Páginas

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Morreu Braguinha

O maior compositor brasileiro, João de Barros, o Braguinha, Morre aos 99 anos

Braguinha morreu no fim da manhã deste domingo - 24/12 , o cantor e compositor estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, na zona sul do Rio de Janeiro (RJ), e morreu de falência multiplas de órgãos. ele se sentiu mal na noite de sábado e chegou ao hospital com uma taxa de glicose alta, falecendo horas depois. Os parentes ainda não decidiram quando será o enterro, que provavelmente acontecerá no Cemitério São João Batista, em Botafogo, onde a família tem um mausoléu.

Carlos Alberto Ferreira Braga nasceu numa sexta-feira da Paixão, aos 29 de março de 1907, no bairro carioca da Gávea. Criado em Vila Isabel, Tijuca, foi morador apaixonado por Copacabana e sempre demonstrou em suas canções a grande paixão que sentia pela cidade. Também foi amigo de Noel Rosa, Pixinguinha e Lamartine Babo. Compôs serestas e marchas-ranchos - mas a consagração veio com as marchinhas de carnaval. Uma delas foi As Pastorinhas, reconhecida a partir de suas primeiras frases: "A estrela Dalva/ No céu desponta/ E a Lua anda tonta/ Com tamanho explendor...", que compôs em parceria com Noel Rosa e foi a campeã do concurso de músicas de carnaval do Rio, em 1938. Passou a adolescência em Vila Isabel, onde formou o grupo Bando de Tangarás (inicialmente chamado Flor do Tempo) junto com o cantor e pandeirista Almirante (Henrique Foreis Domingues), o violonista Henrique Brito e o cantor Alvinho (Álvaro de Miranda Ribeiro), além do jovem violonista e compositor Noel Rosa. O grupo desfez-se em 1933, ano em que Braguinha emplacou seus primeiros sucessos de carnaval: Moreninha da Praia e Trem Blindado, composições que já traziam os temas que iriam marcar toda a sua obra: a exaltação da mulher e a crônica bem-humorada do cotidiano.

Sucessos e mais sucessos

A década de 30 foi um período fértil para Braguinha, marcado por sucessos como Cadê Mimi? (1935), Pirata (1935) e Carinhoso (1937). O compositor atingiu o auge em 1938, quando dominou o carnaval com três marchinhas que se tornariam clássicos: Pastorinhas (com Noel Rosa), Touradas em Madrid e Yes, Nós Temos Banana (com Alberto Ribeiro). No fim de 1943, foi convidado a dirigir a gravadora Continental, que tinha em seu elenco artistas iniciantes como Dick Farney, Ademilde Fonseca e Emilinha Borba. Em menos de três anos, Braguinha levou a gravadora a competir em condições de igualdade com as veteranas do mercado. O fim da década de 40 foi novamente bastante fértil para o compositor. Lançou, no carnaval, sucessos como Pirata da Perna-de-Pau, A Mulata É a Tal (com Antônio Almeida), Tem Gato na Tuba (com Alberto Ribeiro), Chiquita Bacana (também com Ribeiro) e brilhou com sambas como Copacabana, Fim de Semana em Paquetá e A Saudade Mata a Gente. Nesse período lançou, em disco, historinhas infantis, como Chapeuzinho Vermelho. Na segunda metade da década de 60, quando o samba-enredo tomou o lugar das marchinhas no carnaval, Braguinha reduziu sua produção musical. Mesmo assim, fez sucesso em 1980 com a marcha Balancê (de 1937), relançada por Gal Costa.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Congresso é derrotado


Ministro Marco Aurélio não vê choque entre poderes nas decisões do STF em relação a aumento de parlamentares
O ministro Marco Aurélio Mello [foto] declarou não existir choque entre os poderes legislativo e judiciário após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter concedido liminar no Mandado de Segurança (MS) 26307 contra o aumento de 91% nos subsídios dos deputados e senadores para a legislatura que se inicia em 2007.

O mandado foi impetrado pelos deputados Carlos Sampaio, Raul Jungmann e Fernando Gabeira. O ministro disse ter ficado claro que "cumpre ao congresso, como colegiado, deliberar sobre os subsídios de deputados e senadores".No entanto, Marco Aurélio frisou que, de acordo com a decisão no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 3833, ajuízado pelo PPS, o STF concluiu que o decreto legislativo 444/02, usado como argumento pelas mesas do congresso nacional para propor o aumento, já perdeu a eficácia.

Sobre a possibilidade do Congresso Nacional reverter essa situação, o ministro disse que é possível que haja reexame relativamente ao quantitativo do aumento. "Eu próprio sinalizei que não se pode tomar de empréstimo o que a Constituição Federal quer, não como subsídio de deputados e senadores, mas como teto, ou seja, o valor que percebe um ministro do STF", concluiu. Ele lembrou ainda que "não existe mais a cláusula que diz que a legislatura que finda deve fixar os subsídios da legislatura subseqüente. A fixação desses subsídios pode acontecer no próprio curso da legislatura". Mas, uma vez mais, o ministro ressaltou que "desde que ela ocorra mediante deliberação do congresso, ou seja, do colegiado maior do legislativo". Quanto ao fato dos parlamentares legislarem sobre os próprios subsídios, Marco Aurélio disse que tem que haver a fixação dos subsídios. "Agora, que essa fixação se faça também de forma razoável, de forma proporcional, sem generalizar o que é teto pela Constituição Federal, ou seja, o que percebe um ministro do Supremo".

Marco Aurélio não considera que o Congresso tenha sofrido uma "derrota". Para ele, "está de parabéns a democracia, o estado democrático de direito. As instituições estão funcionando, não houve choque entre o judiciário e o legislativo". Questionado sobre a repercussão da decisão nas assembléias legislativas dos estados, o ministro afirmou que "por não se ter o parâmetro do que percebido a mais pelos deputados e pelo senadores, não haverá a prática de novos valores nas assembléias". Em relação a possibilidade de aumento nos vencimentos dos próprios ministros do Supremo, Marco Aurélio disse que já existe um projeto que está no Congresso Nacional. "se o mesmo foi encaminhado, se houve a provocação quanto ao reajuste, há expectativa de que os representantes do povo e os deputados e senadores deliberem a respeito, deferindo ou indeferindo, o que apontado nesse projeto", concluiu . http://www.stf.gov.br/ [ veículo cadastrado]

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

MAURÍCIO CARDIM

Cardim expõe na comemoração da emancipação de Sete Lagoas

O Espaço Cultural Maria Magdalena Alves Padrão, na Rádio Cultura de Sete Lagoas, sedía a exposição fotográfica de Mauricio Cardim que reúne trinta fotos retratando pontos históricos, turísticos e conhecidos da cidade. Os visitantes poderão ver essa homenagem aos 139 anos de emancipação política e administrativa de Sete Lagoas por meios de fotos da Lagoa Paulino, Matriz de Santo Antônio, Museu do Ferroviário, O Casarão, Gruta Rei do Mato, entre outros cenários significativos para a cidade. Desde janeiro de 2004, o fotógrafo vem expondo seus trabalhos em Minas Gerais, ao todo, sete mostras retratando Sete Lagoas, Matozinhos e outros trinta municípios. A nível de Brasil, mais de 100 exposições realizadas e milhares de imagens inseridas em cartões postais, principalmente de São Paulo, Bahia e Minas Gerais. “Ultimamente tenho me dedicado a fotografar cidades mineiras, já fotografei mais de oitenta municípios”, comenta Mauricio Cardim.
O fotógrafo está com nova empreitada, fotografando as cidades da Estrada Real. Fotografou recentemente: Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Cristiano Otoni, Ouro Branco, Itatiaia, Ouro Preto e Fazenda dos Macacos (onde nasceu Conselheiro Lafaiete), com o propósito de novas exposições fotográficas, bem como a realização de outros cartões postais. Até 07/01/2007. Horário: Das 8 ás 21h . Entrada Franca. Quem tiver interesse em apoiar o fotógrafo nesse trabalho pode entrar em contato: E-mail: umolharsobreobrasil@yahoo.com.br
FONTE: FORMAS&MEIOS COMUNICAÇÃO E CULTURA[Leia mais sobre Maurício Cardim em Revista Formas&Meiso www.formasemeios.blogs.sapo.pt
- Assessoria do fotógrafo em São Paulo

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Deputados: holofotes é só o que interessa

Holofotes, mídia nacional e internacional é o que atrai aos deputados que concorrem à presidência da Câmara, e não legislar em prol da população para o qual foram eleitos.


Uma acirrada disputa pela eleição para presidente da Câmara e também para ser o terceiro homem mais forte do País. Atualmente, Aldo Rebelo, PC do B, ocupa o cargo de presidente do congresso. Não é só mídia e regalias que o cargo oferece, em caso de ausência do presidente da República e do Vice-presidente, quem assume o comando do Brasil é exatamente o presidente da Câmara do congresso. O lobby está forte nos corredores.

O PMDB acha que por ser o partido que tem mais representantes, o cargo por direito é seu. Porém, o PT, resolveu lançar a candidatura do ex-líder no congresso, Arlindo Chinaglia, o que contraria o pré-acordo firmado entre os petistas de não entrarem na disputa. Lula reagiu contrariado ao fato. Só existe um fator entre toda essa disputa: quem quer que seja o eleito, não deveria esquecer de que é para o povo para quem devem legislar, e não em causa própria como vem acontecendo nas últimas décadas. Pois vale ressaltar que cada deputado federal custam perto de R$ 100 mil. [DBD]

domingo, 3 de dezembro de 2006

Ator faz média

Embratur gastará dinheiro da população brasileira para tentar contradizer filme "Turista" que estreiou na sexta-feira, 1 de dezembro, nos Estados Undidos.

Ator norte-americano Josh Duhamel,[Destaque - Divulgação] protagonista do filme Turistas,que aborda criminalidade, corrupção e indústria sexual brasileira pediu desculpas ao governo e aos brasileiros. A produção totalmente rodada no Brasil mostra um grupo de jovens norte-americanos em férias que acaba vítima de uma quadrilha de tráfico de órgãos em algum lugar da costa brasileira. O ator elogiou o País durante entrevista na quinta-feira ao The Tonight Show with Jay Leno, talk show da NBC, e afirmou um dia antes da estréia do filme nos Estados Unidos que a obra não pretende fazer com que as pessoas deixem de visitar o Brasil. Em nota, a presidente da Embratur, Jeanine Pires, afirmou acreditar que o País não deixará de receber estrangeiros por causa do filme. "É uma obra de ficção e acreditamos que o expectador saberá diferenciar a realidade da ficção. A única coisa verdadeira que o filme mostra são as belezas naturais do Brasil." Mesmo assim, o Ministério do Turismo, por meio da Embratur, já conta desde 10 de novembro com um plano de ações para minimizar os possíveis efeitos negativos do filme à imagem do Brasil. Ou seja, eles, da Embratur entra na grana e os brasileiros pagam à conta. ME ENGANA QUE EU GOSTO.