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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Museu do Futebol: Pacaembu

Esporte trazido por Charles Miller ganha museu e contará também a história de personalidades da pintura e literatura apaixonados pelo futebol.

O que antes era um restaurante para atletas agora passa a abrigar o Museu do Futebol, que contará sua história e aventura no Brasil, trazido pelo paulistano filho de ingleses, Charles Miller. Segundo o curador Leonel Kaz, o equipamento não tem peças raras, ou memórias antigas. Mas o museu pretende mostrar algo mais do que simples vídeos de clássicas jogadas, papel que cabe à televisão. A inauguração aconteceu com a presença de autoridades políticas na noite de segunda-feira, 29 de setembro de 2008, mas a abertura ao público será a partir de quarta-feira,1 de outubro. São 15 salas distribuídas em 7 mil metros quadrados, ao custo de R$ 32,5 milhões. A iniciativa do museu é do governo do Estado de São Paulo, Prefeitura e Fundação Roberto Marinho.São fotos e objetos doados por colecionadores e mais seis horas de gravações. O museu vai contar não somente a história do futebol mas de torcedores famosos como músicos, escritores e artistas plásticos. Traçando um paralelo entre grandes artistas e literatos e suas paixões pelo esporte mais popular no país. É uma viagem no tempo do futebol, aliada à interatividade e à modernidade diz Walter Feldman, Secretário de Esportes de São Paulo.
Uma exposição intitulada "As Marcas do Rei" , vai apresentar 100 objetos pessoais do jogador Edson Arantes do Nascimento, desde sua caixa de engraxate até a camisa 10 de Pelé. [Cícerio Silva]

Charles Miller - Perfil
Filho de pais inglese, nascido em São Paulo, no dia 24 de novembro de 1874, na rua Monsenhor Andrade [Brás] na casa de avós maternos Henry Fox e Harriet Mathielda Rudege-Fox. Miller tinha como pais John Miller e Charlote Alexandrina Fox-Miller, dados fornecidos por Charles Miller. Ele era ainda garoto, 9 anos, quando no ano de 1884 foi estudar estudar em Londres. Dez anos mais tarde e retornaria, e consigo duas bolas de futebol. Lá, ele jogou como atleta amador, no Southampton. Lá estudou na Bannister Court School, com apelido de Nipper, aos 19 anos fez sua estréia como centro avante do Southampton, onde jogou contra o famoso Corinthians da Grã-Bretanha. Em 1895, na Várzea do Carmo, região central de São Paulo, ele deu início do esporte no Brasil, com um grupo de inglêses do London Bank e São Paulo Railway [SPR], onde Miller trabalhava no almoxarifado. De 1898 até passaria a trabalhar no The London and Brazilian Bank. Os 'testes' seguintes do esporte popular aconteceriam na Chácara da família Dulley, considerado por muitos como o local onde tudo começou, pois foi lá onde fora instalado o São Paulo Athletic Club. A Chácara Dulley era onde hoje se situa o Bom Retiro/Luz [Centro]. Charles Miller morreu em 1955. [Fotos: Ciete Silvério]

Museu do Futebol:Praça Charles Miller_ Estádio do Pacaembu
De terça a domingo das 10h00 às 18h00.
Dias de jogos o museu não abrirá.

sábado, 27 de setembro de 2008

Pica Pau Amarelo - DVD

Como se não bastasse ele sozinho, o compositor e cantador João Bá reúne nomes prestigiosos em seu DVD ‘Pica Pau Amarelo’, e sinaliza que se pode ter esperanças em um futuro e um momento melhor para pessoas e ouvidos sensíveis.

Através de composições politicamente corretas, feitas com o cuidado de um mestre artesão da música, Bá e convidados seus apresentam por melodias gostosas de serem ouvidas e cantadas. São letras bem engajadas voltadas para o Meio-Ambiente e principalmente ao folclore brasileiro. Suas letras falam do mar, de pássaros como o joão de barro "É da Família mas não é da Comunidade", e galo da campina. Quem não conhece o trabalho deste baiano, radicado em Santos -SP, pode até achar que ele está na contramão da história musical brasileira dos últimos tempos. E está sim. João Bá faz música para quem não se rendeu aos ritmos passageiros. MPB e baião, xote, cantigas e canções formam o conteúdo de ‘Pica Pau Amarelo’, maravilhosa obra musical desse bardo brasileiro chamado João Bá.
Convidados
Quando se ouve João Bá, Lila [cantando muito], Gereba, Pereira de Manaus, Vital e Karina Farias, Kátia Teixeira, Mazé Pinheiro, Nanah Correia e Danilo Marques, ainda se pode acreditar no Brasil como um país rico, musicalmente falando, por muito anos. Também sé pode ter esperanças em um futuro e um momento melhor para pessoas e ouvidos sensíveis. Falar sobre a técnica de Julian Tirado, parceiro de longa data de João Bá, seria algo redundante pois seu nome ecoa por continentes. Completando a trupe dos participantes no DVD os bem-humorados e talentosos Jica &Turcão e mais Gabriel Levi e sua luxuosa sanfona.
Para adquirir o DVD, CD’s & convites
[13] 3227-1144 / 7234-1190
Ou [11/ 2848-3230 ] fm.imprensa@isbt.com.br

Especificações:
Duração: aproximadamente 60 minutos
Classificação > Livre
Menu > interativo
NTSC > colorido

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Waldemar da Costa

Foi mestre e pintor atuante em quase todos os movimentos. Era uma das maiores inteligências das artes plásticas brasileira.

Nascido em 11 de junho de 1904, passou sua infância e adolescência em Portugal, para onde seguiu com sua família, em 1910. Pintor, professor de artes tendo formado pintores como Clóvis Graciano, Anita Malfatti, Mara Leontina, Fiaminghi, Ianelli entre outros. Foi um dos maiores abstracionista do Brasil, e em Portugal ele trabalhou no serviço cultural da embaixada brasileira, de 1957 a 1967. No período em que esteve ligado ao serviço cultural brasileiro em Lisboa, ele participou ativamente da vida artística e cultural portuguesa, tendo convivido com alguns dos grandes nomes de pintores lusitanos. Costa tem várias obras no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa, e no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto. Seu sonho seria realizar uma bienal luso-brasileira itinerante, mas não conseguiria realizar. continuação> http://formasemeios.blogs.sapo.pt/565687.html

sábado, 13 de setembro de 2008

Cláudia Leitte - EUROPA 2008

Dia 4 de Outubro, na UPVN-União Progresso de Venda Nova, em Benfica Lisboa, Portugal

Neste ano de 2008 comemora-se o bi centenário da chegada da corte portuguesa ao Brasil, evento que transformou a colônia brasileira em Reino Unido a Portugal e abriu os nossos portos ao livre comércio internacional. Em comemoração ao jubileu desse fato marcante na história brasileira, a Bahia oferece ao querido povo irmão português um espetáculo cultural de grande apelo popular, que o aclamado concerto da cantora CLAUDIA LEITTE, com sua orquestra de ritmos afro-baianos, dia 4 de Outubro, às 20 horas, na UNPV-União Progresso de Venda Nova, em Lisboa, Portugal,turnê que incluirá apresentações grandiosas em Geneve, na Suécia, e em Londres.

O INSTITUTO SÓCIO CULTURAL NN BRASIL

Sediado no município de Itaparica, Bahia, uma organização civil sem fins lucrativos, que tem por objectivo, entre outros, oferecer aos artistas oportunidade de carreira e espaço no mercado do show business internacional, como forma de ampliar as condições de trabalho e renda, para músicos e técnicos radicados na Bahia.

Em 2004, o INSTITUTO NN BRASIL conduziu o grupo musical NAVIO NEGREIRO, formado por artistas negros, pobres e desconhecidos, em sua terra, para conquistar o mercado cultural europeu. Inicialmente prevista para ser uma turnê de 20 dias, com uma apresentação em Portugal e trás concertos na Suécia, a banda NAVIO NEGREIRO acabou permanecendo um ano e meio na Europa, acumulando prémios e reconhecimento do púbico e da crítica especializada, culminando com a gravação de um disco em Portugal. CONTINUAÇÃO > EDITORIAS:

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Festa do Equinócio: grátis

Famosos como Sandra de Sá e Jair Rodrigues estarão por lá.

Dia 20 de setembro quando se comemora o Dia Nacional da Juventude juntamente com a chegada da primavera, a festa do Equinócio no Centro Cultural da Juventude, a partir das 18h00. Nessa edição os grupos Negros Dançar, e Sandália de Prata. Os grupos são formados por nomes conhecidos da música brasileira como por exemplo Sandra de Sá, Jair Rodrigues e Toni Garrido [Cidade Negra], o Sandália de Prata mostra repertório bem dançante composto por sucessos de Jorge Ben Jor, Originais do Samba entre outros. Grupos musicais que queiram se apresentar deverão fazer inscrição até dia 15 de setembro na recepção do CCJ.

Centro Cultural da Juventude
Avenida Deputado Emílio Carlos, 3.641
Vila Nova Cachoeirinha, zona norte
[11] 3984-2466 - Entrada franca

Bantu Tabasisa expõe na Câmara

O artista plástico angolano Bantu Tabasisa expõe na Câmara Municipal, em São Paulo, entre os dias 17 a 28 de setembro.

A exposição apresenta aproximadamente 20 obras do estilo Arte Mubako de Angola, arte tribal africana. Além de artista plástico, ele também é ator, músico e culinarista. Seu trabalho pictórico já foi apresentado em vários países e nos últimos 15 anos vem expondo em São Paulo, especialmente. O professor Bantu Tabasisa, retrata em suas telas o cotidiano das tribos africanas, sua mulheres e suas crenças.


Perfil

Nascido Marquese Antônio, em 3 de abril de 1970 - em angola, mas foi criado na República Democrática do Congo. Daí sua opção pelo nome Bantu. Segundo explica o artista, o nome Bantu Tabagisa foi conseguido após morar e lutar com outros guerreiros da tribo, assim obteve o direito de usar um segundo nome depois de vencê-los.
Local: Câmara Municipal - Palácio AnchietaViaduto Jacareí, 100 - Bela Vista São PauloHorário: segunda à sexta-feira das 9h00 às 19h00De 17 à 28 de setembroContato: [55 11 / 9537-3107 ]Entrada Franca

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

São Paulo vai usar TV Cultura para educar no horário nobre

O governo paulista selou uma parceria com a Fundação Padre Anchieta - mantenedora das rádios e TV Cultura - que permitirá a criação do programa Almanaque Educação.

Almanaque é uma revista eletrônica que será veiculada duas vezes por semana pela TV Cultura em horário nobre. O objetivo é educar por meio de entretenimento e diversão, com espaço para professores, estudantes, pais de estudantes e público interessado, sempre em dois horários semanais. O programa, totalmente pedagógico, será exibido em 24 edições, sempre às terças-feiras, a partir das 19h30. Cada programa terá 30 minutos de duração. Aos sábados haverá reapresentação, às 11h30. A expectativa é atingir pelo menos 400 mil pessoas por programa. Como o próprio nome indica, o Almanaque Educação irá explorar a linguagem de um almanaque, uma revista eletrônica que abordará temas relacionados à educação, arte, cultura, política, economia, biologia, internet, televisão digital, além de assuntos de interesse geral. "Queremos explorar uma nova forma de educar, por meio daquele que é considerado um dos meios de comunicação de maior apelo popular, a televisão. A idéia é atingir milhares de pessoas ao mesmo tempo. Todos os temas serão apresentados por atores, criando assim uma dinâmica divertida na abordagem dos assuntos", afirma a secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
Programação
O Almanaque Educação apresentará reportagens especiais, entrevistas com artistas, educadores, especialistas em educação. A cada edição será produzida uma ampla reportagem de abertura sobre um tema da atualidade. Ao longo do programa os telespectadores poderão responder um "quiz" sobre o tema proposto na reportagem inicial.
O programa será dividido em quadros, como Por Dentro, no qual o repórter mostra aos telespectadores como é vivenciar de perto situações inusitadas, como entrar na cabine de um avião. Outra atração é o Palavra de Mestre, quadro que contará com a participação de professores que irão desvendar os mistérios da física e da química. Pessoas que residem na cidade de São Paulo poderão participar do programa por intermédio de um game com desafios culturais.
"As paredes da sala de aula se alargam indo até o lar de cada um mostrando que jovens e adultos curiosos podem aprender em qualquer ocasião", diz Fernando Almeida, vice-presidente da TV Cultura e coordenador do Núcleo de Educação.
Assuntos que abrangem o universo da educação serão abordados por meio de uma linguagem leve, ágil e bem humorada, visando atingir o público-alvo: crianças, jovens, pais e professores da rede estadual.
"Educação tem de ser assunto constante da sociedade. As pessoas têm de discutir, opinar, propor. Levar um debate tão importante como este para a casa das pessoas é uma maneira de incutir o tema na rotina familiar. Além de ser uma rica e divertida oportunidade de conhecimento", reforça a secretária Maria Helena.
Alguns quadros
Por Dentro - repórter mostra situações inusitadas, por exemplo: visitar cabine de avião, corpo humano, CPU de computador
Espaço Cultural - visitas a espaços culturais em várias capitais do Brasil
Ao Mestre com Carinho - exemplos de bons professores, que implementam projetos significativos nas escolas
Telejornal - notícias apresentadas com bom humor, expondo a notícias a diversas análises
Pequenas Histórias Particulares - conversas com ícones de diversas áreas e pessoas comuns sobre a escolha profissional
Minha Visão das Coisas - repórteres saem às ruas para ouvir a opinião das pessoas sobre temas diversos.


FONTE: direto Sala de Imprensa
http://www.sp.gov.br/

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

FARNESE DE ANDRADE

Medo, angústia, espanto e tristeza são alguns dos sentimentos despertos quando se está diante de uma obra do pintor, desenhista, escultor e gravurista Farnese de Andrade.

Mineiro de Araguari, Farnese ganhou inúmeros prêmios com seus desenhos e gravuras, mas nunca teve o devido reconhecimento enquanto vivo. Sua morte aos 70 anos, em 1996, mal foi noticiada pelos jornais. Poucas galerias e museus se interessaram em mostrar o universo contundente deste artista, até que o historiador Charles Cosac, fundador da editora Cosac & Naify e amigo de Farnese, resolvesse lançar um livro com 342 imagens das obras do artista e texto do crítico Rodrigo Naves. Houve, então, uma retomada de interesse pela produção do artista mineiro e começaram a surgir algumas exposições recuperando a obra de Farnese, mas nenhuma tão grande e que desse tanto espaço aos objetos criados por ele e apresentado na exposição que desde o dia 16 está Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo após ser vista no Rio de Janeiro. São 125 objetos espalhados por cinco salas e pelo pátio da instituição. A seleção de obras foi feita pelos curadores Charles Cosac e Jô Frazão, que também participou da pesquisa e seleção das obras para o livro sobre Farnese, lançado em 2002. "A escolha das obras para a exposição no CCBB foi feita quase toda em cima do livro. Acrescentamos algumas inéditas, que nunca foram expostas, como é o caso das obras da coleção de Ricardo Cravo Albin (jornalista e pesquisador) e de Ana Letícia (artista plástica)", explica a co-curadora e historiadora Jô Frazão. Farnese de Andrade iniciou sua carreira, em 1945, como aluno do pintor Guignard (1896-1962).





Após se dedicar ao desenho e à gravura, passou a realizar, a partir de 1964, as grandes assemblages, objetos em que juntava diversos elementos, como oratórios, fotografias e detritos que recolhia pelos antiquários e pelas praias do Rio de Janeiro, para onde se mudou, em 1948, em busca de tratamento de uma tuberculose. Em depoimentos, Farnese dizia que essa atividade, no início, funcionava como uma terapia ocupacional. Depois, tornou-se sistemática e com o perfil de uma pesquisa organizada. Foi então que o lixo praiano e da rua, como conchas, madeira, oferendas de macumbas, imagens de santos, objetos plásticos, bonecas, entre outros passaram a ser a matéria-prima de suas obras.