprios cinzéis e martelos. Na mostra constam gravuras como ‘Manne’, de 1985 e ‘L’ Inconnue’, de 1984. Especialista na área da gravura, explora uma linguagem e rara técnica.
Arthur Luiz Piza -perfil


Nasceu em 1928 em São Paulo, onde teve seu primeiro contato com as artes. Nos anos 40, estudou pintura e afresco com Antonio Gomide. Mudou-se em 1951 para Paris, onde passou a trabalhar no estúdio do mestre da gravura Johnny Friedlaender. Piza logo se tornou um especialista em todas as suas técnicas. Abandonou as mais tradicionais e desenvolveu uma técnica exclusiva de gravar nas placas com martelos e cinzéis de diferentes formatos. Entre 1951 e 1963, participou das Bienais de São Paulo; em 1959, da Documenta de Kassel, e em 1966, da Bienal de Veneza, ganhando o prêmio de gravura. Seu trabalho encontra-se nos acervos dos principais museus do mundo, como o Museum of Modern Art (MoMA) e o Guggenheim Museum, em Nova York, a Bibliothèque Nationale de France e o Musée National d’Art Moderne Centre Georges Pompidou, em Paris.
Gabinete de Arte Raquel Arnaud
Rua Arthur Azevedo, 401
[11] 3083-6322Das 10h00 às 19h00
De 20/01 à 28/02

IMAX: antes tarde que nunca

Tela 14x21, 12 mil watts de potência e projeções em 70mm e óculos 3D reutilizados são sinais da modernidade chegando a São Paulo com quase 10 anos de atraso deixando jornalistas tupiniquins abobados.

O sistema Imax já é utilizado pelo menos há 8 anos na Europa e nos Estados Unidos, e somente agora chega ao Brasil, especialmente em São Paulo. A aclamada estreia da Sala Imax, no Unibanco da Pompéia, zona oeste da cidade, abre ao público na sexta-feira,16, com o documentário média metragem "Fundo do Mar 3D, de Howard Hall. É um novo jeito de ver cinema, é a principal tecnologia de projeção de filmes. A tecnologia foi desenvolvida no Canadá, em 1967, e tem quase 400 salas pelo mundo.


Altura de um prédio

A tela correspondente a um prédio de seis andares permite projeções tanto no formato tradicional, 2D, quanto em 3D com projeção em 70mm [enquanto os outros projetam em 35mm], e som triplo da potência. A tela mede 14m x 21m e é mais brilhante que as demais. Os óculos 3D utilizados para a projeção, segundo os diretores, serão higienizados após a sessão em uma máquina especial podendo ser reutilizado por outros telespectadores. O som em sistema surround sound digital, potência 12 mil watts [as outras salas teem 4.000 até 6.000 wats]. Para este sistema via de regra somente documentários captados com câmeras especiais que exploram imagens surpreendentes ou cenas escolhidas em algum filme.

Programação
A sala tem lugares marcados e os ingressos custam R$ 30,00, mas às quintas-feiras cai para R$ 20,00, mesmo assim é o cinema mais caro da cidade. A sala vai projetar filmes do modo ultrapassado, em 2D. A partir de fevereiro, dia 6, estão programadas várias estreias como "Batmann, O Cavaleiro das Trevas"; Watchmen, 6 de março; Monstros Vs Alienígenas, 3/4, em 3D; Star Trek, 8/5 e Harry Potter e o Enígma do Príncipe, dia 17 de julho, com algumas cenas em sistema IMAX.Mais em http://www.unibancocinemas.com.br/

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pete Sousa: fotógrafo do Obama

O presidente dos Estados Unidos já escolheu o fotógrafo oficial da Casa Branca, durante o seu mandato. Chama-se Pete de Souza, tem 54 anos, e é neto de emigrantes açorianos, revela uma notícia publicada pela Associação Norte-americana de Fotojornalistas.

O luso-descendente de origem açoriana Pete Souza foi nomeado fotógrafo oficial da Casa Branca pela equipa do Presidente eleito, Barack Obama, segundo a Associação norte-americana de Fotojornalistas. Numa entrevista ao jornal da associação, Pete Souza confirmou ter aceite o convite para fotógrafo oficial da Casa Branca, que lhe foi feito pelo porta-voz e futuro secretário de imprensa de Barack Obama, Robert Gibbs.Souza, 54 anos, adiantou ter aceite a posição de fotógrafo oficial na condição de documentar a presidência de Obama "em nome da história".Com Barack Obama, que toma posse terça-feira, Pete Souza regressa à Casa Branca, onde já esteve como fotógrafo oficial de Ronald Reagan."O Pete é uma grande pessoa e um fotógrafo maravilhoso", disse Gibbs, acrescentando que a Casa Branca tem sorte em tê-lo de volta.O luso-descendente conheceu o Presidente eleito Obama em Janeiro de 2005, no primeiro dia do então senador no Capitólio.

Souza, que trabalhava para o Chicago Tribune, documentou o primeiro ano de Obama no Senado, bem como as suas viagens a sete países.O resultado desse trabalho foi compilado em Julho passado no livro "The Rise of Barack Obama", que integrou a lista de "best-sellers" do New York Times.Na altura do lançamento, em entrevista à Agência Lusa, Pete Souza previu que Barack Obama chegaria à Casa Branca e admitiu que gostaria de ser seu fotógrafo oficial."Depois de alguns meses a documentar o senador Obama, tornou-se claro que tinha os atributos necessários a um futuro Presidente dos Estados Unidos", disse à Lusa, destacando a sua "notável" história de vida, os dotes de "poderoso" orador e a forma como se relaciona com as pessoas e como estas lhe respondem.Questionado pela Lusa sobre se gostaria de regressar à Casa Branca como fotógrafo oficial, o luso-descendente admitiu que não lhe desagradaria.
[FM /com http://www.acidi.gov.pt/ e http://www.unitedphotopress.com/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Bens imateriais: preservar cultura

Criado há 5 anos, o departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan tem 13 fortes candidatos ao status de órgão do MinC, entre eles Bumba-meu-boi.

A julgar pelos bens materiais o Brasil seria um país de branco, católico e de elite. Os bens imateriais servem exatamente para esclarecer essa falsa consciência. A iniciativa já preservou ofícios como das paneleiras de Goiabeiras, ES, que existe há mais de 400 anos. Um recanto considerado sagrado, a cachoeira Iauaretê, AM, deu aos índios o direito de ter 108 objetos repatriados que estavam sob guarda dos museus após o reconhecimento de órgão. Na 'briga' para serem reconhecidos como órgão do Iphan, estão bumba-meu-boi [maranhense], a linguagem dos sinos das cidades históricas de Minas Gerais entre outros.Para conseguir o status de bem imaterial que é dado belo governo federal, o pedido tem de ser feito por entidades representativas, [por exemplo ONG] e os 'candidatos' terão de passar por uma peneira fina sob os olhos de especialistas. A lista para ter o nome inscrito nos registros do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] e entrar para o seleto grupo, tem 13 concorrentes atualmente. Tradições aguardam conseguir um registro que identifica e preserva as manifestações culturais. No grupo seleto que já conseguiram o sonhado registro de órgão do Ministério da Cultura, o Círio de Nazaré [PA], Acarajé [BA], Queijo Minas e o Frevo, paneleiras de Goiabeiras, Vitória/ES por exemplo.

Bens imateriais
Os bens imateriais são manifestações coletivas, populares e não assinadas, e que resistiram ao longo dos tempos. Esta iniciativa do Ministério da Cultura não resolve mas a intenção é boa. Faltam diretrizes claras na legislação que defina quais as funções do município, Estado e empresas sobre o assunto. Até os dias atuais não se pensa em políticas públicas no Brasil para apoio à cultura que não sejam carnavalizadas. É preciso muita atenção pois muitos tentarão passar como imaterial um bem que é da indústria. Outro fator importante é o de não tentar colocar a sociedade como um todo em uma redoma. Mas garantir que suas formas de transmissões de conhecimentos continuem. [Equipe formas&meios]

sábado, 10 de janeiro de 2009

Parque Dom Pedro II,agora vai ?

Gilberto Kassab assinou convênio com a Fundação Catavento para recuperação do Parque Dom Pedro II, que já assumiu a zeladoria do Palácio das Indústrias. Mas, como o prefeito realizou pouco menos das promessas de campanha é esperar para crer.

Muitas já foram as promessas de recuperação do Parque Dom Pedro II. Após 20 anos, a prefeitura assina convenio com uma fundação cuja proposta é de cuidar da segurança e do jardins. Será que agora sai do papel ! A Fundação Catavento já tem a posse do antigo Palácio das Industrias onde deverá funcionar um espaço lúdico e cultural, previsto para começar a funcionar em março. O convênio prevê a reforma não somente dos jardins mas também da estação de Metrô Dom Pedro II. A prefeitura aguarda a saída das últimas seis famílias residentes no Edifício Mercúrio, geminado com o já desocupado São Vito, para poder dar continuidade à recuperação da região. Os dois prédios e o Viaduto Diário Popular deverão ser implodidos ainda este ano.
Com as reformas a área que mede 70 mil metros quadrados, subirá para 200 mil metros quadrados.
Só promessas
O Parque Dom Pedro II recebe promessas de reforma desde a gestão Erundina, 1989/92. Como tentativa de recuperar o região ela levou a sede do município para o Palácio das Industrias de onde governou seu último mês. Porém, Paulo Maluf, Celso Pitta e Marta Suplicy disseram não ao 'velho mal amado da cidade', o Palácio das Industrias. Foi a Marta quem retirou a prefeitura de lá em 2004 para instala-la no Viaduto do Chá [centro da cidade de São Paulo] prédio da família de seu ex-esposo Eduardo Matarazzo. Mas, como o atual prefeito, no segundo mandato, realizou apenas 58% das promessas de campanha na gestão anterior, agora é aguardar para crer.
História
O Parque Dom Pedro II é uma das áreas verdes da cidade na região central que ainda se encontra em total abandono. O parque ocupa uma área pertencente à antiga Várzea do Carmo, na Baixada do Glicério, local com frequentes alagamentos pelas enchentes do Rio Tamanduatei. Na metade do século XIX foi feita retificação no curso do rio e construído praças, jardins quando o monarca ainda era vivo.
Em 1870, toda aquela região foi transformada em depósito de lixo , e cinco anos depois seria recuperado por motivos da saúde sanitária. Então, no Rio Tamanduatei foi feita a Ilha dos Amores, que durou até 1910, cedendo espaço para a canalização do rio. Já o nome atual, data de 1921. [Parque Dom Pedro. Mais sobre o trablho do fotógrafo http://www.formasemeios.blogs.sapo.pt/ ]

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Zeca Baleiro

Uma das cabeças mais inspirados da MPB dos últimos anos, Zeca Baleiro lança "O Coração do Homem-bomba" volume 2. Este é também seu último disco de contrato com a gravadora MZA.

No início do projeto haviam possibilidades do disco estar disponível graciosamente na web mas não rolou. O repertório é muito bom, mas o clima que rolou no estúdio é que parece não ter sido dos melhores, e deixou marcas muito fortes no CD. A turma continua a mesma: Kleber Albuquerque, Totonho e Wado.É um disco com a cara do Baleiro que continua com seu tradicional jogos de palavras. O bom humor é a grande ausência desse "O Coração do Homem-bomba" volume 2. O exemplo disso é a faixa Pastiche, uma espécie de samba-de -roda com ênfase para a ´silaba 'che'. Todas as rimas giram em torno de "che". O repente " Eu Detesto Coca Light" escrita com Chico César, conta tudo o que é pela metade.

Gravadora: MZA Music
Valor: R$ 25,00
Cotação: ****

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

'Estado' completa 134 anos



Ainda falta muito para que comemoremos a liberdade de imprensa. Vira e mexe textos, seus autores são ameaçados ou retirados por ordem da censura jurídica de plantão. Sem dúvida alguma, grande parte do que aí está [tá quase bom] devem-se as lutas de o Estadão e equipe.

Um dos mais conceituados jornais do Brasil, O Estado de São Paulo, completou 134 anos no dia 4 de janeiro de 2009, sendo que imprensa livre é exercida há 129 anos. O jornal vem relembrando sua história e a luta pela liberdade desde junho, quando lançou dois livros e mais uma exposição com fotos sobre sua trajetória. O jornal foi fundado como A Província de São Paulo, em 1875, e em sua coleção de histórias às lutas de Júlio de Mesquita, que assumiu como diretor-gerente em 1888, e tinha como ideal a abolição da escravatura e proclamação da República, cujas foram noticiadas em suas páginas. A partir das mudanças, o jornal trocou de nome para O Estado de São Paulo.

O livro traz páginas memoráveis da história como Guerra de Canudos, 1897; Batalha da Chibata, 1910, o atentado de Sarajevo quando da 1* Guerra Mundial, em 1914; a Revolução Bolchevique, na Rússia, 1917. Ou seja, da chegada do homem à Lua à guerra do Vietnã o assassinato do presidente John Kennedy, Revolução de 1924,a Era Vargas aos principais assuntos importantes nos anos seguintes chegando até os dias atuais.
Tudo está nos dois livros: comentários opinativos e críticos e editoriais que muito colaboraram no processo histórico do País. Isso tudo desgostaria ao então presidente Getúlio Vargas que, na Revolução Constitucionalista de 1932, [considerada a guerra dos paulistas] levou a prisão e o exílio de Júlio de Mesquita Filho e diretores, que após serem expatriados para Portugal, retornariam ao Brasil com a nomeação de seu cunhado Armando de Salles Oliveira, como interventor do Estado de São Paulo e sequentemente governador.
Em 13 de dezembro de 1968, a censura imposta pelo AI 5, pelo presidente Costa e Silva, foi tema de publicação no jornal " Mordaça no Estadão", também como livroreportagem, com textos de José Maria Mayrink, com dezenas de fotos e as páginas censuradas na época. Vale ressaltar que, cada matéria censurada no O Estado de São Paulo, eram substituídas por poesias de Camões. Já na outra publicação do grupo, Jornal da Tarde, fundado em 1966, publica receitas culinárias.
Juntamente com as comemorações de O Estado de São Paulo, outros veículos foram homenageados como por exemplo Rádio Eldorada, 1958; Agência Estado, 1970; Oesp Mídia, 1984; Broadcast AE, 1991, e Portal Estadão - 2000, todos empresas do Grupo.
Leia mais > http://www.estadao.com.br/

sábado, 3 de janeiro de 2009

Portinari: Séries Bíblicas e Retirantes

Dois temas e duas críticas sociopolíticas de Portinari aliadas a inspirações metafísicas, barroco e imitação de Pablo Picasso, em exposição no MASP.

A exposição apresenta um Candido Portinari [1903-1962 - Brodósqui - SP] inspirado na obra Guernica, de Pablo Picasso. As duas séries em exposição: Bíblica e Retirantes, em cartaz no MASP mostra as influências que ele teve quando viu Guernica [1937] e não se fez de rogado passando a reproduzir o estilo, nos anos 1940, algo muito semelhante ao cubismo com seus traços tortos e mal entendido no Brasil na época, além de influencias de metafísicos italianos e até de muralistas mexicanos com Diego Rivera, no óleo sobre tela "Enterro na Rede". São trabalhos com teor e crítica social à flor da pele, delas 11 em exposição no MASP [Museu de Arte de São Paulo], sendo que o museu possui em seu acervo 18 telas do pintor. A mostra está disponibilizada como se fosse uma instalação, e as oito obras da série Bíblica, em tamanho grande com medidas entre 2 metros, as três da fase Retirantes, estão dispostas no subsolo, no centro da sala. A elevação do nível em que as obras são geralmente mostradas no museu, ajudou a realçar as dimensões das telas de Portinari.
A série Bíblica [em tempera] foi executada entre 1942 e 1944, já 'Retirantes' data de 1944 e 1945, estão entre suas telas importantes. Obras como "Enterro na Rede', "O Massacre dos Inocentes", "A Ira das Mães" - onde retrata o massacre decretado por Herodes -, e "O Último Baluarte o "Sacrifício de Abraão", Portinari funde referencias do barroco francês, especificamente Laurente de La Hyre e o surrealismo, com uma deslocada bicicleta atrás do altar onde ocorrera o sacrifício de Abraão. Vale ressaltar que, apesar do reconhecimento internacional de Portinari, sua importância para as artes plásticas brasileira, além do impacto que recebeu quando viu a tela Guernica, ele passa muito distante da força exercida pela obra de Pablo Picasso. São apenas influências, mas em algum ponto fica bem claro a intenção que Portinari queria imitar Pablo Picasso. [AFM]

Portinari: As Séries Bíblicas e Retirantes
Av. Paulista, 1578 - [11] 3251-5644
Ter. à dom. das 11/h 20h.
De 03/01 à 15/02/2009
Valor: R$ 15,00
Terças - grátis

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

“Bolt-Supercão”,

Bolt é o cãozinho-protagonista da animação “Bolt-Supercão”, uma das estreia s de sexta-feira, 2. O filme é legendadas e também em algumas salas apresentam em 3D. Esta película de realidade e ficção confundem-se na cabeça do cãozinho Bolt. Migrada da série de televisão e leva seu nome, o cachorrinh é um astro desde muito pequeno. Ele vive a ajudar sua dona Penny a livrar-se das maldades Dr. Calico, um vilão. Dessa forma, Bolt acredita ser o mundo, e acredita que, assim como o seu personagem da série, ele fora alterado geneticamente e tem grandes poderes.
Na verdade, essa divisão de mundo imaginário e real que atinge a cabeça de Bolt, é a mesma que acontecia com o personagem de Jim Carey “O Show de Truman” 1998. O o cavhorrinho não tem capacidade para descobrir que tudo o que se passa a redor, nas ruas de Nova York, não passa de sua imaginção, um faz-de-conta.
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